How to Save Your Own Life, Erica Jong

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@sangrelatino
How to Save Your Own Life, Erica Jong
Acho bonito quando a vida desacelera um pouco. Quando sobra tempo pra olhar o céu mudando de cor, pra terminar o café sem pressa e pra sentir que existir não precisa ser uma corrida o tempo inteiro.
Nanda Marques.
nosferatu (2024)
o buraco no meu peito sou eu
Cheguei em uma fase da minha vida onde quem quer que tente me decifrar encontra um mar de sinceridades. Falo demais sobre mim e sobre o que assombra, mas também sobre o que me aquece. Sempre fui de falar muito, mas a diferença é que hoje não sinto a necessidade de justificar ou mascarar para caber melhor em algo “aceitável”. Tenho tentando de todas as formas me fazer inteira e nada externo vai me derrubar. É claro que eu tenho momentos difíceis, é claro que eu tenho crises de ansiedade que me consomem, que me perco em dias depressivos, mas nada vai ser como antes. Tenho aprendido, devagar e com cuidado que o que realmente importa sou eu mesma, e essa é a parte que vou cultivar no meu jardim, um canteiro inteiro de “mim”, que floresce, murcha e cria botão. Eu sou ciclos vivos.
Visite meus sonhos esta noite, sinto sua falta.
Às vezes você não quer mais brigar nem dar explicações. Você só quer ficar em silêncio e não ser um problema, nem mesmo para si mesmo.
Em um mundo que me deixa em alerta, você parecia descanso. Eu sabia que era você, porque perto do seu coração o meu não precisava sobreviver.
— almas gêmeas existem, afinal.
Eu nem sonho mais com a felicidade, eu só quero é pelo menos
não sentir mais dor.
@sraangustia
queria fazer parte de tudo
e estar em todos.
serei a primeira no mundo
a morrer de saudades.
É, Fyodor, ou você se apaixona pelo momento ou se arrepende de ter deixado ele passar. Não se preocupe, você vai se arrepender dos dois.
tenho a sensação de ser demais para qualquer pessoa que se aproxime, pois todos procuram algo leve, casual, curto, e eu sou um acúmulo sem fim de toda a melancolia que já li, assisti e escutei, eu sinto tudo e tudo é muito, e excesso assusta, corrói, afasta. tenho receio que de tanto para dar, não haja mais ninguém para receber, e então meu coração amargue finalmente e eu imploda com tanto de mim.
e quando por fim, depois de mais um velório de mim mesma, ressuscitarem meu coração, que enfim me devorem a alma com o amor mais genuíno que qualquer ser humano um dia poderia sentir.
talvez esse seja o problema, com este amor quem restou foi apenas eu, e eu morri.
Te vi hoje na rua e você era só um cara. nem feio, nem bonito. nem frio, nem quente. só um cara andando, existindo, ocupando espaço como qualquer pessoa ocupa.
fiquei parado tentando encontrar alguma coisa. aquele impacto. aquela aura. o negócio quase sobrenatural que eu jurava existir em você. mas não tinha nada.
e a pior parte é que, por alguns segundos, isso doeu no meu ego. porque admitir que você era comum significava admitir que fui eu quem inventou tudo.
eu peguei um homem comum e fui bordando em cima — coloquei brilho nos seus olhos, profundidade no seu silêncio, significado em cada coisa que você fazia de errado. transformei seus defeitos em complexidade, sua frieza em mistério, sua ausência em algo que eu precisava merecer. eu transformava esforço mínimo em romance porque queria que fosse você.
eu era muito mais criativo do que você era interessante.
e depois que esse segundo de ego machucado passou, veio o alívio. do tipo que você só sente quando percebe que carregava um peso que você mesmo tinha escolhido.
você não perdeu o brilho. você nunca teve. fui eu que emprestei o meu.
— Atlantic Boy.
eu não consigo ficar na borda é da minha natureza chegar ao fundo. Eu me doou por inteiro.
eu quero te ver como você realmente é e ficar mesmo quando você espera que eu vá embora.