Não pode deixar de notar o sorriso do rapaz, ele de fato tinha um belo sorriso o que a fez sorrir, algo nele lhe lembrava seu falecido marido, talvez fossem os cachos negros. Ponderou a sugestão dele por um momento, precisava de certificar de que alguém tirasse Lady Anne do palácio, não queria que o casamento do irmão e de sua amiga fosse por água a baixo. — Me dê um segundo. - Olhou ao redor e por sua sorte avisou um dos guardas. Aproximou-se e sussurrou a ordem, voltando-se para o rapaz que conversará mais cedo. — Certo, onde estávamos? - Ela sorriu apontando para a mesa mais proxima, para que se sentassem. Assim que o fizeram, ela voltou sua atenção a ele. — Sou toda ouvidos, senhor Arthas. - Indicou para que ele começasse. — Meu primeiro nome é Freya mas a maioria das pessoas me chamam de Ariel, meu segundo nome. Fique a vontade para escolher um.
— E o que foi isso? Precisa de alguma ajuda com algo? — indagou, com certa preocupação, já que a ação alheia de ir falar com um guarda não fora a mais normal de todas, o que só podia significar algum problema que ela estivesse tendo, ou algo do tipo. Seu sexto sentido havia soado naquele instante. — Posso não estar nas melhores condições, mas ainda acho que dou um caldo, se precisar. — riu fraco, mas logo seguindo com a mulher para a mesa que ela apontou, sentando-se logo em sua frente. — Por favor, esqueça essa parte de senhor, não é como se eu fosse qualquer coisa importante que deva ser chamado assim. — sem contar o fato de não gostar de ser chamado de tal forma, completamente fora de seus ensinamentos. — Então, senhorita Freya... — pausou para uma piscadela rápida, entes de prosseguir. — Alguns meses atrás... Seis? Algo assim, não estou muito bem recordado, na verdade não faço ideia de que dia é hoje, mas pouco importa, enfim... Fui designado, com uma tropa, de outros paladinos e guerreiros, para uma missão bem distante, talvez nem esteja na maioria dos mapas. — ao recordar-se do que começava a passar em sua cabeça, começava a ranger os dentes. Ele podia estar o mais a vontade possível, mas aquilo o incomodava, ainda assim. — Chegando lá, não era bem um campo de flores e não me recordo de muito, mas fui o único sobrevivente de um verdadeiro massacre. Meses de cama, em coma na maior parte deles, mas aqui estamos...













