Já era esperado que 𝐕𝐋𝐀𝐃𝐀𝐍 𝐁𝐎𝐑𝐎𝐌𝐈𝐑 𝐒𝐓𝐑𝐔𝐆𝐀𝐑 viesse para a Ilha de Treatan, afinal, ele é um DUQUE vindo de DURMOREN (MONTENEGRO). Não que seja elegante perguntar, mas sei que ele já conta com seus 31 ANOS DE IDADE, e não esconde a fama de IMPLACÁVEL, mas é sabido que seu lado PROTETOR compensa. Se não tivesse sangue azul, eu diria que é um descendente direto de LEO SUTER, porque não poderiam ser mais idênticos!
A magia azul em Durmoren não é leve nem pura - é uma força que corrompe a alma e exige sacrifícios constantes. Os pactos antigos que sustentam o reino envolvem entidades sombrias dos fiordes e das montanhas; deuses esquecidos e demônios que exigem sangue e lealdade absoluta. A Casa Strugar remonta a antes da fundação do reino de Durmoren, erguida nas Montanhas de Zadarik, perto da Floresta Negra de Durnja. Seus ancestrais foram senhores de caça e vigias dos portais antigos, mas o que acabaram vendo nas fronteiras em defesa do reino fez com que tivessem de recorrer a algo ancestral e perigoso. Dizem que o primeiro Strugar selou uma aliança com a feiticeira Baba Vještica, oferecendo a ela as almas de caçadores ímpios em troca de longevidade e proteção para seus herdeiros. Mas toda proteção cobra um preço… A cada geração, de 100 em 100 anos, quando da Lua Oculta, a linhagem Strugar precisa realizar um sacrifício ritualístico na floresta sagrada de Vragov Gaj. Se falharem, um membro da família enlouquece, tornando-se um servo mudo da bruxa. Isso gerou gerações de Strugars silenciosos, marcados, escondidos nos andares inferiores do castelo de Gorven. Diz-se, inclusive, que Baba Vještica planta a loucura lentamente, como um fungo.
O pai de Vladan, o Duque Andrija Strugar, era um homem sério, dado ao silêncio, mas brilhante estrategista. Quando o reino começou a perder territórios nas bordas malditas para criaturas que o reino não ousava nomear, muito menos enfrentar, ele recusou seguir os conselhos do rei, acreditando que os pactos da Casa Strugar bastariam para segurar as fronteiras. Andre também era o felizardo que havia conquistado o coração de uma das maiores beldades do reino e alvo de obsessão de longa data do rei Milan.
Aproveitando-se da situação, o monarca, já enfurecido com a arrogância da Casa Strugar e temendo seus “deuses e delírios”, organizou um banquete no Castelo Real e envenenou Andrija — silenciosamente, sem honra de combate. Foi dito à corte que ele enlouqueceu e se jogou de uma torre. Mas os Strugar sabiam da verdade.
Mal havia atravessado o luto e a viúva Iskra já foi convocada à corte. Era uma mulher conhecida por sua beleza estoica, inteligência e laços antigos com diversas Casas Azuis. Além disso, era popular e tinha sua própria base de influência. O rei a queria e a teria. Poucos meses depois, e já estavam casados. Tudo aconteceu muito rápido, a polêmica sendo abafada em prol dos caprichos do governante.
Mas apesar de ser ainda pequeno, não havia espaço para Vladan na corte de Volgrad. Afinal, era ele o último resquício da memória de Andre, e o rei não queria que a esposa se lembrasse do antigo marido sempre que olhasse para a criança. Tão logo aprendeu a comer e se vestir sozinho, o garoto foi enviado de volta para Gorven , crescendo em meio ao território de florestas enevoadas, ruínas antigas e soldados leais aos Strugar. Foi treinado como guerreiro pelos mestres de armas da família e caçadores da região, desenvolvendo habilidades militares, de estratégia e domínio físico, mas também um senso de “não pertencimento” em relação à realeza Vukovic.
Seu comportamento com o passar dos anos, além dos poderes desenvolvidos – idênticos aos de seus antepassados - fez com que passasse a ser visto como alguém instável e perigoso, que poderia reivindicar algo, mas que a maioria finge que não existe. A mãe, seja por temor ou comodismo, se contorce em desconforto nas raras aparições dele na corte em Volgrad, quando Boromir costuma desafiar abertamente Milan e seu séquito de víboras, apoiando suas botas imundas em mesas impecáveis.
A verdade é que bastou que juntasse dois mais dois para chegar à conclusão de que a morte do pai não tinha nada a ver com suicídio, e que apenas uma pessoa estava com ele naquela sala. Vladan não está na Althara em busca de um casamento, mas sim, para observar mais de perto a comitiva real de Durmoren em território neutro e, com sorte, garantir que eles tenham um fim tão gentil quanto o que deram ao pai dele.
𝑬𝑿𝑻𝑹𝑨𝑺
Família real: cruel, calculista, mas extremamente sensual em sua apresentação pública. Seduzem aliados, traem irmãos, e tudo com um sorriso.
Inspiração: beleza fatal, venenos raros, cortesãos que são espiões e assassinos.
Estética: tecidos translúcidos com veneno embutido, vinho que brilha no escuro, jardins de lírios venenosos.
𝐃𝐔𝐑𝐌𝐎𝐑𝐄𝐍 é um reino de montanhas abruptas e fiordes escuros que penetram no mar como garras negras. Suas aldeias se encravam nas falésias, conectadas por passagens estreitas e perigosas, protegidas por muralhas de pedra calcária e torres de vigia. A névoa espessa é constante, cobrindo as montanhas e o mar, dando ao reino uma aura eterna de mistério e melancolia. Florestas antigas de pinheiros e carvalhos sombrios escondem criaturas que os moradores consideram guardiãs do reino e portadoras de maldições. O castelo principal, na capital Volgrad, é uma estrutura gótica imponente cravada no topo de um penhasco, com vista para o mar tempestuoso. A corte é conhecida por sua formalidade fria e seus jogos de poder silenciosos — ninguém é realmente amigo de ninguém, e a traição é uma moeda corrente. Os nobres usam vestes pesadas em tons de cinza, preto e azul-escuro, adornadas com peles de animais e joias feitas com pedras raras das minas locais. É cultural que falem por metáforas, já que falar diretamente é considerado “coisa de vermelho”. Toda reunião é um jogo de leitura das entrelinhas.
O simbolismo é pesado: a Serpente de Vidro, um réptil translúcido que simboliza a traição silenciosa e o veneno invisível que corre entre eles, é o emblema da casa real Vukovic. Durmoren valoriza a disciplina militar e o domínio da guerra, com escolas de guerreiros que treinam desde crianças em técnicas de combate, espionagem e sobrevivência. A nobreza é forjada em batalhas, e a honra está acima de tudo - mas não há espaço para sentimentalismo. Festivais noturnos marcam a passagem das estações, com danças, rituais de caça e testes de coragem. Os sacerdotes do Magisterium aqui misturam ritos oficiais com tradições pagãs, cultuando a lua como um símbolo de transformação e poder oculto. Aliás, a religião dominante é uma forma distorcida da Igreja da Magia, a partir da qual acredita-se que o sofrimento purifica a magia azul. Quanto à magia em si, os Azuis de Durmoren têm uma conexão ancestral com as sombras das montanhas e o poder do vento cortante - sua magia é focada em manipular névoas, criar ilusões e controlar o silêncio. Eles mantêm pactos antigos com entidades sombrias das profundezas dos fiordes (que estavam lá muito antes dos Santos serem imaginados), e usam esses laços para proteger o reino e intimidar inimigos. A nobreza é dividida em clãs rivais, cada um governando uma região montanhosa e competindo por influência na corte. Assassinos e espiões são a elite secreta do reino, operando nas sombras e fazendo valer o poder do reino além das fronteiras.
MILAN TEODORIN VUKOVIC – 56 anos
ISKRA RADULOVIC VUKOVIC – 51 anos
PRÍNCIPE/PRINCESA HERDEIRO(A) – 29 anos
PRÍNCIPE/PRINCESA – 24 anos
VLADAN BOROMIR STRUGAR, 31 anos, Duque de Gorven, filho “renegado” da rainha.
𝑷𝑶𝑫𝑬𝑹𝑬𝑺
ARENUMBRA: uma espécie de areia negra espectral, que flui de suas mãos ou do chão quando convocada. Pode ser usada para: desintegrar materiais frágeis (ex: madeira, tecido, pedra desgastada); “limpar” magia residual, neutralizando feitiços, dissipando ilusões, rastros de magia ou maldições leves; e invocar armas ou ferramentas temporárias (forjadas do pó sombrio, frágeis, mas letais). Quando Vladan está emocionalmente instável, a areia se agita por conta própria em torno dele, como se tivesse consciência, chegando a se mostrar na íris de seu olho esquerdo. Dizem que os poderes da Casa Strugar estão relacionados aos vínculos que possuem com entidades maléficas, motivo pelo qual o uso excessivo acentua a tendência de seus membros para a insanidade.












