Dear diary, today will be different. It has to be. I will smile, and it will be believable. My smile will say, “I’m fine, thank you. Yes, I feel much better.”

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Dear diary, today will be different. It has to be. I will smile, and it will be believable. My smile will say, “I’m fine, thank you. Yes, I feel much better.”
━ {{ ❝ We ain't ever getting older? ❞ }} || Margott and Ivory.
A ruiva olhava ao redor suspeitando de qualquer som que pudesse ouvir, ela e Margott estavam muito expostas e ela esperava que a garota explicasse a situação assim poderiam sair dali. Na realidade Ivy estava quase a jogando sobre seus ombros e a levando a força, mas não o fez, quando viu o semblante de Margott e modo confuso se lembrou que a garota havia bebido demais, até mais que a própria Ivory. — “Hey Margott, sei que está bêbada mas precisa reagir, não podemos ficar largadas aqui no meio e duvido que consigamos chegar a enfermaria sã e salvas no meio desse pandemônio…” — Sussurrou observando as mãos ensanguentadas da amiga, se fosse só isso as coisas estariam ótimas, mas então percebeu o estado do tornozelo da filha de Dionísio, ela jamais conseguiria andar e ficar ali simplesmente não era uma opção. Então sem titubear Ivory prendeu a espada na bainha e sua cintura, tomando um fôlego sabendo que doeria muito em suas costas completamente rasgadas, a filha de Ares segurou a amiga firmemente e colocando cuidadosamente em seu ombro. — “Vai ter que desse jeito Margottzinha, nem invente de vomitar…” — Brincou começando a se mover dali cuidadosamente, cada passo parecia fazer suas costas pegarem fogo, por sorte ela se via perto do riacho e talvez lá as coisas ficassem um pouco mais calmas. Passando entre as árvores e evitando pisar em qualquer lugar enquanto implorava para os deuses para que Margott não passasse mais mal ainda, elas finalmente chegaram ao destino. Tudo parecia mais calmo de fato, mesmo assim a ruiva continuava alerta enquanto colocava a amiga contra uma pedra esperando que ela se mante-se sentada e não despencasse, enquanto a filha de Ares bebia um pouco da água corrente. — “Vamos lá pense…” — Murmurou olhando para a morena, tinha que ajudar a garota, mas não tinha ideia de por onde começar — “Não tem nenhuma chance de você saber um caminho mágico até a enfermaria não, né?”
{{FLASHBACK}}
Agora que notara o estado de seu tornozelo a dor aumentara e agora estava latejando. Parecia que a sua pulsação dava para conseguir ser ouvida da sua própria orelha. Apenas deu tempo de conseguir respirar um ultimo folego e sentir seus pés saírem do chão. Ivy a estava carregando? Parecia que sim. — Sabe Ivy, você é ótima. Ótima, sabia? Parece um garoto, mas com músculos e uma saia. — Riu consigo mesma, dando tapinhas nas costas da amiga. A sensação dos vento jogando seus cabelos para trás era bom, achava que era porque estavam correndo. O que estava acontecendo com ela? Geralmente quando ficava bêbada daquele jeito conseguia reverter. Era tão fácil, quanto apertar e ligar um botão e desligar depois. A dor por não estar mais em solo firme diminuirá de intensidade, mas sumiu como Margott previu. As coisas a sua volta era um completo borrão, não conseguia enxergar nada direito, se esforçava, mas era em vão. Precisava recobrar sua lucidez. Sua cabeça, uma voz dentro de si, estava lutando e gritando para conseguir voltar a si mesma, mas seus corpo respondia totalmente ao contrario. Ao ser colocada no chão notou uma respiração desigual, pensou ser Ivy pela corrida, mas percebeu que era si mesma. A morena estava mal. Enfermaria? Perguntou mentalmente. Ainda existia uma nesse estado que estava o Acampamento? Não, eu... Ela conseguiu responder, mas a falta de comida e os líquidos que tomara estava ameaçando voltar. Uma ideia cruzou sua cabeça, rapidamente, precisava de forças. Não força de comer alguma coisa magica, que usavam para cuidados médicos. Não, força magica. Tentou se levantar, colocando uma mão no ombro da ruiva. — Ivy, eu não vou conseguir sem sua ajuda... — Respirou fundo algumas vezes com dificuldade. A amiga estava fazendo menção de começar a responde-la. Ela tinha pouco tempo até que tudo desmoronasse. — Não, olha escuta. Eu preciso que você passe um pouco da sua força de filha de Ares fodona para mim. Você consegue? — Perguntou esperançosa, era sua unica ideia, sua ultima esperança de não despencar e acabar por ser morta.
– A burocracia é tanta que você se arrependeria de ter morrido na mesma hora. – Levou a mão, ao machucado na têmpora, coberto de sangue seco. Revirou os olhos. – Seu cabelo parece um ninho de harpia e nem por isso eu fico jogando na tua cara.
— Meu cabelo? Sim, é a maior das minhas preocupação no momento. Fala, se eu tirar esse lençol não vou ver uma perna amputada ou algo assim não né? Porque Meus Deuses, eu estou derretendo. — Sera que o sol sabia que havia acabado de acontecer uma guerra ali? Ela duvida. Já que estava começando a suar, torcia para ser só pelo sol e não por febre ou outras coisas.
Já falei pra ficar deitada, não me force a ir até aí. Qual é a dificuldade de ficar quieta, você quase morreu, fique parada, pelo amor dos deuses.
Obrigado, estou pensando em adotar esses cortes como algo permanente. Acha que eu fico mais bonito com sangue escorrendo de qual lado do rosto?
Deitou-se novamente nos travesseiros obedientemente, e um sorriso cruzou seu rosto. — Tudo bem, tudo bem. — Reclamou, virando os olhos. — Mas saiba que para me manter aqui, vai precisar mais do que você... — Levantou um pouco os ombros, notando os ferimentos ao qual se referia. Fingiu estar pensando. — Hum... Acho que o lado direito combina mais. Essa cor definitivamente é a sua. Mas olha, sera que você consegue uma água ou licor pra mim? —
— “Pelos deuses Margott eu te salvo e você me trata assim? Você deveria agradecer por estar de frente com meu rostinho angelical” — Brincou se sentando ao lado da amiga, estava com várias bandagens nos cortes sofridos, mas a extensa nas costas era a que mais incomodava, mesmo assim estava ótima perto da amiga. — “Você está horrível por completo fofinha…”
Olhou-a confusa, os momentos da luta retornando lentamente a ela, e conseguiu se sentar e ficar em uma posição confortável. — Você me salvou?— Soltou um assobio. — Uau, obrigada Ivy, de verdade. — Agradeceu observando-a se sentar e ver os vários ferimentos que lhe estendia. Sim, com certeza ela estava pior, já que era ela que estava deitada em uma maca. — Sem duvida disso. Sera que um bom banho e um baby liss vão ajudar? — brincou, mas duvidava muito, tudo dela doía.
Olha que a sua não está melhor-Deu uma risada- Então, se sente melhor ou quer visitar Hades antes?
— Fez uma careta ao movimento brusco que a fez imediatamente voltar a deitar no macio travesseiro. — Eu só vou me sentir melhor com uns bons pedação de ambrosia. Mas antes, o que aconteceu?
— Ugh, se essa é a primeira que eu tenho que ver ao voltar a vida, então era melhor eu ter pegado a fila expressa do Mundo Inferior mesmo. — Falou rindo com certa dificuldade e tentando se levantar da maca, porem em vão, pois estava tudo girando a sua volta. — Sua cara esta horrivel.
━ {{ ❝ We ain't ever getting older? ❞ }} || Margott and Ivory.
Despois da pequena reviravolta com as manticoras, Ivory estava pronta para muito mais e se sentia mais viva do que nunca como se cada parte do seu corpo estivesse em perfeita sintonia, mas antes de comprar uma nova briga ela precisava cuidar de sua perna que não aparentava estar muito bem. Por sorte ela sabia um desvio de onde estava até a enfermaria e não hesitou em toma-lo, apesar de passar todo o caminho alerta e preparada para um ataque ele não veio. Ivy foi capaz de chegar sã e salva até o que deveria ser enfermaria, estava meio destruída e vazia, provavelmente alguns semideuses se encarregaram de tirar os feridos daqui, ou pelo menos a ruiva esperava que esse fosse o caso. A filha de Ares deixou a ponta de preocupação que surgiu em sua cabeça de lado e começou a revirar a bagunça a sua frente, procurando algumas ataduras a ambrósia que não demorara muito para achar. Sabendo que não poderia ficar resposta a ruiva correu até um dos arbustos nem tão longe do centro do acampamento, lá se sentou devorando o único pedacinho de ambrósia que havia encontrado e assim começou a fazer o curativo, tentava cobrir toda as lacerações da perna mas estava bem difícil, ainda mais quando percebeu que o chão começara a tremer, tinha plena consciência que isso só podia sinalizar a aproximação de um monstro e pelo escarcéu de gritos que seguia Ivory tinha a confirmação que precisava. Acelerou suas mãos finalizando o curativo mais rápido do que deveria, se colocando de pé logo em seguida. Olhou para os lados e percebeu que o lugar estava praticamente vazio conforme a criatura de coloração estranha e forma bisonha avançava, era enorme e talvez fosse o caso de deixar ela para algum grupo mais forte, mas assim que Ivy bateu os olhos na figura caída no chão completamente indefesa bem no caminho da fera a ruiva não se conteve em ajudar. Segurou sua arma firmemente e correu na esperança de chegar a tempo, felizmente ela conseguiu e sem pensar duas vezes fez dois cortes enormes nas costas da criatura, só para terminar fincando sua espada contra o peito largo da mesma logo em seguida a transformando em puro pó. Prestes a socorrer a semideusa se deu por conta de que se tratava de Margott, parecia completamente fora de sim mas como sempre foi capaz de arrancar um sorriso da filha de Ares com o que falara. — “Por mais que isso seja um ótimo modo de me agradecer, eu acho melhor deixarmos para outra hora Margottzinha, geralmente nos filmes de terror quem para pra se divertir acaba morto e eu não quero isso…” — Brincou estendendo o braço para a garota esperando que a mesma aceitasse a ajuda.
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Naturalmente aceitou a mão que a amiga lhe estendia, mas assim que tudo começou a girar pensou se fora mesmo uma boa ideia. Estava completamente desorientada, mas entendia que precisava se mexer se quisesse continuar viva, se quisesse que as duas continuassem vivas. A resposta de Ivory ecoava em seus ouvidos, diversão... Não era isso que estava acontecendo pouco tempo atrás? Não era o que todos estavam fazendo? Tentando se divertir? As coisas vinham um pouco atrasadas para Margott, mas a compreensão estava lhe chegando. É lógico. Artemis deve ter ficado tão furiosa com a festança que agora estava descontado em todos os semideuses. O que a garota achou muito injusto, mas a deixou aliviada. Seu grupo foi o que planejou tudo aquilo. Eles deviam estar pagando.
O céu claro já inundava a colina do Acampamento Meio-Sangue, o que facilitou a visão de todos. Inclusive dos monstros. Ferozes, horrendos. A morena pensou que ao amanhecer se encontraria em sua cama, o seu chalé, tão sã e salva como podia. Que sua única preocupação e dor fosse a ressaca que teria. Como se enganou. Quando sua visão clareou, olhou para suas mãos e viu que havia se cortado. Pior ainda, apoiando-se em Ivory, percebeu que não era só a bebida alucinógena que fazia o mundo girar. Era a dor também. Havia quebrado seu tornozelo. As coisas poderiam piorar para elas? Sim, podiam. E, sim elas, porque agora estavam juntas, tinham que se ajudar. E Margott precisava muito de ajuda.
━ {{ ❝ We ain't ever getting older? ❞ }} || Margott and Ivory.
@ivorysaeger
Margott não havia se dado conta do ataque até que um monstro estava bem em cima de si.
Semideuses corriam para todos os lados, em amontoados, fazendo se desequilibrar. Correndo sendo para buscar armas ou para salvar suas vidas, alguma parte desse meio. Os gritos estavam aumentados de volume, parecia como se sua cabeça fosse explodir. O chão a sua frente ficou turvo, como se ondas estivessem sobre seus pés. Ela não entendia. Não estava pisando na grama? Perto da floresta? Ou havia se deslocado para a praia e nem se dado conta? Tropeçou em uma pedra no chão e caiu de quatro, virou-se rapidamente ao ouvir algo se aproximando e bem ali na sua frente estava um monstro, com sede de sangue de semideuses. Não poderia ter deixado de pensar naquele instante, era assim que ela ia morrer? Nem ao menos tendo a chance de lutar? Todos os treinos, as aulas, para nada? Era lutando que queria morrer, tinha certeza. Protegendo-se ou protegendo seus amigos, porem lutando. Xingou-se por ter tido a audácia de pensar que poderia colecionar mais experiencias para sua vida, xingou-se por pensar que teria seu casamento, com seu tradicional vestido branco, um noivo que amasse e filhos para cuidar. Pelo menos agora ela encontraria seus pais. O mistério do paradeiro de sua mãe biológica ainda não resolvido. Seu pai que sabe-se lá se estava no Acampamento nesse momento ou não. Mas ela encontraria seus pais. Os adotivos. Que chorava todas as noites ansiando por eles. Mas o golpe que esperava não veio. Nada veio...
Já era tarde quando ela saiu de fininho do local que os semideuses estavam jogando verdade ou desafio. O sol em algumas poucas horas ia nascer, ela com certeza não queria limpar aquela sujeira de copos que estavam deixando. As coisas que tinha feito daria dor de cabeça o suficiente amanha, mas no momento ela nem ligava. Estava deixando a bebida circular em seu sangue como se fosse água. Ela o sentia, porem. Sentia que se quisesse podia o deter, mas estava zonza, fraca, alegre demais, tudo de mais. As cores eram tão intensas, brilhantes, as pessoas riam sem se preocupar com nada, e a bebida passava para sua mão da sua boca tão facilmente. Em algum lugar da sua mente algo estava gritando que era hora de parar. Ficar bêbada com bebidas comuns eram uma coisa, aquela coisa que estava ingerindo desde cedo era de certa maneira batizada. E sempre a lembravam que mesmo que seu pai fosse o deus do vinho, das festas, da alegria, ele também era o Deus da loucura, da insanidade.
Com certeza ela podia ver que o céu estava começando a se clarear. Questionou-se que horas seriam? Ela queria se sentar. Em um momento estava dançando com seus amigos e no outro havia se dispersado deles. Não sabia exatamente para onde ia. O copo vermelho que estava em sua mão foi depositado em uma pedra durante seu caminho. Ou seria três pedras? Balançou a cabeça tentando clareá-la, mas só o efeito que teve foi deixa-la mais confusa e um pouco enjoada. Okay, era a hora de parar. E bem assim ela se encontrava perto da boca de entrada para floresta. Onde no começo as arvores tinham alguma distancia uma das outras, mas nos jogos de Caça-a-Bandeira quando adentravam sabiam que tinha muitas folhagens e emaranhados, armadilhas próprias da floresta e um pouco de escuridão. Sem contar um lago que havia no meio. Ela estava parada quando varias coisas além de sua compreensão aconteceram ao mesmo tempo. Gritos. Um sátiro morreu? O que era aquele chacoalhar no chão como se fosse de passos? Bem na hora que vários semideuses passavam como vento por ela, Margott caiu.
Fechou os olhos com força esperando, que covarde, por que fecharia seus olhos? Não, tinha que encarar a causa de sua morte, não devia temer, alguns filhos de Hades já lhe contaram como era o Mundo Inferior, ela fora suficiente boa para ir pros Campos de Elísio? Não fazia ideia. Porem, ao invés da dor, do golpe, mil pedacinhos de pó dourado caiu sobre ela e a mesma viu uma figura muito zangada e ruiva retirando sua arma do centro do peito que a pouco estava o monstro. — Eu poderia te beijar agora.
– Detesto quando você reclama… Mas tem uma boa razão. Enfim, também quero ficar bêbado.
— Ah meu amor. É só você estar ciente de que é reclamando com os outros, não com você. — Disse piscando para o irmão. Pegou dois mini-copos com as bebidas da sua escolha e entregou uma delas a ele. — Vire tudo.
— NÃOOO, pirralho, eu ganhei.
&&. + ❝ that’s why i need one dance ❞ — camp challenge
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As palavras passavam por seus ouvidos, mas ela não conseguia realmente escutar. As cores a sua volta pareciam estar se intensificando, a cada outro gole que passava do copo para sua boca da bebida que tanto gostou as coisas pareciam se distorcer e uma sensação de euforia indescritível percorria em suas veias. Naquele momento Margott sentiu que seria feliz para sempre, os pesadelos que a atormentavam durante seus sonhos não tinha tanta importância. Na verdade, sua tão incansável busca por sua mãe, pareceu perder o sentido. O riso vinha fácil para si. Se os campistas a sua volta não tivessem repetido milhares de vezes para cumprir logo o desafio que lhe fora dado, a filha de Dionísio provavelmente teria se esquecido e não cumprido. Por isso escolheu seus dois alvos sem pensar muito, deixou sua bebida de lado e pediu para os filhos de Apolo que não estavam dando a minima se seriam amaldiçoados pela manha pela deusa Ártemis, trocar de musica e aumentar o volume.
– Deixa de ser velha, Mag, é uma fila pequena.
— Maninho, quanto mais álcool eu injetar em menos tempo possível, mais rapidamente eu fico feliz. Me deixa reclamar um pouco, enquanto eu estou lucida o suficiente para o fazer.
“O que se passou?” Andrenah gesticulou preocupada.
— Apenas alguns idiotas que não sabem quem é prioridade. — Respondeu a garota sem olhar para ela. — Mas e você? Esta aqui pelas bebidas também? Ou o meu grito te atraiu?.
Pra que exatamente é essa fila?
É a fila do paraíso, loirinha. E não, não é uma copia do Elísio, é bem melhor. A fila das bebidas.
E eu não contarei novamente, não aqui. Estamos em festas, só estragaria esse clima de euforia da maioria dos campistas que possam escutar as minhas palavras, não acha? Pelo menos você poderia consumir enquanto distribui com sorrisos falsos… Não, realmente, é uma péssima ideia. Aliás é a sua vez, aproveite e pegue quantas bebidas que quiser, porque você é a organizadora.
Não acho acho, tenho certeza. Vamos deixar os assuntos pessoais para de manha quando estivermos acordando de ressaca no nosso chalé. Sim, naturalmente. Quer me acompanhar, Penn? Acho que a rosinha vai combinar com você...
Embora fingisse que não, Frank percebia. Percebia a forma como outros semideuses olhavam para si, a maioria se perguntando como conseguira sobreviver até os quarenta anos quando a maioria das proles semidivinas morria com metade da idade. Ele nunca seria capaz de dar uma resposta suficientemente boa para a questão. Apenas conseguira, fora teimoso demais e tinha uma pele mais dura que a dos outros. Vez ou outra, achava que não merecia e que nenhum deus tinha sido justo ao deixá-lo vivo. Mas aí se lembrava que estava certo, que nenhum deus realmente era justo, nem a própria Nêmesis, se não ela honraria um de seus filhos com sua benção e não uma prole de Hécate. Enquanto Margott lhe observava, ele também observava ela. Nunca fora bom para adivinhar pais divinos, então diversas possibilidades lhe passaram pela mente, todas baseadas na aparência física da jovem. ❝ ——— Concordo. Não tem lógica. ❞ Balançou a cabeça negativamente, um vestígio de riso no canto dos lábios machucados, algo que logo desapareceu. Frank não possuía uma expressão séria, por mais que não fosse a pessoa mais feliz do mundo, mas os frequentes machucados no rosto o impediam de parecer muito simpático com as pessoas. E seu sorriso… Bem, não era o mais bonito. ❝ ——— Juro. Foi bem legal na hora, mas depois vi que tinha feito merda. Hum… Eu posso falar merda na sua frente ou você é uma das beatas de Ártemis? Sem ofensas. ❞ Franziu o cenho. ❝ ——— Ah, não é tão boa. Como você, estou sendo injustiçado. Não tenho interesse em participar de festas, não as aprecio da maneira correta. Eu só sou perigoso para quem não é leal ao Acampamento. Fiquei desse jeito porque fui buscar uns semideuses aí… E aquela Perséfone ‘tá sempre atrás de mim. ❞
Desviou os olhos do homem deitado. Sua inspeção sobre si, deixou-a pouco confortável. Mas seus ouvidos ainda estavam prestando muita atenção ao que ele falava. Seu desejo por querer saber a impulsionava a fazer mais perguntas, por mais que tinha acabado de dizer que o mesmo parecia perigoso. Bem, sinceridade com ela era tudo... Deu uma risada audível, voltando seus olhos para o semideus. — Eu? Uma caçadora? Tenta de novo. — Balançou a cabeça. Depois de toda aquela observação fora isso que concluirá? Margott uma caçadora de Ártemis? De jeito nenhum. — Não ofendeu. — Falou, colocando suas mãos no bolso frontal da jaqueta jeans e cruzando suas pernas. Ergueu as sobrancelhas a confissão que lhe fizera. Não confiava em ninguém que não gostasse de uma boa festa. Deu de ombros. — Confiança se conquista com o tempo. Mas posso lhe assegurar que sou leal a minha casa. — Disse com sinceridade. — Ah, você é o velhote que estava em missão! Agora eu me lembro. — Pouco, mas conseguia puxar de suas memorias alguma coisa sobre busca... — A deusa Perséfone esta atras de você?