N/a: Nem só de putaria vive a autora KKKKKKKKKK enfim, esse imagine ficou muuuuito curtinho, mas está tão gostosinho que eu resolvi trazer mesmo assim. Espero que gostem ❤️
Diálogo: Você pode me soltar agora / Desculpa.
Situação: !Namorado! x Niall Horan x !Namorada! x leitora.
Finalmente.
Foi essa a primeira palavra que pensei quando a assessoria de Niall divulgou a nota de agradecimento pela turnê.
Depois de longos oito meses, teria Niall ao meu alcance novamente.
Por mais que nos falássemos todos os dias por ligações e diversas mensagens, não era a mesma coisa. Eu sentia a falta do contato. De poder sentir a textura da sua pele, o cheiro do cabelo, os dedos calejados pelo violão fazendo carinho.
Sentia falta dele.
Como havíamos combinado, peguei algumas mudas de roupa e fui para o seu apartamento. Tinha a chave reserva desde que saíra mundo afora, principalmente para manter o apartamento em ordem e lhe enviar algumas coisas que havia esquecido.
Passei no mercado, comprando um monte de besteiras. Depositei os salgadinhos em potes e coloquei uma garrafa de vinho na geladeira.
A gerente de Niall me avisou que logo ele chegaria, então preparei um banho relaxante para ele. Enchendo a banheira e colocando os sais de banhos que sabia que ele gostava. Acendi uma vela de lavanda e fechei a porta do banheiro, para que tudo se mantivesse quentinho.
Não conseguia ficar parada, caminhando praticamente em círculos pelo tapete até ouvir a porta ser destrancada.
Corri em direção ao Hall, pulando em cima dele antes mesmo que soltasse a mala de mão.
— Oi, meu amor. — Murmurou com dificuldade pelo meu aperto.
Distribuí um monte de beijos por todo seu rosto e pescoço, matando apenas um pouquinho da saudade que me assolava há tantos meses. Niall soltou uma risada rouca, fazendo o seu melhor para retribuir o meu carinho, o que resultou em muitos beijos desajeitados e alguns esbarrões de narizes.
— Eu também senti a sua falta. — Ele disse, finalmente soltando a mala e me apertando em seus braços, me erguendo por um momento. — Você pode me soltar agora.
— Desculpa. — Sorri constrangida, me desprendendo dele. Niall devia estar exausto. A rotina de shows e viagens era pesada.
— Uau, o que é tudo isso? — Perguntou olhando para a mesa de centro, onde estavam as guloseimas.
— Pensei em passarmos um tempinho juntos. — Confessei. — Mas se você quiser descansar, eu entendo. Posso voltar amanhã e… — Niall revirou os olhos e me calou com um selinho.
— Não fale besteira, tudo que eu quero agora é relaxar e ficar com a minha linda namorada. — Me dirigiu um sorriso aberto, com os dentes retinhos. O que fez um arrepio subir pela minha barriga.
— Eu preparei um banho pra você. — Falei, puxando-o pelo braço em direção ao seu quarto.
— Estou me sentindo mimado. — Debochou. — Eu gosto disso. — Deixou um beijinho na parte de trás da minha cabeça.
— Então, você relaxa e eu vou para a sala escolher algo para assistirmos, okay?
— Não vai entrar comigo? — Questionou, fazendo um beicinho.
— Hoje não, amor. — Beijei seu lábio inferior. — Eu quero que você descanse, e se entrarmos juntos nessa banheira, nenhum de nós vai descansar hoje.
Mais uma vez Niall riu, e maneou a cabeça. Ele devia realmente estar cansado, já que não insistiu em sua proposta.
Mas eu não me importei. Teríamos tempo o suficiente para fazer amor quantas vezes quiséssemos durante suas férias, e agora eu queria apenas deleitar de sua presença.
Voltei para a sala, escolhendo uma das muitas séries que começamos juntos de forma remota, feliz por finalmente poder assistí-la ao seu lado.
Abri a garrafa de vinho e coloquei em um pequeno balde de gelo.
Como a casa inteira tinha aquecimento, o chão também era quentinho. Então peguei o colchão do quarto de hóspedes e o estendi em frente ao sofá. Peguei também alguns travesseiros e um edredom confortável. Baixei as luzes, deixando o ambiente mais convidativo e me sentei para esperá-lo enquanto via qualquer besteira em meu celular.
— Você pensou em tudo mesmo, hum? — Disse depois de um longo tempo.
Niall agora vestia um conjunto confortável de pijamas, seus cabelos ainda estavam úmidos e o cheiro de sua colônia se misturava ao do banho. Ele se aconchegou ao meu lado e eu servi duas taças de vinho.
Batemos as taças uma na outra, brindando silenciosamente a sua volta.
Passamos horas assim. Rindo, comendo e bebendo.
Vez ou outra, Niall fazia uma piada sobre o que se passava na série e eu simplesmente não conseguia conter meu sorriso.
Estava finalmente completa, finalmente me sentia em casa.
Niall era a minha casa.
Quando o sono começou a bater em ambos, coloquei uma música baixinha na televisão e nos deitamos no colchão, de frente um para o outro.
Niall estava com os olhos fechados, um sorriso preguiçoso nos lábios. Ele tirou uma das mãos quentinhas de debaixo do edredon, fazendo um carinho gostoso em minha bochecha.
— Senti muito a sua falta, meu amor. — Sussurrou.
— Eu também, muito mesmo. — Niall arrastou o corpo um pouco mais para a frente, beijando minha testa antes de colar a sua na minha, esfregando a pontinha do nariz no meu.
— Amo você.
— Amo você, Niall. Obrigado por voltar para casa. — Por um momento ele abriu os olhos, me encarando com o seu próprio mar azul.
Oi gente, desculpem o sumiço, vou tentar escrever todos os pedidos que estão na ask. Fiz esse imagine baseado no filme amizade colorida, me falem se gostarem. Beijos
- Voce veio. - disse assim que abri a porta - Achei que não viria pela demora.
- E quando foi que eu te dei um bolo? - ele me dá um beijo na bochecha e entra no meu apartamento e eu fecho a porta - Parei pra comprar cerveja - ele faz uma cara divertida enquanto balança a sacola-.
- Vou pedir alguma coisa - peguei o telefone-.
Harry é um amigo do trabalho, há pouco tempo ele recebeu uma promoção no antigo local onde trabalhava e foi transferido para new york, e por ter a mesma faixa etária e estar no mesmo setor que eu, começamos a conversar. No começo éramos colegas, mas logo que ele mostrou tamanha eficiência, nós dois fomos encarregados de fazer um grande projeto de arquitetura e ainda preparar a apresentação, tivemos mais de um mês para organizar e fazer tudo, e nos tornamos amigos, muito amigos, posso dizer que melhores amigos, já tinhamos intimidade suficiente para falar ou fazer qualquer coisa na frente do outro, já que algumas vezes dormiamos um na casa do outro, por causa do projeto, que a propósito foi um sucesso e conseguimos um aumento, e agora estamos comemorando tomando uma cerveja, comendo pizza e vendo um romance que eu escolhi.
- Não vai atender? - pergunto quando o telefone dele da o terceiro toque-
- Eu não, é minha ex, não vou atender - ele dá os ombros- Você acredita que ela terminou comigo e veio com papo de sermos amigos? - Dou risadas -
- Aconteceu a mesma coisa comigo, ele disse que eu tenho problemas emocionais. - voltamos a atenção no filme - Por que namoros começam bem e terminam uma bosta? - mordo um pedaço de pizza - Por que não é igual aos filmes?
- Seria tudo muito mais fácil, fazer sexo com a pessoa e no outro dia ela não exigir nada - me levanto e levo a caixa de pizza vazia até a cozinha -
- O quê? Não viaja vai, isso só acontece nos filmes.
- E se a gente tentar? - volto pra sala e o encaro, ele levanta do sofa e vem até a mim - Vai me dizer que você nao sente falta de transar sem compromisso algum?
- Claro que sim, mas… - ele faz uma cara de cachorrinho fofo - sexo casual, sem qualquer envolvimento emocional, sem cobranças, sem compromissos e sem fidelidade ?
- Sexo casual, sem qualquer envolvimento emocional, sem cobranças, sem compromissos e sem fidelidade, fechado - ele sorri
- Vem comigo - - Subimos as escadas, logo entrando no meu quarto nos despindo - Harry, você tem certeza?
- Você fala demais - agora de box Harry destribuia beijos e mordidas pelo meu pescoço - Só aproveita vai - tirou meu sutiã e encarou meus seios-
- São pequenos, eu sei. Não gosto muito deles - ele me olha e da um sorriso -
- Eles são perfeitos - antes que eu pudesse falar algo, Harry desce os beijos e mordidas para o meu peito direito solto um gemido - E sensiveis-. Fico perdida com os beijos, mordidas e carinho que ele distribuía pelo meu corpo.
Harry parou seus movimentos por segundos me encarou e desceu uma de suas mãos para minha intimidade que ja de encontrava molhada.
Os beijos de Harry vão descendo e encontrando minha intimidade, onde ele beijava e chupava, não pude evitar gemer seu nome. Eu estava adorando receber um oral de Harry, se me permitir, posso dizer que o melhor que ja recebi. Uma sensação prazerosa tomou conta do meu corpo eu haia chegado ao meu ápice.
Harry tratou de colocar a camisinha e me penetrar, por reflexo solto um grito de prazer, aquilo era muito bom, logo começou o vai e vem, calmo e devagarzinho, que se transformou em um fundo e rápido. Só se ouvia o barulho dos nossos corpos se chocando e nossos gemidos, posso dizer que eram músicas para os meus ouvidos, do tipo que eu ouviria todo o dia sem enjoar. Mais uma vez a sensação de prazer vem tomando conta do meu corpo, sinto meu corpo relaxar.
Harry esta sentado na beira da cama e eu sentada nele, vou distribuindo beijos, chupões e mordidas até chegar onde eu queria. Passo a língua na ponta do seu membro, e sem pensar duas vezes, coloco tudo na boca e começo um vai e vem no meu ritmo. O que eu não conseguia colocar na boca minhas mãos fazia o resto do trabalho.
Harry estava de olhos fechados, boca entre aberta e sua expressão de prazer era deliciosa, depois de perceber que seus gemidos estavam aumentando, tive certeza que ele ja estava quase, e resolvi motiva-lo falando algumas palavras sujas. Harry me ajudou com os movimentos e se desfez em minha boca.
- Talvez sexo casual não seja tão ruim assim- disse assim que me joguei na cama-
N/a: Okay, esse pedido me deixou completamente rendida! Ele fluiu tão bem que eu fiquei sensível! Espero muito que gostem!
Diálogos: Você me faz querer sair voando por aí, mesmo sabendo que isso não é possível. / Se não é amor, o que mais pode ser? / Eu te amei desde o momento em que pousei meus olhos sobre você / Ei, olha pra mim, estamos bem
Lista de diálogos
Masterlist
Contagem de palavras: 1,140
Engoli em seco enquanto observava pela janela a cena que afundava meu coração no peito. A desculpa de uma dor de cabeça repentina foi o suficiente para que pudesse me esconder no quarto de infância do meu namorado sem que ninguém perturbasse as paranoias que insistiam em me castigar.
Harry ria alto com Cristine, virando hambúrgueres na churrasqueira e tomando um grande copo de cerveja.
Uma cena de intimidade, quase familiar.
Intimidade e familiaridade que eles tinham desde os seis anos de idade, quando se tornaram vizinhos.
A insegurança era uma coisa sórdida, machucava mesmo quando eu tentava escondê-la e sufocá-la dentro de mim.
Mas, como não se sentir insegura quando outra garota sabe a marca favorita de cerveja do seu namorado e você não?
Quando ela sabe qual o tipo de música ele gosta de ouvir quando cozinha, qual o tempero favorito para a carne, o tipo de pão que ele prefere…
Ou quando ela tem tantas histórias sobre os dois para contar que você fica até mesmo zonza?
E o pior: ela ser a namorada que ele precisou largar para seguir seu grande sonho.
O carinho que os dois nutrem um pelo outro é gigantesco, se vê há quilômetros de distância.
O que é um namoro de um ano perto de mais de vinte anos de história?
Seco as lágrimas que escorrem, os dois lá embaixo agora comem felizes.
Harry sequer notou que eu subi. Ele não sentiu a minha falta em mais de uma hora.
Ouço batidas leves na porta. Esfrego os punhos do blusão pelo rosto antes de falar para a pessoa entrar. Anne trazia uma pequena bandeja de prata, com um hambúrguer e um copo de suco.
— Está tudo bem, querida? Aconteceu alguma coisa? — Perguntou deixando o objeto sobre a mesa para se aproximar.
— Está sim. — Suspirei, olhando mais uma vez pela janela. Minha sogra segurou minhas mãos, me puxando para sentar junto a si na cama.
— Você sabe que pode conversar comigo, não sabe? — Disse em tom suave.
— Sei sim. — Tentei sorrir.
— Então me diga o que está acontecendo. Não comprei essa história de dor de cabeça.
— É só… — Suspirei, procurando palavras para não parecer uma adolescente boba e insegura. — Ele parece tão confortável com ela.
— Com Cristine? — Assinto. — Ah, querida, eles são amigos há muitos anos.
— Eu sei. É uma idiotice. — Sinto mais uma lágrima escorrer. — Mas, sei lá, eles namoraram… e se ele ainda sentir algo por ela? — Encaro os olhos claros da mulher à minha frente. Anne acaricia minhas mãos entre as suas, seu olhar não é de pena ou julgamento.
— S/N, você é o amor da vida dele. Nunca vi meu filho tão feliz quanto ele é com você. — Disse com convicção.
— Eu o amo tanto, Anne. — Solucei. — Me sinto uma criança boba com ciúmes, mas é inevitável. — Soltei uma mão apenas para secar o rosto. — Ela sabe tudo sobre ele. A cerveja favorita, os filmes, as músicas. — Suspiro. — Nós temos tão pouco tempo juntos, não fazia ideia da maioria dessas coisas.
— Nada disso é importante, querida. — Aperta minha mão. — Harry ama você.
— Como sabe?
— Está na cara. — Ela sorri. — Ele parece brilhar toda vez que te vê, não para de sorrir nem por um minuto.
— Ele nunca disse que me ama. — Sussurro.
— Mas vai dizer. Acredite em mim, conheço o meu filho e ele só tem olhos para você. Cristine é uma amiga querida, mas apenas isso. — Se aproxima, me dando um abraço apertado. — Coma um pouquinho, okay? — Pediu, e eu assenti com a cabeça.
— Anne. — Chamei antes que ela abrisse a porta. — Não conta nada pra ele. — Ela sorriu em resposta e me deixou sozinha.
Não estava com fome, e agora a minha cabeça realmente doía. Deitei o corpo na cama, mesmo tendo parado de chorar ainda fungava um pouco.
Esperava de todo o coração que Anne estivesse certa.
Senti a cama afundar ao meu lado e então um cheiro familiar me atingiu. Harry passou um braço em minha cintura, me puxando para uma conchinha.
— Gemma me disse que você estava com dor. — Murmurou.
— Já estou um pouco melhor. — Tentei disfarçar a voz de choro.
— Eu ouvi tudo, babe. — Meu corpo endureceu. — Não era a minha intenção, queria ver se você estava bem e acabei ouvindo.
— Me desculpa. — Sussurrei, sentindo as lágrimas voltarem e molharem o travesseiro.
— Você me faz querer sair voando por aí, mesmo sabendo que isso não é possível. — Me apertou em seus braços. — Se isso não é amor, o que mais pode ser? — Virei o corpo na cama, ficando de frente para ele. Sabia que devia estar com o rosto inchado pela última hora chorando, mas queria e precisava vê-lo. — Eu te amei desde o momento em que pousei meus olhos sobre você.
— Harry… — Murmurei, mas ele não me deixou continuar, deixando um selinho rápido como forma de me calar.
— Quem liga para as coisas que você não sabe? Eu também não sei tudo sobre você. — As íris verdes me encaravam com atenção, me desconcertando ainda mais. — Temos a vida toda para descobrir coisas um do outro, amor.
— Quer passar a vida toda comigo? — Murmurei, fazendo-o sorrir, o que fez o “bigode de férias” erguer os cantinhos.
— Cada segundo. — Beijou a ponta do meu nariz. — Não disse isso antes, mas eu amo você. Não duvide disso.
— Desculpa. — Sussurrei envergonhada, descendo os olhos para o colchão abaixo de nós.
— Ei, olha pra mim, estamos bem. — Com relutância, obedeci. — A minha mãe está certa, você é o amor da minha vida. E eu nunca fui tão feliz quanto sou com você. — As lágrimas voltam a escorrer, mas agora não mais de tristeza, Harry as afasta com os dedos longos. — Eu quero ouvir o que você disse a ela.
— Qual parte?
— A que você também me ama. — Sorriu.
— Eu te amo, Harry. Muito. — Fecho os olhos quando sua boca pressiona a minha em um beijo doce.
— Vamos descer? A churrasqueira está sozinha.
— Você pode ir, eu estou horrível. — Resmungo, recebendo uma mordida no queixo como repreensão.
— Você nunca está horrível. — Estreitou os olhos. — Eu vou te carregar se não descer. — Ameaçou.
— Tá bem! Eu vou. — Me rendi, recebendo mais um beijo.
Harry passou os dois braços em minha cintura, caminhando com dificuldade atrás de mim. Sentada em uma das mesas do jardim, Anne me dirigiu um sorriso cúmplice antes de morder seu hambúrguer.
— Quer uma cerveja? — Ele perguntou em meu ouvido, deixando vários beijinhos por meu pescoço em seguida.
— Uhum. — Proferi.
— Vou pegar. — Fez menção de me soltar.
— Não precisa. — Cristine surgiu ao nosso lado sorrindo, me oferecendo um dos copos em suas mãos.
— Obrigado. — Agradeci.
— Eu te amo. — Um sussurro rouco soou em meu ouvido. — Agora você vai cansar de ouvir isso de tanto que eu vou dizer. — Riu. Joguei a cabeça para trás, apoiando em seu ombro e observando seu rosto bonito.
— Impossível. — Garanti.
Gostou do imagine e gostaria de dar um feedback? Ou então quer fazer um pedido? Me envie uma ask! Comentários são muito importantes e me fariam eternamente grata!
n/a: Mais um imagine com nosso Tommo! Muito obrigado Anon pelo pedido! Adorei demais fazer ele! 💕
Diálogos: Por que você tem uma foto minha? / Não sabia que você usava óculos
Lista de diálogos
Masterlist
Contagem de palavras: 1,766
— Bom dia, linda. — Falei sorrindo para a imagem em minha tela. Uma S/N sonolenta estica o corpo por baixo do edredom.
— Bom dia. — Disse com a voz arrastada, o sotaque ainda presente deixando-a ainda mais fofa. — Você dormiu bem?
— Muito, e você?
— Quase não dormi. — Fecha os olhos lentamente, ainda tomada pelo sono. — Estou muito ansiosa pela viagem.
— Amanhã nessa hora você estará em solo inglês! — Brinco, arrancando um sorriso da boca bonita.
— Finalmente.
— Queria poder mudar a minha agenda para te ver. — Finjo tristeza. S/N desmancha um pouco o sorriso, o que me dá vontade de contar toda a verdade. Mas não, vou me segurar e manter a surpresa que preparei.
Depois de mais alguns minutos conversando, a brasileira se despediu. Ela precisava se arrumar para ir para o aeroporto e embarcar em sua viagem dos sonhos.
Conheci S/N durante uma madrugada, pagando um desafio de um jogo idiota. Mesmo completamente bêbado, senti o coração parar ao ver a garota linda no outro lado da tela. Depois daquilo, passei madrugadas inteiras tentando encontrá-la naquele mesmo site de estrangeiros, até finalmente dar de cara com o sorriso que desgraçou o meu coração.
As horas parecem minutos durante a nossa conversa, e fiquei muito mais do que aliviado quando ela concordou em passar seu número de telefone.
S/N usava o site para exercitar seu inglês, se preparando para a viagem até a Inglaterra. Depois de alguns dias, praticamente grudados ao telefone, ela admitiu que já me conhecia e que era fã da minha música. Um sentimento de orgulho preencheu todo o meu corpo. Aquela garota me conhecia, gostava do meu trabalho. Mas conversava comigo como um velho amigo. Ela conversava com o Louis pessoa, e não o cantor.
S/N tinha pouco mais de dez dias na Inglaterra antes de seguir para os EUA, onde ficaria por mais uma semana. Era um espaço curto de tempo, e se ela deixasse, gostaria de ficar cada segundo grudado a ela.
Foi como voltar à adolescência. Sorrir para a tela de um celular, ficar feliz com mensagens de bom dia e boa noite, qualquer migalha de atenção que ela me desse era motivo para fazer o meu dia se tornar muito melhor. Ela era a primeira coisa em que pensava ao abrir os olhos, e a última antes de adormecer.
Já tinha escutado todo tipo de piada sobre estar apaixonado por alguém que sequer havia visto pessoalmente. Tentei negar muitas vezes. Mas já estava fodido. Completamente de quatro por alguém que só conhecia pelo telefone.
O dia se arrastou como se não tivesse fim. Dentro de um quarto de hotel, esperando a mensagem que me avisasse que ela tinha chegado.
Não sei quantos círculos fiz pelo tapete, andando de um lado para o outro.
Fiquei mais calmo ao receber uma foto dela, jogada na cama do hotel e com um sorriso gigantesco nos lábios. Precisei me segurar para não ir até lá. Já havia ficado em um hotel diferente exatamente porque sabia que não conseguiria me manter longe por muito tempo.
Conversamos por algumas horas, até que ela pegasse no sono pelo cansaço da viagem.
Quase não dormi. A ansiedade me deixando quase desesperado, inquieto demais para conseguir fechar os olhos e pegar no sono.
E se ela não gostasse de me ver do nada?
Se ficasse incomodada por eu aparecer sem um aviso?
E se eu não for o que ela espera?
Okay, está na hora.
Respira, Louis. Vai dar certo. Você vai ver a sua amiga e vai dar tudo certo. Ela vai ficar feliz, você vai ficar feliz e finalmente depois de quase um ano, vai apertar muito essa garota nos seus braços.
Recebi uma foto dela em frente ao London Eye. Sabia que ela estaria por lá, sabia todo o cronograma da viagem minuciosamente planejado pela garota.
Meu coração deu um salto gigantesco quando de longe reconheci a garota pequena. Como uma típica turista, S/N fotografava tudo que via, sorria de orelha a orelha.
Muito mais linda do que minha mente ousou imaginar. Dentro de um casaco preto, botas de frio e um conjunto de gorro e cachecol rosa clarinho. Diferente de todas as fotos que me mandou e as chamadas de vídeo, em seu rosto havia um óculos. A armação preta e delicada ornando perfeitamente com ela.
Tirei o celular do bolso, digitando rápido as palavras que denunciariam a minha presença.
“Não sabia que você usava óculos”
Vi a expressão de confusão tomar seu rosto, os olhos arregalando por trás das lentes. A garota virou a cabeça para os dois lados, até finalmente me encontrar. Parado, congelado há apenas alguns passos. Um sorriso enorme se abriu e eu abri os braços.
Como nos meus sonhos, S/N correu em minha direção. Sem ligar para quem estivesse nos vendo e comentando ela se jogou nos meus braços.
A apertei contra mim com força. Inalando pela primeira vez o cheiro maravilhoso que emanava do cabelo. Era surreal.
— Ai meu deus. — Ela sussurrou diversas vezes, me segurando com força. Talvez sentindo medo que o sonho acabasse, assim como eu.
— Me deixa te ver. — Sussurrei, com dificuldade pelo coração que batia forte demais. Afastei o tronco o suficiente para observar seu rosto, ainda sentindo seus braços rodeando a minha cintura. — Meu deus, como você é linda. — Um tom rosado tomou suas bochechas, ficando ainda mais fofa.
— Não acredito que você realmente está aqui. — Confessa.
— Surpresa! — A abracei mais um pouco. — Não achou mesmo que estaria tanto tempo por perto e eu não viria te ver, achou?
— Eu não queria atrapalhar a sua agenda, sei que é concorrida.
— Ela está livre para você. Por toda a viagem. — Admito.
— Está falando sério? — Sua animação me contagia e eu assinto com a cabeça. — Meu deus! — Sem se segurar, ela pula em mim mais uma vez, agora passando os braços pelo meu pescoço. Preciso me curvar pela diferença de altura, mas, porra, ficaria a minha vida inteira assim.
Eu realmente estou fodido. Se antes estava apaixonado, agora estou completamente obcecado por essa garota.
É como o paraíso. Como um sonho que eu não quero acordar nunca mais.
S/N sorri enquanto fala, move as mãos com frequência, sua risada me contagia e sinto que posso ter um ataque cardíaco cada vez que ela me olha.
Três dias se passaram como três minutos. Ficamos grudados a maior parte do tempo, nos encontrando cedo para visitar o maior número de lugares possíveis e finalizando o dia no Lobby de seu hotel quase de madrugada.
— Quer comer alguma coisa? — Pergunto quando o sol já se foi, dando lugar à lua, iluminando o rosto da minha garota com a luz fria.
— Quero. — Ela sorri.
Estamos lado a lado, esperando pelo jantar. S/N observa as pessoas caminhando lá fora pela janela quando seu celular vibra em cima da mesa. A tela se acende revelando uma das minhas fotos logo após acordar como fundo. Sorrio como um idiota.
— Por que tem uma foto minha? — Pergunto, fazendo-a me olhar com as sobrancelhas franzidas. Aperto o botão de power do aparelho, me fazendo aparecer mais uma vez. O vermelho toma o rosto dela todo de uma vez.
— Eu… — Ela fecha os olhos e suspira. Sussurra uma palavra em português que eu imagino ser um palavrão.
— Você não precisa ficar com vergonha por isso. — Provoco, deixando-a ainda mais vermelha. Tiro meu próprio celular no bolso, mostrando a ela a minha foto de fundo. Ela, parada em frente à London Eye, logo antes do nosso encontro.
A comida chega, e pela primeira vez estamos em silêncio. S/N empurra as almôndegas em seu prato com o garfo, perdida em seus pensamentos.
É agora.
Por favor, que ela sinta o mesmo.
— Você tem alguém no Brasil?
— Alguém? — Ela leva um pouco de macarrão à boca.
— É… um namorado, amigo colorida… essas coisas.
— Eu tinha, mas acabou quando… — As palavras morrem, me deixando ainda mais nervoso.
— Quando? — Incentivo .
— Quando começamos a conversar. — Suspira. — É vergonhoso, mas ele me fez escolher entre vocês dois.
— E você me escolheu? — Ela assente.
Porra.
SIM. SIM. SIM. SIM. SIM.
Fogos de artifício estouram em minha mente no mesmo ritmo desgovernado do meu coração.
O silêncio volta.
Faz alguma coisa, cara! Porra. Descongela!
— S/A. — Sussurro o apelido que ela precisou repetir pelo menos dez vezes até que eu pronunciasse certo. Ela me encara, os lábios avermelhados entreabertos, os olhos fixos em mim. Ela está sem os óculos, optou pelas lentes hoje, me deixando encarar as duas joias que mexem comigo de forma descomunal.
Não posso mais esperar. Por todos esses dias, sua presença foi o suficiente, mas não hoje, não agora.
Engulo a saliva que se acumula e umedeço os lábios. Me aproximo devagarzinho, captando cada reação. S/N descia os olhos dos meus para a minha boca. Seguro uma das bochechas com a minha mão trêmula e ela prende a respiração. A brasileira fecha os olhos em antecipação. É isso, ela também quer.
Um raio me atinge em cheio quando finalmente toco os lábios cheios. Aproveito a sensação, tento controlar o meu coração. Sinto o tecido da minha camiseta ser levemente puxado e um suspiro escapa dela. Sorrio. Porra, é melhor do que em sonho.
Empurro a língua contra sua boca, e se não estivesse sentado minhas pernas com certeza cederiam agora.
É tudo perfeito, como se essa boca fosse feita para beijar a minha. Passo o braço livre em sua cintura, puxando-a para mais perto. Sua língua envolve a minha, explora. Ela morde e suga meu lábio inferior. Porra, nenhum beijo nunca encaixou dessa forma. Posso beijar essa mulher o resto da vida que não vou me cansar nunca.
Meu peito arde com a falta de ar. Deixo um monte de beijinhos por sua boca, sentindo-a sorrir contra mim, me obrigando a sorrir também. Acaricio seu nariz com o meu, S/N ainda está com os olhos fechados.
— Estou apaixonado por você. — Sussurro a confissão. — É loucura, mas eu estou. E muito. — A garota afasta o rosto, me encarando com os olhos arregalados.
— É loucura mesmo. — Ela suspira e o meu coração afunda. — Mas… Acho que estou ficando louca. — Sorri. — Também estou apaixonada por você, Louis, muito.
O mundo pode desabar agora que eu vou seguir feliz. Grudo minha boca na sua em um beijo de comemoração, fazendo-a soltar uma risadinha.
Vai ser difícil, eu sei que vai. S/N ainda mora um oceano de distância. Mas eu vou dar um jeito nisso. Nós vamos dar.
Sou louco por essa mulher e vou até o fim do mundo se for necessário.
Pedido: “ Meu pedido vai ser do Liam, ela sendo brasileiro e a família dele tendo preconceito, nao gostam dela por ser latina, por algum motivo eles todos passam um tempo juntos e ela faz comidas brasileiras e vai falando um pouco da cultura e história do Brasil, isso vai interessando eles e quebrando o preconceito sobre o país, ela também ensina português pra eles e quando eles veem as fotos daqui ficam loucos pra conhecer e até combinam uma viagem para assim poderem conhecer a família dela e o Brasil.”
Meu bem, assim que terminei, vi que não ficou 100% fiel ao pedido, mas espero que você goste mesmo assim! Por favor, me digam o que acharam <3 Lembrando que a ask está aberta para pedidos. Boa leitura!
Contagem de palavras: 2,369
— Vai ficar tudo bem, babe. — Liam disse massageando meus ombros tensos. Tentei sorrir, mas não estava dando muito certo.
A família de Liam estava vindo de Wolverhampton passar os feriados de final de ano conosco. E eu estava mais do que nervosa, desde o inicio do nosso relacionamento, quatro anos atrás, a família de Liam demonstrava que não aprovava nossa relação, piorando muito há três meses, quando ele me pediu em casamento.
— Eu não sei, amor. — Suspirei. — Ainda acho que deveria passar esses dias em um hotel, para que você pudesse aproveitar a sua família. — Me virei para ele, colocando as mãos em seus ombros. Liam me olhou com censura, a mesma expressão de dias atrás, quando eu havia sugerido aquilo pela primeira vez.
— Não mesmo. Essa é a sua casa, você fica. — Ele disse segurando meu queixo com os dedos. — Além disso, a minha família só precisa te conhecer melhor, e vão te amar tanto quanto eu te amo. — Me deu um selinho. Eu esperava que aquilo fosse verdade, mas não estava muito esperançosa.
No começo, pensamos que a família de Liam não gostava de mim pelo fato de não ser a Mãe de Bear, e eles serem uma família muito conservadora. Até que Liam me levou para passar seu aniversário na cidade natal, junto da família, e eu precisei ir embora, pois não aguentei ouvir as dezenas de comentários preconceituosos por ser latina. Esse era o grande problema. Por mais que a família de Liam convivesse por meses a fio comigo, eu nunca deixaria de ser brasileira, minhas origens eram muito fortes em mim, e eu tinha muito orgulho, mas ouvir os pais e as irmãs do homem que amo dizendo que se um dia tivéssemos um filho ele seria um “mestiço” ou um “bastardo” era demais para mim. Qualquer erro que eu cometesse, até mesmo falando com eles em uma língua que não era minha, era motivo de chacota.
Mesmo após cinco anos, os finais de ano eram muito dificeis de passar longe da minha família. Liam e eu havíamos ido ao Brasil no começo do ano, meus pais e meu irmão mais novo o adoraram, dando uma recepção digna do meu tão amado país. Pensar que passaria por essa época tão difícil tendo que aguentar comentários desnecessários era ainda mais desanimador.
Mas, como minha mãe havia me dito na ligação que fiz lhe contando que eles viriam: Se eu quero ter Liam para o resto da vida, preciso aprender a lidar com a família dele.
Depois de fazer minha costumeira faxina de final de ano com a ajuda de Liam, decoramos a casa com enfeites de natal. E eu decidi comprar as coisas para fazer uma ceia gostosa. Na Inglaterra não era um costume a ceia de natal, diferente do Brasil, eles apenas comem frango frito com pijamas em frente à uma televisão.
Liam avisou a mãe que a ceia seria no estilo brasileiro, e precisou ouvir um discurso de mais de uma hora ao telefone sobre “estar sendo castrado por uma latina”.
A família de Liam chegou toda junta, na véspera de natal pela manhã, como de costume, ninguém retribuiu meu comprimento, apenas abraçaram Liam, que depois os levou para seus respectivos quartos antes de se desculpar pela atitude dos pais.
— Você precisa ter paciência, s/n. — Minha mãe dizia pelo telefone, apoiado em um armário para que ela pudesse me enxergar pela câmera enquanto eu terminava de temperar o frango que logo iria para o forno. Como eu sabia que ninguém ali entenderia o que diríamos, não me preocupei em colocar fones de ouvido ou cuidar o que dizia.
— Eu não sei não. — Suspirei. — Eles me tratam como se eu estivesse “sujando” a família. — Disse fazendo aspas com as mãos sujas de tempero.
— Quando eles te conhecerem melhor, vão te amar, filha. — Ela disse sorrindo.
— É o que Liam diz, mas eu acho que já tiveram tempo suficiente, e nada mudou. — Falei lavando as mãos. Liam entrou pela cozinha e sorriu para a sogra na tela do telefone.
— Oi. sogrinha. — Disse com o sotaque arrastado, fazendo minha mãe rir. Ela havia passado um dia inteiro tentando ensiná-lo a falar “sogrinha”.
— Olá, querido! Como está? — Ela perguntou com o inglês não muito utilizado. Assim que contei á minha família que havia começado a namorar um ‘gringo’, todos decidirm fazer um curso da língua estrangeira, para que pudessem conversar com aquele que me fazia tão feliz. Mais uma diferença gritante entre nossas famílias. Meus pais fizeram de tudo para que Liam se sentisse em casa quando estivesse lá, até mesmo aprendendo uma língua com a qual nunca tiveram contato para poder se comunicar bem com o novo integrante.
— Estou bem! Sentindo saudades de vocês. — Liam falou devagar, para que minha mãe entendesse cada palavra. Ele era maravilhoso. — Estão falando mal de mim? Ouvi meu nome. — Ele disse me abraçando por trás, deixando um beijinho em meu pescoço.
— Nunca. — Falei rindo ao sentir cócegas quando sua barba roçou em minha pele. — Nunca falo mal de você. — Falei fazendo um beicinho, e ganhando um selinho.
— Vou levar Nicola para comprar alguns presentes, não devo demorar. — Avisou me dando mais um selinho demorado. Liam se despediu da minha mãe e saiu acompanhado pela irmã. Do ângulo em que estava na cozinha, era possível ver Karen e Geoff sentados no sofá da sala, assistindo algo na televisão.
— Queria estar com vocês hoje. — Suspirei, olhando para minha mãe na tela do telefone.
— Eu também, querida. Logo damos um jeito. — Ela disse fazendo uma careta. O plano inicial para o final de ano era juntar nossas duas famílias para se conhecerem antes do casamento, mas o visto da minha mãe não havia saído a tempo, então não foi possível.
— Espero que o seu visto saia logo. — Resmunguei, e ela sorriu.
— Eu também, bebê. — Disse me fazendo revirar os olhos. — Christian mandou um beijo.
— Manda um enorme pra ele. — Suspirei. Depois de mais alguns minutos de conversa, precisei desligar, pois ainda haviam muitas coisas a se preparar para a ceia. Assim que desliguei a tela do telefone, Karen entrou na cozinha, com os braços cruzados.
— Quem é Cristian? — Ela perguntou parando do outro lado da mesa, enquanto eu embalava o frango em papel laminado. A encarei surpresa. — Se você acha que pode fazer o meu filho de idiota, e andar com outros caras por aí, você está muito enganada, garota. — A loira se abaixou, apoiando ambas mãos na mesa, me encarando com raiva. — O meu filho vai saber que você fala sobre outros homens dentro da casa dele. Acha que porque estava falando no seu idioma eu não saberia que está falando de outros homens? — Ergueu uma sobrancelha. Antes que Karen dissesse mais alguma besteira, eu a interrompi.
— Cristian é meu irmão mais novo. Minha mãe estava dizendo que ele me mandou um beijo. — Respirei fundo, tentando controlar meu coração, que já batia a toda. Sempre que ficava muito nervosa, acabava me confundindo nas palavras, e dar a ela mais um motivo de chacota seria um inferno.
— E você espera que eu acredite nisso? — Ela disse com ironia.
— Não espero que a senhora acredite em nada. Mas é a verdade. — Dei de ombros. — Você pode perguntar á Liam o nome do meu irmão se quiser, não me importo nenhum pouco.
— O meu filho pode ser cego em relação á você, mas eu não sou, e vou fazê-lo abrir os olhos. — Ela disse me encarando.
— Karen, eu amo o seu filho, e me desculpe, mas eu não ligo para o que você pensa de mim. Liam me conhece, conhece a minha família e sabe muito bem o tipo de pessoa que nós somos. Meus pais já o consideram da família, e o amam tanto quanto a mim. Eu tenho pena da senhora, por ter um coração tão pequeno á ponto de odiar uma pessoa que ama o seu filho tanto quanto eu amo. — Comecei a disparar as palavras, sem conseguir controlar. — Se você quiser ir até Liam e dizer mais uma vez, como eu não sirvo para ele, ou como eu mancho o nome da sua família, pode ir. O amor que há entre Liam e eu é muito mais forte do que qualquer comentário que a senhora possa fazer sobre mim. Eu sequer queria estar aqui hoje, Liam me impediu que sair durante os feriados, porque eu não quero afastá-lo de vocês, mas não aguento mais ter que ouvir todo o tipo de xingamentos e mentiras sobre mim. — Meu rosto queimava, e o dela parecia ter perdido a cor. Eu nunca havia falado nada para a família de Liam, apenas ficava quieta e fingia não ouvir. — Já está sendo difícil o bastante passar o final de ano longe da minha família, então, por favor, não piore as coisas. Eu não vou cruzar o caminho da senhor, por favor, não cruze o meu. — Quando proferi a última palavra, vi Liam entrar na cozinha. Eu já estava com os olhos transbordando meus sentimentos. Me dirigi para fora do lugar, vendo Liam caminhar até a mãe com uma expressão de desagrado. Corri para o meu quarto, e pelo olhar de todos na sala haviam ouvido cada palavra.
Me sentei na cama deixando que as lágrimas escorressem, na esperança de que aquilo me acalmasse. Depois de alguns minutos, Liam entrou no quarto e se sentou ao meu lado. Depois de um longo momento apenas me abraçando, ele ergueu meu rosto e secou com os polegares.
— Me perdoa, babe, foi uma péssima ideia. — Disse baixinho.
— Está tudo bem. — Funguei. — Eu passei do limite com a sua mãe…
— Não. — Ele me interrompeu. — Ela ultrapassou todos os limites te acusando de traição, além das piadinhas que sempre faz. Eu nunca deveria ter permitido isso, amor. Se tivesse cortado desde o primeiro momento isso nunca teria acontecido. — Beijou minha testa.
— Você não controla os outros, meu bem. — Deixei um selinho em seus lábios. — Vou tomar um banho, colocar a cabeça no lugar. — Liam assentiu, selando nossos lábios mais uma vez e se dirigindo para fora do quarto.
Tomei um banho rápido, mas foi o suficiente para fazer meu corpo relaxar um pouco. Coloquei uma roupa quentinha, já que estava muito frio e voltei para a cozinha. Karen ainda estava lá, quieta, e eu também não disse nenhuma palavra. Não me arrependia de ter dito coisas que estavam entaladas há tanto tempo, mas definitivamente havia escolhido uma péssima data para isso.
Já era quase meia noite, Liam havia explicado aos parentes que no Brasil todos se arrumam para a virada do natal, o que eles fizeram. Eu estava na varanda, com uma taça de vinho na mão e sentindo meus olhos marejaram mais uma vez, agora de saudade.
— Feliz natal, s\n. — Meu corpo enrijeceu ao ouvir a voz da minha sogra se aproximando.
— Feliz natal, senhora Payne. — Respondi. Karen parou ao meu lado, apoiando os braços na sacada e respirando fundo.
— Liam me contou que Cristian realmente é seu irmão, lhe devo um pedido de desculpas. — Ela disse depois de algum tempo.
— Está tudo bem. Me desculpe gritar com a senhora.
— Eu entendo. — Ela suspirou. — Nesses últimos anos você aguentou coisas realmente horríveis da minha parte. — Disse olhando para as próprias mãos. — Liam disse que sua família o recebeu como um filho, até mesmo aprenderam nossa língua para que ele ficasse confortável. — Sua voz começava a ficar embargada. — Enquanto isso, nós a tratamos muito mal. Espero que possa nos perdoar, e que possamos recomeçar. — Ela disse erguendo seu rosto, e me olhando com olhos marejados. Tenho certeza de que minha expressão era de pura surpresa.
— Cla… claro. — Falei tentando sorrir, mas ainda tentando digerir tudo aquilo. Será que eu estava bêbada demais e imaginando coisas?
— Posso te dar um abraço? — Ela perguntou, com relutância, e eu assenti. Karen se aproximou, me tomando em seus braços, em um abraço apertado que eu retribuí. Senti que em algum momento ela soluçou, e eu a apertei um pouquinho mais, tentando dar conforto. Não vi o momento em que Liam entrou no local, mas reconheci o perfume assim que ele passou os braços em nossa volta.
— Vocês não tem noção de como estou feliz com essa cena. — Ele disse, a felicidade em sua voz era evidente.
Voltamos para a casa, e fomos jantar. Todos comeram bem, e elogiaram a comida. Depois que a bebida alcóolica fez algum efeito, todos estavam rindo. E por mais que fosse estranho, aquele momento de intimidade repentina, me fez sentir muito bem.
Liam mostrou aos pais fotos dos nossos momentos no Brasil, fazendo seu pai rir alto com a minha imagem preferida, Liam sentado no sofá da minha casa enquanto meu pai estava em sua poltrona com nosso cachorro no colo, Cristian estava entre os dois com os braços cruzados fazendo uma cara de bravo, imitando uma cena de poderoso chefão.
— Sua família parece muito engraçada. — Geoff disse, se dirigindo a mim. O que era novo, já que geralmente apenas me ignorava.
— Eles são. — Liam que o respondeu. — Cris têm onze anos, mas achei que ele fosse realmente me bater quando chegamos lá, s\n é a princesinha da família. — Ele disse fazendo meu rosto esquentar.
— Eu adoraria ir ao Brasil. — Karen disse, antes de tomar um gole de sua gemada.
— Meus pais estão loucos para virem. Talvez consigam no mês que vem.
— É mesmo? — Ela disse surpresa, a bebida fazendo-a exagerar nos movimentos e um pouco no tom de voz. Eu assenti com a cabeça. — Precisamos aprender português! Para podermos conversar! — Ela disse largando a caneca na mesinha de centro da sala. — Eu e sua mãe precisamos começar a organizar o casamento. — Disse batendo as mãos, animada, me deixando ainda mais surpresa, e fazendo Liam sorrir o máximo que podia.
— No fim, não foi uma má ideia. — Liam disse assim que deitamos em nossa cama. — Estou tão feliz que acho que posso sair voando. — Ele disse suspirando. Eu estava com a cabeça apoiada em seu peito e podia ouvir seu coração batendo levemente mais rápido.
— Estou feliz. — Admiti. — Quem diria que eu só precisaria surtar? — Brinquei, fazendo-o rir.
— Eu te amo. — Falou em português, fazendo meu coração derreter, como sempre acontecia quando ele fazia isso.
Agora mesmo
Eu quero que você esteja aqui comigo
Porque agora
Tudo é novo para mim
Você sabe que não pode lutar contra o sentimento
E toda noite, estou sentindo
Agora mesmo
Eu quero que você esteja aqui comigo