No fim de tarde de qualquer verão Desejei o inverno Trazendo consigo teu toque infinito Prometido, que amansaria as lebres brancas Meu coração era como a Torre de Babel Abrigando idiomas, vanguardas e amores Divergiam entre si, em cada novo plebiscito Expurgando a iconoclastia como pus coletivo Quiçá, tenha sido mordida do futurismo Aos anos de dentes juvenis fui uma espécie De terra concluído em satélite, viajante como meu país Emergi do interesse de um ranger de dentes mais metálico Nos anos seguintes segui como os meus compatriotas Bêbado e louco amaldiçoando o meu desamor Fomos epicentro da razão e ápice da rebeldia punk Influenciamos todos os outros que não eram Meu amor de lata Codificava o latido de vira-latas E traduzia minha língua Para algo mais corrosivo que meu Lhe derrubei com apêndices meus Escondidos, bailavam como serpentina bêbada Pronto para o amor quente de compassos Alianças hão de confabular certezas de minha pele O amor de todos dia sem aviso prévio Fora forasteiro ao meu cheiro O cão adestrado abanara o rabo à alguma Vênus Antes de ser amordaçado e abandonado num fria madrugada Eles querem meu sangue Ofertarei aos deuses obscuros Um punhado de meu átomo, pois sei de seus quereres Seriam teus imortais deuses, diabéticos?
Assalto, Cruzado, Covardia - Pierrot Ruivo



















