A última coisa que viu foi um apagão, antes de estar novamente consciente, agora no jardim do castelo, não sabia de nada que aconteceu direito, desde que o tsunami se encontrou com o tornado e se viu em meio de tudo aquilo, desligou, encostado em uma das árvores mais afastadas do jardim. Estava enjoado, como se todos os órgãos estivessem saído do lugar, desde que seus olhos se abriram, ouviu a mesma voz de uns meses antes, o que só podia significar que tinha tido outro ataque. Mas não conseguia pensar sobre isso, o corpo estava cheio de arranhões, como se tivesse sido jogada pela muralha de espinhos de sua mãe mas o que mais incomodava era a dor intensa na panturrilha esquerda, resmungava com a dor, evitando soltar um gemido de fato. “Puta merda, que porra” disse ao ver a panturrilha rasgada, um corte feito na diagonal, com um pouco da força que tinha retirou a camisa, resmungando, o corpo inteiro doía, fez um corte no tecido amarrando-o em seguida na perna tentando improvisar um torniquete. Tentou se apoiar no chão para levantar, mas não tinha força para isso, voltando a encostar a cervical no tronco da árvore, dando um profundo e prolongado suspiro com a dor. Levou ambas as mãos sobre a ferida, deixando-as assumir uma aura dourada, semelhante a pó de fada, às iris momentaneamente assumiram a cor dourado-cobre, enquanto murmurava encantamentos invocando todo tipo de pólen curativo que se lembrava, mas fora ineficaz, tampouco tinha energia, e mesmo que tivesse o ferimento era mais profundo do que ele poderia curar, restava esperar por ajuda o qualquer coisa do tipo.