The fire in her eyes grew dim and then died, as the poison inside reached her heart.
Poison Girl (HIM)

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The fire in her eyes grew dim and then died, as the poison inside reached her heart.
Poison Girl (HIM)
APROPRIAÇÃO CULTURAL & REPRESENTATIVIDADE NAS ARTES
APROPRIAÇÃO CULTURAL & REPRESENTATIVIDADE NAS ARTES
“Uma ironia do nosso momento é que enquanto jovens negros são assassinados, mutilados e encarcerados em números recordes, seus estilos se tornaram desproporcionalmente influentes na formação da cultura popular.” CORNEL WEST, Race Matters, 1990
O mesmo Cornel West, em uma de suas frases mais célebres e mais em sintonia com o espírito de Martin Luther King, pede que nunca nos esqueçamos que “a…
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Algumas mulheres vão sendo apagadas aos poucos, outras de uma só vez. Algumas reaparecem. Toda mulher que aparece luta contra as forças que desejam fazê-la desaparecer. Luta contra as forças que querem contar a história dela no lugar dela, ou omiti-la da história, da genealogia, dos direitos do homem, do estado de direito. A capacidade de contar sua própria história, em palavras ou imagens, já é uma vitória, já é uma revolta.
Eu me pergunto
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O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome. O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos. O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina. O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos. Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina. O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água. O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome. O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel. O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso. O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala. O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
João Cabral de Mello Neto (poema "Os três mal amados" em João Cabral de Mello Neto - poesia completa)
https://paoloaugusto.blogspot.com/2020/11/rimedi-alla-grande-paura-dei-giocatori.html?m=1 Mi perdonerete se tiro acqua al mio mulino, ma se qualche settimana fa la questione del #DungeonMaster #apagamento è entrata senza patemi direttamente nella casa-madre di D&D, questo genere di servizio ha decisamente molto più senso sotto il profilo #professionale. https://www.instagram.com/p/CH-RrPXpaAp/?igshid=1nm2ehxlerny0
Vamos compreender melhor o que significa orientação sexual e identidade? Sem fazer comparações equivocadas, como comparar a "invisibilidade" dessas "novas sexualidades" com a invisibilidade lésbica, por exemplo. Lésbicas foram encarceradas em manicômios e torturadas na Espanha para a "cura" da lesbianidade; lésbicas foram perseguidas e castigadas no Brasil Colônia que criminalizava a homossexualidade; lésbicas foram submetidas a "campos de reabilitação" em Moçambique para serem "curadas" da lesbianidade, (este país só descriminalizou a homossexualidade em 2015); no Equador, em 2012, foram descobertas diversas clínicas para "curar" homossexuais, nas quais o estupro de lésbicas era um dos métodos empregados. Se não vivêssemos numa sociedade que tenta apagar a existência lésbica e a carga histórica da lesbofobia, a comparação entre lesbofobia e o preconceito com tatuagens ou casais heterossexuais que não querem ter filhos jamais sequer seria cogitada. A invisibilidade lésbica não significa que as pessoas realmente desconheçam a existência lésbica, mas significa que a sociedade tenta apagar a nossa conhecida existência através das mais perversas formas de violência, que tentam distorcer o significado da nossa existência, que tentam nos silenciar minimizando a gravidade da lesbofobia e seus métodos de "cura lésbica" como o estupro corretivo, que também pode ser denominado estupro curativo. Também, essas "novas identidades e sexualidades" acabam servindo como uma espécie contemporânea de armário para muitas lésbicas, que se apoiam nelas como forma de negação do que realmente são, já que, como elas não possuem nenhum significado histórico, também não carregam os estigmas negativos da lesbofobia.
Nice Souza e Barbara Teixeira em http://movimentolesbico.blogspot.com.br/2016/09/o-mundo-e-fluido-mas-eu-sou-lesbica.html