Rubis líquidos Colorindo caleidoscópios ébrios O futuro é fluído e escorrido Para fora da garrafa que sobram poemas Seu lar são os tetos de dentes Suas amantes seriam as narinas A morte em seus ouvidos A metáfora anil tributada Interprete versão ilimitada Traduz avessos anti verborrágicos Que gritam e ceiam sob a velha pele Do generalíssimo morto à décadas O veludo do aveludado toque Reincidente deste véu Anel copas de topázio Coração relógio descascado Versos espaçados Esparramados em funis Como a funesta carne processado Exibida à vigília como um novo deus Afugentada área verde: Dois bonsais a cada Quatro metros quadrados Em um cômodo de seis metros quadrados Ao pé da lona estão brincos e lábios Tateando toques secos do romance A campainha do ringue simboliza a da fábrica E ambos são crias-ruídos do sino da catedral Tuas fronteiras são o ataúde Em todas as propostas à minhas esperanças Não lhe sobra mais uma sobra Nem mesmo o sonho garoa lhe refresca
Coração Pedra Preciosa, Pierrot Ruivo















