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Happy Birthday, Grimace!
Ter, 19 Jan 2021
Voltando para casa, vi que esqueceram uma boneca de pano em um ponto de ônibus. Seus cabelos vermelhos começando a molhar por conta da garoa que começara a cair. Era noite e aquela situação toda me pareceu muito triste. O tempo estava começando a desabar e a boneca estava sorrindo, não que ela pudesse mudar isso de qualquer jeito, mas eu me vi ali, sabe?! A boneca parada, com as mãozinhas no colo e totalmente solitária. A boneca sou eu por fora, tentando seguir em frente, fingindo que nada me atinge, que nada me fere, e a chuva... É como eu me sinto por dentro, a chuva não é ruim, nem o que ela significa, era mais a situação em que tudo se encontrava.
A. Manzan
Toma-me pelos dedos até os braços Despindo-me de meus beijos lentos Simulando-se em visitas para Caronte Saco de moedas para barganhar carícias Eu confio naquilo que me paralisa E faz-me admirar a vista Eu amo aquilo que arranca-me de meu corpo E dá aos leões dissecarem Eu acredito na espada Que chora meu sangue Abomino as olheiras amenas Que se forem ruínas, que sejam de uma vez inabitáveis Assim, enfim, hei de coroar-me o rei auto indulgência Maior que qualquer ser benevolente Feridas calvário à todos os súditos Poderem lerem-me em braile por seu furor curiosidade A cegonha trouxera suas verdades O romantismo papelão, vaidades A mistura terra e gesso de outro enfermo Criara o divino embate de três deuses Ares O violento e vil dormira em meus braços Amando-me como sempre, entorpecido com meus cuidados Soletrando outros nomes, voltando a quentura de meu corpo Amanhã hei de ser sol que trará casórios em sua garoa contínua Lambo a língua da lona por conforto Componho o réquiem de minha ida Ao paraíso funil, um por sete Onde serei decomposto a cada pecado que dancei O pior do pior, era o lado contrário do espelho Os ossos doloridos, um sinal de maturidade O pulmão estufado, visita ao campo minado pálido A solidão? Uma rebelião confessada de dona Sancha
Síndrome de Pollyana, Pierrot Ruivo
Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Ela tinha um namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas chuvas, eu era a garoa e e ela, um furacão.
Quem é você, Alasca? ☁
Se as pessoas fossem chuva, eu seria uma garoa e ela, um furacão.
Bujão, Quem é você, Alasca? - John Green
Copo D’Água
Não perca o chão Se não souber nadar O que está fazendo no mar? Aqui é lar de peixe Pássaro foi feito pra voar Se um dia conseguir mergulhar A cobra vai começar a fumar Tartaruga vai pro espaço Fincar sua bandeira E o Saci vai deixar de ser perneta Quer virar mergulhador? Esqueça o oceano, o riacho e a lagoa Vá brincar numa poça de lama no meio da garoa.
Por: Len (O MOMENTARIUM)
Hoje o sol decidiu se esconder atrás das nuvens, dando espaço para uma chuva fraca que parece fazer a saudade aumentar. Noite passada, por costume, fiquei esperando sua mensagem, que não chegou, e o relógio me fez companhia, repetindo baixinho pra mim: ele não vem.
Segundo dia sem você. (descasosdoamor)