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Gaveteiro para Quarto: Dicas de Como Escolher +63 Modelos
Marie Claude
Um quarto de bebê moderno, alegre e muito inspirador
Meu espinho mortífero encolheu-se poro adentro, ferindo-me. Desde então, tenho desbotado, mas atrevo a atender como frutífero, jorrando o mel de minhas ventas, o ódio dos doutores ornamentos. Pingando no chão e germinando novas prímulas. Conflito. Confesso. Confecciono. Sorrido à um girassol que vem de cima. Outros disseram-me que era o neon, preferi girassol noturno. Mais bonito, mais poético, me faz muito mais sentido. O perigoso não encontra lugar num porte de arma ou em empunhar outras armas brancas afiadas. Não há uma maldade de meu âmago para com o mundo que me rodeia. Quiçá, haja violência crua e burra de meu âmago para meu âmago. Como todos os laços clandestinos rogados a minha carne por mim ao verter-me em sal de ferida. Fui o maior perigo a minha existência. Mas e essa palavra, tenho a seguido a risca? Apenas ao pronunciá-la mentalmente já sinto o peso em meus ombros. A autodestruição seria um prazer? Também, aliás, confesso que há de ser um outro talvez. Procurando por traças carnívoras famintas, mas que sejam gentis, não quero entregar-me ao frio assassino passional, preferiria algo mais seguro, pois temo. As rezas são facas e as facas flores, das quais sonho todas os fins de noite em não querer colhe-las. Mas como tudo, tardo. E tardiamente evito. Falho. O amor salva me anteviram. Concordo. Mas quando se está sonolento as palavras queridas e os apoios esvaem como a água de um rio ou uma lágrima. Nunca os mesmos. Nascerão e morrerão. Mas tive amores bons e péssimos e já fui ambos. Aqui vai outra confissão em poucas linhas de distância. Aquele amor que se enche o peito para falar de si, creio que nunca tive e se nunca o tive, então não amei. Carreguei a ilusão de desertos em meus beijos secos de viúva. Não concedi desejos a nenhum viajante, não farei mais versos à paixões, ao menos hoje. Contudo, eu ainda amo, neste delírio conceitual paradoxo. Tirando e pondo uma Vênus dentro de uma caixa para celebrar a construção de uma boneca holandesa. E ao mesmo tempo que a amo, eu temo. Temo o que não tenho. Temo o que já tenho palatável, minha quase fuga diária a esta realidade morna, em que dia após dia acomoda-me como uma cômoda de uma sala de estar. Que curiosamente não estou presente. Fisicamente há presença, mas há outras composições deste ser 'eu'. Quisera eu ser sempre o bom filho às casas e mães que me abrigam, mas saudoso que sou, apresento-me com um adeus entalado na garganta e seguro forte algumas moedas em tributo ao barqueiro...
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