Chelyabinsk Metallurgical Plant, 2011 Photographer: Maurice Schobinger

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Chelyabinsk Metallurgical Plant, 2011 Photographer: Maurice Schobinger
A cor do dia é o #cinzento. Lisboa, que durante a maior parte do ano tem sido uma cidade colorida e encantadora, está agora cinzenta. A nap színe a szürke. Az év nagy részében ragyogó színeivel mindenkit elvarázsoló Lisszabon most szürkébe öltözött. Encontrei a minha terra 💚❤️🇵🇹 - As caras de Lisboa 109. Hazára találva - Lisszabon arcai #encontreiaminhaterra #carasdeLisboa #hazáratalálva #BoaLisBoa #gray #perdidoemLisboa #lisbonmoves #portugalglory #minhalisboasecreta #aminhalisboa #MyPerspectivePt #mylisbonhistory #perdidoemPortugal #retratosdavida #coresdelisboa #lisboa #dream_dealer_lisboa #lisboncolors #lisboacolorida #lisboamaravilhosa #ruasdelisboa #segredosdeLisboa #Lisbonworld #maravilhasdelisboa #streetphotography #streetphotos #visitlisboa (helyszín: Cais das Colunas) https://www.instagram.com/p/ClQVXDzoEwG/?igshid=NGJjMDIxMWI=
Se eu pude definir minha vida em uma cor eu diria: “cinza”.
O céu cinzento que habita meu peito em dias como esse e se faz tão belo que até esqueço que algum dia houve anil no céu.
Eis-me aqui uma segunda vez.
Estou farto de tanto sofrimento e solidão.
Um momento de paz, talvez, seja oq eu necessite.
Mesmo que por alguns instantes fizer-me esquecer as coisas ao meu redor, e dar-me paz.
me deixasse leve...
Porém, paz, é difícil de se ter em mundo cheio de complicações.
CINZA
Eu poderia ter conseguido me declarar, poderia ter conseguido mostrar o que eu sentia, mas não, não o fiz e guardei tudo para mim. As nuvens cinzentas daquele fatídico mês de julho eram uma representação detalhada de como eu me sentia, pois bem, eu poderia descrever os meus sentimentos naquela época usando apenas a cor cinza, poderia descrever o misto de tristeza, angústia, receio, esperança, medo e ansiedade apenas com o mesmo tom de cinza daquelas nuvens. Nestes últimos anos eu tenho pensado no quanto eu me arrependo de não ter dito o que eu sentia, ainda mais quando você deu a entender que poderia ter sido recíproco, afinal, aqueles olhares que trocávamos seguidos de sorrisos tímidos deveriam ter sido sinais para mim. Algumas pessoas me disseram que você não prestava, que não servia para se estar com alguém, mas isso não seria problema para mim, eu apenas queria estar com você, prestando ou não. Eu me lembro quando te vi pela primeira vez, era fevereiro, você estava rindo timidamente, entrando naquela sala de aula e escolhendo uma cadeira na fila do meio, atiçando minha curiosidade a ponto de não tirar os olhos de você aquele dia inteiro, fascinado. Hoje, já não sinto o que sentia, acredito até que já tenha superado toda essa odisseia que foi aquela época e espero que o oceano à noite, o vento frio e a chuva me tragam algum conforto para o que deixa meu coração inquieto, espero que tragam a resolução e inspiração que me faça parar de me sentir tão cinza.
Onde
Onde? Onde estás? Para onde foste?
Nem sei dizer se nos separam
metros ou milhas, paredes ou paisagens.
Oceanos? Custa-me, isso.
Sei só que a saudade é longa
Como o feixe de memórias
entre estar contigo e não estar.
Óh, suspirar recordando.
É voltar as costas ao mar que ruge ao longe
porque a praia está vazia, calma em demasia,
pese embora o céu cinzento convidativo
à meditação de pés pesados na areia.
A certeza do retorno é tão grande
como a do voltar as costas.
Sei sim, que voltarei a ver ao longe no mar
a caravela do sonho, contigo, a acenar.
Esta doce era da tortura,
não a aguento mais.
E todavia principia ela todos os dias
um eterno retorno;
como quem se despede de ti,
uma vez mais.