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Há amores que não acabam de uma vez. Eles vão se desfazendo em silêncio, como um tecido antigo que cede fio por fio, sem alarde.
No começo, a gente não percebe. Acredita que é só cansaço, só uma fase, só o mundo pesando mais do que devia. Mas, aos poucos, o que era presença vira ausência disfarçada de rotina.
E então chega o dia em que dois corpos dividem o mesmo espaço, mas já não habitam o mesmo lugar. As palavras diminuem, os gestos se perdem, e o amor (que antes ocupava tudo), passa a caber no vazio entre um olhar e outro que nunca acontece.
É estranho perceber isso. Mais estranho ainda é entender que não houve um grande rompimento, nenhuma cena dramática, nenhum adeus definitivo.
Só um acúmulo de nadas. De pequenos desencontros que, somados, criam um abismo. De silêncios que falam mais do que qualquer discussão. De ausências que não têm explicação, mas também não pedem desculpa.
E, de repente, você olha para quem está ao seu lado e sente como se estivesse diante de alguém que nunca conheceu de verdade. Não porque essa pessoa mudou de repente, mas porque, talvez, ela sempre tenha sido assim, e o amor, na sua generosidade cega, escolheu não ver.
Existe uma dor muito específica em reconhecer isso, não é só a perda do outro, é a perda do tempo que foi entregue acreditando em algo que, no fundo, nunca floresceu por inteiro.
Mas também existe um tipo silencioso de libertação, porque, quando o encanto se rompe, a verdade finalmente respira. E por mais duro que seja aceitar, há um certo alívio em não precisar mais esperar por aquilo que nunca vinha.
Alguns amores não terminam, eles apenas deixam de existir. E o que sobra não é o outro, mas a lucidez.
RH 🐰💔
(Texto autoral).
Aún tengo mucho amor para darte.
— Rose Noire.
A veces me pregunto, ¿cuánto de mi cuerpo necesito para poder tomarte en brazos y cubrirte por completo?
¿Cuántos besos son necesarios para que me mires con amor?
¿Cuántas palabras son necesarias para que me mires?
¿Y cuantas acciones requiero para que te fijes en mí?
NosVemosEnLasEstrellas
¿y si mañana muero?
"A los que buscan aunque no encuentren. A los que avanzan aunque se pierdan. A los que viven aunque se mueran."
-------- Mario Benedetti
No me hacen cartas, no me escriben textos bonitos, no me dan flores y menos me presumen pero siempre me recalcan que me enojo fácilmente.