Eu sou teu absurdo trajando luto Atento ao soprar de teu nome por túnicas de rugas Decoradas com pingentes do quinhentismo E espelhos na bordas das pálpebras Intervem com maçãs e torneiros Saudando a coleção trinco de madeira Recitando o teor conto de abobora Para o costumeiro entreveiro carnívoro Ato um: Negligência Ato dois: Disparar disparate Ato três: Escarro em Gaia Ato quatro: Ser o que é, o entretém O meio e a viagem nebulosa Passeiam em paredes magras Que dão para fora da casa Incomodando os vizinhos Eis então que urge o sol-bronze Reciclado anteriormente como vômito Orbita sob meus olhos, o convento que convém Contando moedas e reis espíritos magentas Lembra-te da maçã? Era um objeto de distanciamento Que tiraria vossa atenção, como o fez És pai e portanto deus, e portando trindade, e por fim um nó Tão somente será o ser que erra, desconexo de si e ainda sendo O metal que o fez triângulo se desfez Daria margem a figura geométrica Abençoe-nos novos anos que virão Já tempero meus dedos com coentro Sangue e espírito Carne e comício Teor comestível Comunhão cosmética cosmopolita
Gênese em Gerúndio, Pierrot Ruivo












