tornei-me a última gota de esperança de nós dois. e quando apenas um luta, é hora de partir.
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tornei-me a última gota de esperança de nós dois. e quando apenas um luta, é hora de partir.
Eu queria muito ter sido a sua escolha na primavera. Mas eu era gelado demais pra te ajudar a florir. Espero que fique bem.
Ciclos, Cícero e o desfrutar de um término.
Há certo tempo que escrevi sobre você pela última vez. Acabei por encontrar as lembranças junto ao meu antigo ‘eu’. Quantas palavras não ditas e escritas... Quantas brigas e discussões até que finalmente concordássemos com um fim ilustre. Não há como não lembrar de você com as canções de Cícero, mas acabei por pegar-me ouvindo ‘Bobo’ e dançando, em busca da paz que tanto precisava. Foi como na primeira noite, a minha liberdade e eu, você e o seu senso de prisão tentando me colocar dentro de uma caixa de rótulos. Eu e minha liberdade fugindo constantemente do seu modo controlador e nada poético. Tu nunca foste realmente o que idealizei, mas costumava chamá-lo de Lírica. Por quanto tempo eu me permiti dar-te a honra de ser minha inspiração? Por quanto tempo permiti minha prosa se tornar mero fruto do amor? Logo eu, que via poesia desde a Lua até pequenas gotículas de água descendo pela minha pele em um longo e morno banho. Logo eu, a poeta da vida, tornei-me poeta rotulada! Céus. Terminamos e eu finalmente reatei com a minha liberdade. Bem-vindos a uma nova fase do meu ser.
‘do not be mine again.’ Diego to ‘Ensaio Lírico’.
Um bom samba, coca-cola no copinho de requeijão.
Simplicidade à luz da lua.
O mundo é belo pra quem sabe o real significado de beleza.
A arte de admirar entrelinhas.
A arte de aceitar o lado bom da vida.
Quando pude chamá-lo de poesia, soube que o amava. Não era papo de poeta simplista, era papo de sentimento. Só a poesia pode dar-te o mundo de sentires, só a poesia pode levá-lo aos universos distantes do amor que foi-se um dia. Só a poesia pôde trazer o sentimentalismo aos dias atuais. E se te escrevo uma poesia, saiba que não cabe mais amor no peito, e transcorre pelos dedos.
Ensaio Lírico, Diego.
pra quem já sentiu o amargo da solidão, sabe que um café sem açúcar é doce.
Seria uma mentira nua e crua se eu dissesse que não sinto sua falta.
Em cada filme, cada música, cada recanto literário, há você.
Em cada palavra, cada verso, cada estrofe, há você.
Em cada tom, cada corda, cada vocal, há você.
Em mim, há você.
Na falta, há você.
Oh, bela flor que mora em meu peito,
Vejo abismos tão ocos,
Rebuscados do calor que aparenta desfeito,
Buscando insaciavelmente um leito,
Deverias acostumar-te com a solidão,
Como uma dançarina de sapateado,
Sapateado pelo salão,
Buscando vagamente por alguém que a olhe
E veja mais que um humano,
Que veja mais que a humanidade,
Por mais que desista ao passar deste ano.
Somos meros seres da escuridão,
Um grito da alma não vos acalenta,
Buscando insaciavelmente por alguém,
Alguém na imensidão,
A vida tornou-se violenta,
O amor tornou-se escravidão,
Mera troca de servidão e tormenta.
Cala-te agora, poeta!
Poucos leem tua alma.
Feche a boca e te aquieta,
Escravos da mente não abrem a janela,
O que te resta é tua alma,
Em meio ao caos que é ser profeta,
Deixem eles fecharem a cela.