Lar, doce voar
Neste lar, chamado de asas,
Coração e cérebro se buscam,
Enquanto brincam em uma gangorra.
Ainda que juntos,
Nunca estão na mesma direção,
E apenas tocam o chão
Para ganhar impulso.
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Na chegada,
Sempre é preciso se acostumar,
Quando parto,
Se acostumar a desacostumar
Ao que se acostumou.
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Eterno caminho sem volta
Das muitas voltas
Do insatisfeito por opção.
Por puro direito a indecisão
Dado a quem sempre vai
Para sempre poder voltar.
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Ciclos feitos de pessoas e lugares
Que passeiam em movimentos circulares
Nesta casa de meus mesmos hábitos,
Os maus, únicos com residência fixa.
Ao menos algo cativo
No aconchego do costume.
14 de junho, de 2020.












