Mas que merda, caí nessa de novo. Nessa de "tô gostando de você." Nessa de "dessa vez, eu quero que a gente se acerte." Parece que todos os meus tombos não serviram de nada, não me ensinaram, não me deixaram mais forte. Me sinto tão fraca como antes ou até mais. Me sinto ainda vazia, ainda incompleta. Apesar de todas as coisas que já aconteceram comigo, agora, ainda parece ser a primeira decepção. Está doendo na mesma intensidade... Droga! Olha eu aqui falando de desamor. É, desamor. Amor que nem chegou a ser amor e já virou desamor. Desamei. Será que isso é possível? Sei lá, tô crendo que sim. Espero que sim. Preciso que sim. Esse lance de amor e relacionamento nunca deu certo comigo, por que logo agora daria? Que tola, não? E eu sempre dizia "isso é para eu aprender" mas pelo jeito, não aprendi nada. Caí na mesma ladainha de sempre, na mesma história. Tem algo errado comigo. Espera, acho que eu sou o erro. Também vou parar de achar que os erros está nos outros. Fui eu quem não aprendeu a lição, fui eu que sempre criei um pontinha esperança, fui eu que sempre achei que dessa vez ia dar certo. Eu fui burra outra vez, não ouvi o que as pessoas falavam, não aprendi com meus próprios erros. É sempre assim, eu sou toda errada, admito, mas cair de novo na mesma história me faz pensar o que eu aprendi com todas as lágrimas que eu derramei, e muitas vezes por amores que nem chegaram a ser amores mesmo. Acho que agora levei o verdadeiro balde de água gelada na cara, tomei o tão conhecido porre de realidade, meu despertador do amor próprio resolveu tocar e a menina fria que existia em mim antes adormecida resolveu acordar. As máscaras caíram, estou de volta aos palcos da vida, incorporando o personal que na realidade sempre fui: insensível e cheia de amor próprio. Não digo que seja orgulho e sim ego inflado, as barreiras foram erguidas e cercas elétricas instaladas formando a proteção contra esse meu coração que já fora tão usado, pisoteado e surrado. O alarme foi acionado e um sorriso involuntário surgiu em meu rosto, tampando todo qualquer tipo de tristeza visível, bochechas coradas e olhos brilhantes, os mesmo ar vivo que eu tinha tempos atrás de conhecer este sentimento devastador. Mas, a vida é assim mesmo te passa uma rasteira para ver até onde você é capaz de chegar, até que nível você aguenta, com quantas lágrimas se faz um sorriso e por quantas decepções você é capaz de passar, você se torna mais forte, calejada mais ainda sim intacta, após se recompor.E pouco a pouco a menina que se escondia em casa, com olhos molhados, rosto inchado e olheiras no rosto foi se recuperando, e mudando calmamente, e se tornou forte. Toda a ingenuidade que fazia com que caísse na ladainha do “eu te amo”, foi embora, dando espaço à maturidade. Eu não posso ser dependente da presença de ninguém para ser feliz, não preciso de alguém que me preencha e sim que me transborde. Hoje eu me completo, e se ainda não esqueci os amores da vida, aprendi a conviver com a falta desses, aprendi a ser feliz sozinha, e do meu jeito, a me completar sozinha. Hoje eu distribuo sorrisos e não mágoas, porque por mais que tenha apanhado muito da vida, e sentido muita dor no peito, eu aprendi a lição.