Eu não falar o que sei sobre algo não significa que eu não tenha uma opinião ou que eu não saiba de algo, muito pelo contrário. Aprendo muito apenas observando as pessoas.
Distúrbio

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Eu não falar o que sei sobre algo não significa que eu não tenha uma opinião ou que eu não saiba de algo, muito pelo contrário. Aprendo muito apenas observando as pessoas.
Distúrbio
gente, então...
A maneira como falas e me olhas eu vejo quando mentes... eu vejo quando escondes...
Nya
Eu Vejo - Ponto De Equilibrio - Letra
Eu Vejo – Ponto De Equilibrio – Letra
Eu vejo na televisão A tropa invadindo o complexo do alemão eu leio nos jornais, novas noticias de guerras mortais Eu vejo muita corrupção Enquanto irmão, mata irmão (2x) O bonde dos amigos invadindo o bonde dos irmãos Tanta guerra pra nada, nada,nada, nada,nada (4) No breu da favela, na madrugada A unica luz que se vê, é a faisca…
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Eu vejo o Senhor Ele veio ao meu encontro.
Como sou ingênuo! Achava que a dor de perder aguem importante não passava, passou! Pela primeira vez provei que quando estamos de coração aberto e que quando cultivamos o nosso jardim com boa vontade as pessoas vem até nós. É, eu sai pela primeira vez sem você para "curtir", foi uma das melhores experiencias que tive. Por pelo menos 30 minutinhos eu ganhei minha noite paquerando aquela menina linda ruiva! Não achava que encontraria alguém que fizesse o mesmo efeito ou até as vezes maior do que o seu efeito quando te vi. Por esses trinta eternos minutos meu coração te esqueceu e eu fui feliz, que menina mais linda! Obrigado menina ruiva por me mostrar que posso me surpreender mais ainda!
Sobre Autores.
Isso não é um conto, crônica, poema ou qualquer literatura.
Isso é um desabafo.
Sobre autores.
Leio um livro, às três da madrugada. Alterada pelo álcool, fascinada por palavras. No livro, a pergunta:
"Você consegue ver meus olhos?"
O "você" sou eu. É para mim.
Paro.
Forte demais para ignorar e prosseguir com a leitura.
Incisivo demais.
Desesperado demais.
Um livro em primeira pessoa. Dedicado à família, pelo autor. Um trecho onde se fala sobre aquela ser uma história de páginas e papel com vida...
Não é mero acaso.
Embebida por "Oh, darling", na performance impecável de Debi Thomas, volto as páginas. Acelero, desacelero.
Sinto o papel sussurrar "Você consegue? Consegue? Conse...?"
Paro na página da pergunta, a penúltima página.
"Você consegue ver meus olhos?"
A suspeita aumenta.
Um livro dedicado à família... Um livro tão pessoal... Não seria aquele um livro baseado em como o próprio autor via sua juventude?
Não é a primeira vez que o vejo fazer interferência em um livro com sua pessoa.
Deve ser do tipo que escreve do lado de dentro da folha. Do avesso, como em um espelho. Precisa escrever ao contrário para que o entendam.
Já o havia visto fazer tais interferências como autor, nunca como personagem principal.
Confuso...
"Você consegue ver meus olhos?"
Que olhos?
Que olhos ele queria que eu visse?
Os do personagem?
Não... Naquele momento, ele queria que eu o visse, ele que escreveu.
Não na cena.
Não.
Na escrivaninha, à noite, com caneta na mão... (Não faz o tipo dele escrever em máquinas)
Seus olhos surgem sobre o papel.
Os mesmos de sua diminuta fotografia no fim do primeiro livro dele que tive o prazer de ler.
Esse não tem foto.
O sorriso fixo. Sua expressão não varia. Ora pois, não o conheço... Não nos termos de conhecer.
Digo, depende do que considera-se conhecer alguém.
Ele queria que eu visse o autor?
Não! Ele queria que eu o visse. Apenas ele. Pessoa.
Ele sabia que seria esquecido. Sabia que as pessoas veriam seus frutos e se apegariam a eles, não a ele.
Sabia que no fim as pessoas podem até odiá-lo como pessoa, mas amar seus personagens.
Sabia que amariam o personagem que perguntava se conseguíamos ver seus olhos, mas não tinha a certeza de que amariam seus próprios olhos. Era uma tentativa de obrigar o leitor a vê-lo de forma camuflada e dizer: Tente me ver ao menos uma vez.
Males da humanidade, que até o ama, mas não quer saber quem ele é de verdade. Quer suas idéias. Quer senti-las pelo autor ter a capacidade de sentir demais e transferir a quem quiser lhe dar atenção, suas palavras.
"Você consegue ver meus olhos?"
Abandono o livro sobre a cama e vou até a janela com o copo de teor alcoólico em mãos, suspirante.
A cidade não está nem aí para aquela pessoa.
E eu sou apenas uma bêbada que pensa demais nos porquês de um pobre gênio sem eira nem beira, mesmo quando a patinação no gelo, de noventa e um, congelou há tempos na tela do computador no canto do quarto, me restando o som de um pequeno inseto se debatendo contra a lâmpada.
"Você consegue ver meus olhos?"
Não conheço sua voz... Quiçá seus movimentos... Conheço sua obra.
Encolho os olhos. Não está certo... Como boa leitora e escritora amadora que sou, me jogo na cadeira, que desliza até a tela, onde escrevo o nome do homem.
Entrevista.
Preciso vê-lo sendo real.
Entretanto... Decepção.
Formal demais.
Contido demais.
Profissional.
"Não...", deixo escapar, "Esse não é você... Mexa essas sobrancelhas, esses olhos! Seja menos figura e mais alma! Grite!"
Aquele decididamente não era o homem que eu procurava. De forma alguma era o sujeito capaz de me tirar suspiros, lágrimas e sorrisos por horas. Não era o homem que mexia comigo.
Deve ser difícil lidar com a fama... Ainda mais quando seu livro auge já passou, e que provavelmente nenhum outro chegará a tamanho escarcéu. Expectativas demais. Vi um homem sem saber agir. Sem ele e sem eu saber agir.
Engulo seco, largo as teclas e abro o livro.
"Você consegue ver meus olhos?"
Ouço sua voz, mais viva e angustiada que na entrevista.
Seus olhos ganham o brilho das estrelas. Azul profundo, seus castanhos.
Sorrio, e, quebrando uma regra imensurável, a de nunca escrever em uma obra, escrevo logo à frente da pergunta:
... Mas é claro que sim.
Eu ti vejo nos meus sonhos, e isso só aumenta a minha dor de ti querer para mim outra vez.
M.N.