Eu quero Vencer a Juventude de Johnny Rotten
Buscará a eternidade ou a América tirânica Um prato de sopa ou uma história inventada Um precipício modelado entre divãs ou um sexo narcótico Trejeitos famélicos de quem trocou romarias por um Hilton Palace
Ter vocação para apossar-se de sereias de mármore Tecer olhos pacifistas, tecer a abstenção, tecer o lobby Por fim, tecer irremediáveis descrições Torcer por apologias perfumadas entre mantras
Naufragar uma Paris ainda mal parida Cair trêmulo em frente a porta do júri Tão voyeur na mesma frequência que é tédio Tão suvenir e práticos, até o dia do juízo final
Amarras me amam, trançam a memória Protestos, tempos de ouro Um sol ameno e creme para antigamente Trabalhar até o mundo ser sépia
Fundar uma reputação, fundi-la em especulações Trama-la longe do alcance da publicidade Circular rinhas com as próprias unhas Enterre-as entre a petrificação de cabeças de porcos
Para que nunca o achem, sátira Um fantasma desarmado do assombro Condenado a condimentar-se Ainda em poucos ritos de vida
Intoxicação por intuir carícias Um momento de mitologia Para amargar toda uma realidade E largar as mãos instrumentalizadas à bússolas
Entre todo o sal da espera Me embriagar de ruína Como um verme que cresce A cada nova chance de frustração




















