Os enunciados e suas facas Que cortam e costuram Sofrerem de alarde e melindre Ao sujar com sangues azuis Caminhante das vírgulas e reticências Variantes do desejos e sujeitos Impostor de lirismos exagerados Purgatório de toda a metáfora prolixa Podes sentir-lhe por mim? Não vejo refletido meus doces amores Nem minhas fugazes e sinceras quedas Tampouco minha tórridas trepadas Remorso, remorso Teu nome, um sintoma A recusa, angústia O romance, abuso Você em três itens Espelhado no quarto O artesão, fadigado Deus calado e o carrasco A célebre verdade falsificada O válido e o escarro De mãos dadas no mesmo espetáculo Celebrando afazeres e doze trabalhos O torto e fura bolos Disseca personas E nelas reconhece seu próprios males Que dança diante de seus olhos E sou isto que me faz Um boto sem bolsos Lhe seduzindo com moscas Mordidas por reis que negociam o idioma nu...
Boto, Parte II - Pierrot Ruivo











