Regressões
Eu posso me vestir de tuas entranhas Dançar e caçar espaços entre os órgãos Me espelhar na tua virtude de festim E desempenhar papéis durante a transa Performo um espelho: Quem me quiser a guerra, terá a adaga Quem me fizer a paz, terás o abrigo Quem me desejar, será consentido Me ame como um abutre Me use como sempre Me enfraqueça em teus lábios Me vista com tuas marcas de guerra O toque conflito que cria monstros O toque sincronizado que cria fantasias O toque impostor que cria alucinações O toque instintivo que cria demônios e anjos O verbo dominante e de duplo sentido Serve como sinônimo de Ares Apresenta-se como estímulo publicitário Alimentando a máquina da descrença pública Os gêneros de tuas quimeras de multiuso São o medo, a redenção e o artifício Criadas diretamente da lágrima do mártir impopularmente criadas do intestino do porco Abomino tuas máscaras e peles Seguradas por adoráveis mãos invisíveis Alimentadas com os resquícios de outras eras Exume o cadáver de noivas e viúvas Não preciso do teu escarro, Para saber que sou indesejado Anseia a impossibilidade Ou qualquer imprudência para colocar as garras para fora.











