I can't help but to think about us
há algo de agridoce no nosso fim, como se a dor fosse a prova de que devíamos acabar. pensei que o ponto final havia sido em frente a estação, sob o céu do anoitecer predizendo a escuridão das nossas palavras. as milhares de pessoas apressadas não souberam que um amor dizia adeus diante de seus olhos, que nossas mãos prometeram não se tocar mais.ruins de promessa, caímos em tentação um par de vezes antes de perceber que não havia mais pelo que lutar.encaro a tela apagada do telefone e espero acender com uma ligação. nenhum sinal de luz além de algumas notificações automáticas, não há o som do teu toque exclusivo. como poderia explicar porque ainda espero se eu mesma te disse para nunca mais discar esta sequência que decorou nos primeiros dias?lembro das linhas firmes do seu rosto, do contorno dos seus ombros e da sua voz preenchendo a minha sala, sinto teu cheiro como se estivesse aqui. beijo outros lábios não tão rosados quanto os teus enquanto lido com a falta de suas contradições. meu rosto úmido reflete as luzes vindas da janela e me escondo entre a saudade e a renúncia. pensei que o ponto final havia sido em frente a estação, sob o céu do anoitecer, porém, continuo me perguntando se você pode ser a pessoa certa enquanto me encolho numa cama fria sem seus braços em volta da minha cintura. desligo o telefone. [and maybe I'll get used to it but right now I just feel like shit]













