Traga-me suas crias Eu os farei dançar em minha melodia Naturalista de laboratórios Celebrando o ócio do óbvio Os tenho, os entretenho Os endivido, os iludo Os envolvo no denso Licor da vitória festim Eu quero sua memória como dívida A mim, pelo amor puro que achastes Eu quero sua ingenuidade em minha pele Em troca do conforto que pedes Eu lhe construirei o paraíso-moinho Para empunhar vestes tons pastéis Para beijar o empenho naftalina Para morrer no sono eterno da noite Eu não me importo com restrições parentais Já há letras minúsculas e vastos avisos ignorados Não me culpe pelo seu pecado corrupto Não me projete em tuas histerias O feitiço, filo domínio Afeiçoado com Felicitas Em fala doce e descaracterizado Funil ardil controlando mágoas O número e a propaganda Que propaga verões comuns O poeta e o entrave Invocando as mesmas musas O estômago de visões vorazes Vomitam outro rito visceral Para embalar sentimentos nulos Uma pena, a estéril idade a defrontar-se com a verdade...
O Monstro Garganta de Máquina, Pierrot Ruivo















