As Duas Costas Opostas de um Tronco
A besta vil, está pulsando A tormenta dos anjos A libido em cocoras suadas O vínculo de novos amantes Gruda e tremula Como se quisesse fugir Ou atravessar ainda mais A sobra de pele que o veste A besta vil, está gruindo Seus quatro braços alisam a espinha De cada uma das costas espelhos A besta vil está mastigando algo interno Seus estômagos em duplas digestão A fornalha e o diluído, magia do escambo Escarneado vontades, clamando nomes Impossível criatura em tanta reza vadia Besta vil em deveres da fúria Explode as robustas mãos Em ambos e opostos glúteos Tateado deleites proibidos O aconchego entre crânios e caixas torácicas Todos os cortes celebrados por adagas A saliva que transborda do corpo cálice Indiferente com o torpor que nos usa Besta vil, se proclama aos abastados Como sua sentença de morte doce E cálidos, vêm aos seus pés lamberem O sulco do fruto jorrado dessa fera Se escondem por entre uma farsa Se multiplicam entre os gêneros Se movimentam feito uma cavalgada Alimentam sua sede de deserto em sua própria carne













