Cabeça de Cópula
Sorrio para o precipício De minha presença confiante Seu reflexo assalta-me vaidades Sou eu, uma grande conclusão inacabada
Quando ela entra no quarto, o tempo distorce-se Tudo inclina-se a sua anca, paredes emudecem-se Os espelhos se destrocem em sua presença A minha banalização bota-se em urgência
O sermão monótono nos morde Cheiro pecado, sorriso mofado Impreciso rasgando-se em tua pele Soletrando infidelidade na minha carcaça
O duplo sentido do nosso sexo O sextil espírito, consumamos carne Aspecto volátil da tormenta humana O deleite como tal espiritualidade
E sabes que pouco me pareço com ele Eu sou ameno e em tuas entranhas lancinante Embora, eu tenha seus trejeitos Pois todos o têm, ele fora paternal nisso
Fazes o que fazes com deselegância harmoniosa Eu poderia? Sem dúvida! Eu quis? De maneira alguma Mas eu fiz mesmo assim, Impulsionado pelo teu toque Que me prometera alcançar outros mundos
Xícaras trincadas Para líquidos imundos Vestimenta anjo caído Para reis do submundo
O que eu faria além da minha presença Contaminando o solo e a virtude Entretanto, completamente embebido Em teus olhos de uísque...














