Hey amore posso pedir um com Harry : 20. "Espere, não se afaste ... Ainda não." Talvez primeiro encontro com direito à um beijo de boa noite.
Muito obrigada pelo seu pedido! Coloquei meu desejo inspirado no meu clipe favorito nessa história!
Personagens: Harry!Famoso x Leitora
Contagem de palavras: ~1.9k
Avisos: Um pouquinho de angústia e fofura
Nota da autora: Doesn’t drive you crazy
Just how fast the night changes?
Casaco bem quentinho e confortável? Ok.
Eu estou pronta. Ou pelo menos, acho que estou.
Me olhei no espelho pela quinta vez em menos de 3 minutos. Compondo meu vestuário de inverno, havia colocado meia calça e um jeans, assim como 3 blusas de lã e uma jaqueta preta com botas também da mesma com um gorro cor creme.
Toronto fazia um frio de menos 9ºC. Era algo de tremer a carga dentária e deixar os dedos do pé congelados, mas nada estragaria essa noite.
Harry e eu iríamos patinar no gelo próximo ao um chalé daqui. Ele e a família estão de férias e eu moro aqui a menos de dois meses. Ambos em busca de entretenimento, nos conhecemos na fila do teleférico.
Por ser uma época de alta procura, onde turistas e moradores aproveitavam a diversão, ficamos um bom tempo lá o que podemos conversar e reclamar da demora. Na verdade, eu reclamei e Harry tentava amenizar a situação com seu jeito pacífico e humilde, todo empacotadinho devido ao frio. Ele ria quando eu reclama em português, querendo saber sempre a tradução e tentar repetir a pronúncia.
Como eu estava sozinha e sua irmã havia desistido, dividimos a cadeira do teleférico. Foi realmente divertido, ver as montanhas cobertas de neve como se fossem um bolo de chocolate com chantilly, o sol estava fraco causando uma sensação muito boa. Ambos soltamos gritos quando a cadeira começou a se mexer e eu apertei sua mão como reflexo, o que fez nós e os instrutores caírem na gargalhada.
Após o passeio, me despedi de Harry que não perdeu tempo em me chamar para um date na noite de hoje.
Honrando sua nacionalidade, Harry bateu em minha casa no horário combinado, o crepúsculo no céu já anunciava o fim daquela fria tarde.
O cumprimentei com um beijo no rosto e fomos caminhando na camada de neve até o chalé barra estação de patinação. Havia alguns pinheiros também cobertos de neve, havia postes iluminando nosso caminho pela nossa sorte.
“Gostou do teleférico?” Perguntei o olhando, era incrível como ele era realmente bonito, as fotos das revistas mostravam isso, mas ele ali era algo... uau.
“Sim, foi uma experiência e tanto! Eu não sou fã de altura, mas foi divertido. E pra você?” Ele cutucou meu braço.
“Foi demais e me desculpe pelo grito.”
“Eu estou acostumado, fique tranquila.” Harry sorriu simpatico.
“Então está acostumado fazer as pessoas gritarem, uh?” Meu Deus (S/N)... você não disse isso... Vi Harry virar o corpo rapidamente pra mim e arregalar os olhos, dando uma risada sem graça. “Perdoa! Eu falo muitas bobagens!”
Tampei meu rosto com as mãos e fechei os olhos. Eu não acredito que disse isso.
“Olha, eu só faço meus fãs gritarem...ou quando assusto alguém, o que é bem raro!” Harry disse rindo e concordei ainda sem graça e sentindo minhas bochechas queimarem de vergonha.
Me senti aqueles jornalistas que querem saber mais da vida íntima dele do que da arte que ele produz.
Vou me enterrar nessa neve.
Ele havia colocado as mãos nos bolsos de seu casaco azul escuro. Seu gorro era rozinha escuro, combinava perfeitamente com seu rosto corado.
O restante do caminho foi silencioso o que não durou muito até chegarmos na pista de patinação.
Havia muitas famílias, jovens casais e crianças patinando. O lugar era aberto, possuía algumas muretas como apoio e diversos pisca-piscas iluminando o centro do lugar.
Harry e eu alugamos dois pares de patins e nos sentamos no banco ali próximo para vesti-los.
Todos estavam tão entretidos que nem repararam em Harry, o que fez ele comentar em agradecimento.
“Já fez isso alguma vez?” Ele perguntou já que os sapatos específicos colocados, enquanto eu brigava silenciosamente com o cadarço de um dos pés.
“Sendo sincera? Não...” Comentei envergonhada, com o sentimento de querer sair correndo dali me apossando pouco a pouco.
“Eu ajudo!” Harry se ajoelhou na minha frente e me ajudou a por os sapatos. Vez ou outra ele me olhava sorrindo de lado.
Cinderela se sentiu assim?
Após os sapatos colocados, deixamos os nossos com os funcionários do local e Harry me estendeu a mão, para me ajudar a me equilibrar.
Meu coração batia forte, na mistura da emoção de estar segurando a mão dele pela segunda vez, por estar patinando pela primeira vez e por estar com medo de fazê-lo passar vergonha.
Me segurando no murinho baixo do local, Harry me indicava como eu tinha que posicionar meus pés. Minhas pernas tremiam, de insegurança e frio.
Fui caminhando pouco a pouco e Harry me incentivando “Isso, está indo muito bem!” Ele apertou mais a minha mão e concordei sem graça “Obrigada pela ajuda, mas pode ir patinar, Harry... Não está aproveitando a pista direito. Eu vou devagarinho.”
“De forma alguma, eu estou aproveitando sim... Eu já patinei algumas vezes, quero aproveitar mais sua companhia, na verdade.” Sua covinhas apareceram e um braço passou pela minha cintura, fazendo nossos corpos se aproximarem. Harry era visível mais alto que eu, o que me deixo com a sensação de acolhimento pelo seu meio abraço.
Resolvi me soltar do muro lateral e fui acompanhando os passos de Harry, era como se estivéssemos no clipe de Night Changes, mas sem direito ao tombo.
Cedo demais para comemorar.
Tentando desviar de um garotinho que se apoiava no pinguim de plástico que ajudava as pessoas tomarem equilibro, eu me soltei de Harry e me joguei do lado contrário, caindo de rosto pro chão.
Senti uma das minhas bochechas atingirem o chão de gelo, o que fez minha cabeça chacoalhar e a dor vir de forma imediata. Fechei os olhos com o impacto e meu ouvido zumbiu.
Eu era um desastre ambulante.
Depois daquele momento, vi Harry e algumas pessoas correrem desesperadamente em minha direção, o arranhão na minha bochecha esquerda e testa ardiam. Eu não conseguia olhar para Harry de tanta vergonha.
Ele me ajudou a sair da pista perguntando se eu estava bem e eu apenas assentia movimentando a cabeça lentamente. Eu ainda estava um pouco zonza e minha cabeça doía.
“Tem certeza que não quer fazer um curativo nisso, (S/N)? Pode deixar cicatrizes.” Eu havia tirado os patins numa velocidade incrível e já vestia as minhas botas, assim que Harry as havia pego.
“Não precisa.” Ali eu tinha percebido que estava segurando o choro de dor e vergonha. “Acho melhor ir embora” me levantei, “Me desculpe pela piada de mais cedo e por esse festival de desastres...” apertei minhas mãos enluvadas, olhando pro chão com ciscos de neve.
“Ei, ei, ei!” Harry se levantou pegando em minhas mãos “Não fique assim! Era sua primeira vez e eu não me importei com a sua piada, aquilo me mostrou o quanto você é transparente e divertida!” Sua mão tocou meu rosto com a maior leveza do mundo “Estou preocupado com isso,” disse se referindo aos arranhões em meu rosto “E com seus bem estar, levar tombos e não sentir firmeza faz parte, eu juro que já levei vários e bem piores, mas você machucada e com dor, me preocupa.”
Eu ainda olhava pra baixo, ouvindo sua confissão, meu olhos estavam marejados, o mundo não merecia Harry Styles.
“Eu vou ficar bem!” limpei meus olhos e bati contra o machucadinho na bochecha “Outch!” chieei fechando os olhos depois do pequeno choque de dor.
Harry me encarou e me puxou pela cintura, dando um beijinho perto do machucado da minha testa “Vamos tomar um chocolate quente... Talvez sare mais rápido!”
“No clipe de Night Changes, foi estranho em cenar a patinação com o câmera man sentado numa cadeira e uma moça na frente dele esticando a mão pra mim.” Harry comentou mexendo em seu chocolate quente.
Estávamos dentro do chalé, numa poltrona meia lua de cor escura com uma mesinha de madeira em nossa frente.
Lá dentro estava quentinho, mas eu permanecia encolhida com as duas mãos segurando a caneca com meu chocolate quente.
O chalé era um local amplo, luzes amareladas, paredes de madeira invernizadas e grandes janelas de vidro compunham o lugar.
Havia algumas pessoas rindo e também aprecisando o chocolate quente, cafés e alguns cookies. Era um local simples, mas confortável.
“Deve ter sido divertido, não? Eu gosto da parte do Zayn no restaurante.” Comentei bebendo um pouco do líquido morno, Harry abriu a boca e fingiu surpresa e descrença “Nós revivemos a minha cena de Night Changes a poucos minutos e você me fala isso?” Harry afinou a voz o que me fez quase cuspir o chocolate quente.
Por mais que minha bochecha doesse, eu tinha que rir daquilo, Harry não existia.
“Me perdoe, Harry... É que eu amo comida...” confessei segurando a mão dele que levou aos seus lábios rapidamente me dando um beijo, sua outra mão segurava seu rosto que olhava pra mim com ternura.
“Vai me dizer que seu favorito era ele também?” Ele se aproximou do meu rosto, sua respiração dividindo espaço com a minha, a luz dourada dos candelabros instalados nas paredes iluminavam nossa pele.
Ele havia me hipnotizado, mas eu precisava voltar pra realidade. Desviei meu olhar para caneca vazia em minha outra mão, afastando meu rosto e cocei a garganta.
“Gosto de todos igualmente... Hazz...” Suspirei sorrindo simpática e ele concordou se afastando minimamente.
Harry pediu a conta e fez questão de pagar minha bebida, como se fosse o curativo pelo tombo de minutos atrás.
Vestimos nossos casacos mais grossos e saímos do chalé, já estava escuro mas as luzes do local e da pista de gelo iluminavam bem ali.
Harry e eu caminhávamos de braços dados, brincando com a neve que caía lentamente, às vezes parávamos no meio da rua e abríamos nossa boca, colocando a língua para fora para sentir os flocos de neve pousando e derretendo com o tato em nossa boca.
Sem perceber, chegamos na porta da minha casa. Havia convidado Harry para entrar, mas ele disse que estava ficando tarde e que sua família e o seu segurança ficaríam preocupados.
“Eu ainda não aceitei sua resposta...” Harry disse de aproximando de mim novamente, a olhei confusa “Seu favorito é o Zayn?” Ele disse com um certo tom enciumado.
“Não Harry... Você sempre foi meu favorito...” Comentei envergonhada, se ele entrasse no meu quarto no auge dos meus quinze anos, ele saberia que eu não estava mentindo.
Suas mãos foram para laterais do meu rosto, meu corpo involuntariamente já havia tomado impulso em se afastar até ouvir Harry “Espere, não se afaste... Ainda não.” Ele pediu de olhos fechados e meu corpo cancelou a ação.
Seus lábios estavam rosados apesar do frio, em seguida, os lábios dele passaram a pressionar gentilmente, mas com firmeza contra os meus, a sensação quente de carinho corre pelo meu corpo, minhas mãos são levadas até o peito dele, puxando-o pra mim enquanto a língua dele pede permissão, acariciando a minha e dando mordidas leves, provocando. O gosto do chocolate quente ainda é evidente, o perfume de Harry me atormenta devido a nossa proximidade.
Oh, como era bom beija-lo...
Assim que minha respiração fica escassa, me afasto lentamente sorrindo como uma boba, Harry beija o cantinho da minha boca e me puxa para um abraço apertado. Me seguro nele, querendo pular em seu colo e beija-lo pelo resto da noite, mas me contento com um abraço apertado.
Logo, nosso abraço é desfeito e somos pego um pelo outro ainda sorrindo, nos afastamos poucos centímetros “Boa noite, (S/N)”, ele sussurra. "Boa noite", eu sussurrei de volta antes de entrar para minha casa, fechando a porta lentamente atrás de mim mal acreditando nessa noite.