O anjo ébrio Me trouxera o prazer Em estado sólido Tributo carnal Em dia de carnaval, Indagou-me, Porque não provas? Garanto-lhe o sabor! Tens resquícios do primeiro amor? Deixa que o colo sob meus lábios Tens dessabores? Não te preocupes Beberás diretamente do que escorre de minha língua Bebo de tua ferida Para transtorna-la em minha Para adora-la como um pecado E carrega-la com um devaneio, diz-me Maresia na aurela do anjo desgarrado Um beijo, testa franzida Dois beijos, o relaxamento Apresento-te a língua sorrisos Prostrar os olhos Préstimo aviso Empréstimo de leitos Intestino internacional Evocando algo familiar Entre formalidades e nomes O mesmo sotaque cânone E o mesmo espírito nômade O sagrado da pele Parece o Olimpo Dos mais diversos deuses De gostos agridoces...
A Revolta dos Anjos, Pierrot Ruivo









