Invasão alienígena?
Não, uma rara imagem de uma lula gigante Magnapinna de longos braços ou tentáculos de 8 metros filmado em 11 de novembro de 2007 em Perdido, uma zona de perfuração de petróleo da Shell Oil Company a 7.728 pés (2.300 metros de profundidade e a 200 milhas estatutárias (320 km) de Houston, Texas, no Golfo do México.
Raramente vistos com uma morfologia distinta, tais lulas do gênero Magnapinna, da família Magnapinnidae, são conhecidas apenas por espécimes larvais, paralarvais e juvenis. Uma vez que nenhum dos espécimes aparentemente adultos já foi capturado, permanece incerto se eles são do mesmo gênero ou apenas parentes distantes.
Os braços e tentáculos da lula são extremamente longos, e acredita-se que tenham entre 4 e 8 metros (13 a 26 pés) de comprimento. Esses apêndices são mantidos perpendiculares ao corpo, criando "cotovelos". Como essa lula se alimenta é desconhecido.
O primeiro registro dessa família provém de um espécime (Magnapinna talismani) capturado nos Açores em 1907. Em 1956, uma lula semelhante foi capturada no Atlântico Sul. O espécime foi ilustrado em The Open Sea (1956), de Alister Hardy, que o identificou como Octopodoteuthopsis. Nos anos 1980, dois espécimes imaturos foram encontrados no Atlântico, e mais três foram encontrados no Pacífico. E só em 2006 uma outra espécie foi capturada no Atlântico.
O primeiro registro visual ocorreu em setembro de 1988. A tripulação do submersível Nautile encontrou uma lula de braço longo na costa norte do Brasil (10°42,91′N 40°53,43′W), a uma profundidade de 4.735 metros (15.535 pés). Em julho de 1992, o Nautile encontrou novamente essas criaturas, na costa de Gana, a 3.010 metros (9.880 pés) de profundidade, e no largo do Senegal a 2.950 metros (9.680 pés).
Em novembro de 1998, o submersível japonês Shinkai 6500 filmou outra lula de braço longo no Oceano Índico ao sul das Maurícias, a 2.340 metros (7.680 pés).
Uma lula de braços longos foi observada ao norte do Havaí em 2001.
Um terceiro vídeo obtido do veículo subaquático operado remotamente (ROV) do navio de perfuração de petróleo Millennium Explorer em janeiro de 2000, no Mississippi Canyon, no Golfo do México (28°37′N 88°00′W), a 2.195 metros (7.201 pés), permitiu uma estimativa de tamanho. Em comparação com as partes visíveis do ROV, a lula foi estimada em 7 metros (23 pés) com os braços totalmente estendidos.
O ROV Atalante filmou outro espécime no Oceano Índico, a 2.576 metros (8.451 pés), na área da Ilha Rodrigues, em maio de 2000. Em outubro daquele ano, o submersível tripulado Alvin encontrou outra lula de braços longos a 1.940 metros (6.360 pés) em Atwater Valley, Golfo do México. Em maio de 2001, aproximadamente dez minutos de imagens nítidas de uma lula de braço longo foram obtidas no Oceano Pacífico ao norte de O’ahu, Havaí, a 3.380 metros (11.090 pés).
Pouco se sabe sobre o comportamento alimentar dessas lulas. Cientistas especulam que se alimentam arrastando seus braços e tentáculos ao longo do fundo do mar e pegando organismos comestíveis do solo. Alternativamente, eles podem simplesmente usar uma técnica de captura, esperando passivamente que a presa, como o zooplâncton, esbarre em seus braços.
Veja o vídeo de 11 de novembro de 2007 aqui:









