Eu lhe escondi segredos Entre os dentes Enquanto te confessava As verdades recortadas As minhas histórias são um fosso Lamaçal entre o espelho e a moldura Mergulhar não melhorará o fato Que sucumbira outra vez em teu instinto A minha carne é de quimera O meu endereço era a lei Dos amantes opacos Minha conclusão, era o serpentário Minha rima era a quaresma Que Abria alas na rinha Cobrando um passado pasto Que nunca existira Arranca o sal debaixo das unhas Ponha a a mesa no peito Espere os dentes roerem-lhe A frágil caixa torácica e sorria Desatino fez-se corvo Brandando azar a porta do paraíso A luta contra as tempestades Era inútil ao corpo-bélico-beleza As pontas dos meus lábios Celebravam reticências Já que o amor mal educado Em roupagem romântica, roubava-me carne Em tua pele vingança Escorre o sangue fino escaravelho Valioso aos dissabores e aos inseticidas Que tanto guerreiam por algum milagre
Lynch, Pierrot Ruivo









