Os mortos olhos de peixe As veias deterioradas curtidas em pavimentação Os pés de barro tragando inocentes dentro de sua armadilha O estomago com duas bocas e três sexos aos variantes amantes Carne robusta Exagero americano Que toda Movida Madrileña Aplaudiria com entusiasmo Os dentes guilhotinas A língua adaga para matar amores E a saliva para ressuscita-los Assim que fosse bem quisto Preso em sua caixa torácica Canto como um canário enjaulado És o aconchego de todo o pesadelo És morte e revolta de toda paz industrial Os pés virados para trás Apontando para Museus Afastando-se de Mausoléus E figurando em seu passado oriundo Tudo é um ato e uma encenação Todo o terror roubado de interpretes A sua morte de toda noite Uma dramédia espetacular a céu aberto A urgência unânime de seus trajes Vertidos em escândalos ritmos Ao sopro de cortes mal feitos em seus dedos Ainda há algo de belo em seus calcanhares Óh criatura, eu lhe compreendo Dicotômica, fora peça de laboratório Onde homens correspondem-se à deuses Inventara sua própria história...
A Mitose e Fomentação da Besta Estética Antagônica do Mercado, Pierrot Ruivo










