Metrial, o errante sombrio.
Não se sabe ao certo quem é este demônio, mas temos certeza que todo reino, vilarejo e aldeia que ele passa tudo morre. Alguns chamam de mal pressagio, outros o chamam de filho do diabo, ou o diabo em pessoa. Mas é sempre assim, por onde ele passa, um rastro de destruição, de caos e fogo se alastra.
Chamado de Metrial, uma figura misteriosa, com uma carapaça negra, uma espada talhada e um cavalo que apavora a todos com seu relincho demoníaco. Lendas antigas mencionam um ser com essas características, sua historia é um tanto quanto brutal. Metrial era um comandante de um dos maiores exércitos que já existiu, sua habilidade para emboscar e dizimar os inimigos de maneira silenciosa e limpa se espalhou pelo mundo. Conhecido como o mensageiro de Hades, ele era um ser misterioso, nunca mostrou sua face, nunca poupou uma vida que não seja feminina ou infantil.
As lendas também mencionam que ele enlouqueceu com o poder, incontrolável e sedento por sangue, não evitava guerras. Infelizmente, seu anseio pela guerra o tornou um homem cego que acabou sendo traído por seus soldados. Entregaram-no para o exercito inimigo em troca de uma trégua. Dentro das bases inimigas Metrial foi torturado, desmembrando e conseqüentemente morto.
Cada uma das lendas que se referem à Metrial muda algo, seja em sua historia ou em seu desfecho, porém, todas elas absoltas reproduzem as mesmas palavras ditas por ele antes de sua morte: “Nunca me matarão, sou mensageiro de Hades, fui condenado a ver as eras passarem diante de meus olhos. Sou imortal!”
Suas palavras foram perpétuas, Metrial surpreendentemente voltou à vida, dizimou todo o exercito sozinho, torturou cada um dos altos patenteados do grupo e, abandonado ele vaga pelas eras, em busca de uma resolução para que se livre da maldição, para que morra em paz. Enquanto ele não encontra tal solução, sua alma maldita sente a necessidade de destruir, de aniquilar, de causar o sofrimento das sobreviventes viúvas e filhos órfão.
Eis a historia de Metrial, fadado a caminhar, sem prospecto, apenas vendo como a vida é algo super estimado, porque os seus deuses nunca se importaram com ela.