Os Planaltos, as Depressões e as Planícies.
As unidades dos Planaltos
As áreas representadas por compartimentos de planaltos foram identificadas em quatro grandes categorias:
Planaltos em bacias sedimentares: são quase inteiramente circundados por depressões periféricas ou marginais, também se caracterizam por apresentar nos contatos (planaltos-depressões) os relevos escarpados caracterizados por frentes de cuestas. São os planaltos da bacia amazônica oriental e ocidental, os planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba e os planaltos e chapadas da bacia do Paraná.
Planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma: é constituída por diversos ciclos erosivos, e também por um pontilhado de serras e morros isolados associados a intrusões graníticas, derrames vulcânicos antigos e dobramentos do Pré-Cambriano, faz exceção o planalto e chapada dos Parecis cuja litologia data do Cretáceo.
Planaltos em núcleos cristalinos arqueados: Estas unidades estão representadas pelo planalto da Borborema, na parte oriental da região Nordeste, e pelo planalto Sul-rio-grandense, no sudeste do Rio Grande do Sul. Tanto um quanto outro fazem parte do cinturão orogênico da faixa atlântica e encontram-se em posições relativamente isoladas que correspondem a segmentos dos dobramentos antigos soerguidos em forma de abóbadas.
No dizer de Ab'Sáber (1972), " o nordeste oriental e o sudeste do Rio Grande do Sul são áreas dos escudos orientais sul-americanos onde é particularmente expressiva a presença de núcleos cristalinos de conformação geral dômica"
Planaltos em cinturões orogênicos: correspondem a relevos residuais sustentados por litologias diversas, quase sempre metamórficas associadas a intrusivas. Estas unidades estão em áreas de estruturas dobradas correspondentes aos cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico, nesses planaltos encontra-se inúmeras serras, quase sempre associadas a resíduos de estruturas dobradas intensamente, atacadas por processos erosivos.
As unidades das Depressões
As depressões no território brasileiro, com exceção da depressão amazônica ocidental, apresentam uma característica genética muito marcante que é o fato de terem sido geradas por processos erosivos com grande atuação nas bordas das bacias sedimentares.
A atuação das atividades erosivas evidentemente ocorreram não somente ao longo das atuais depressões mas também sobre os planaltos, mas é nas primeiras que as marcas paleoclimáticas são mais evidentes.
É fato também marcante a extensividade dessas depressões por estruturas muito diferenciadas, Isto certamente se deve às alternâncias das fases erosivas dos períodos secos com as de meteorização química e erosão linear dos períodos úmidos.
Dessa forma, as depressões se constituem em:
Depressão da Amazônica ocidental;
Depressões marginais amazônicas;
Depressão marginal norte-amazônica;
Depressão marginal sul-Amazônica;
Depressão do Araguaia;
Depressão Cuiabana;
Depressões do Alto do Paraguai e Guaporé;
Depressão do Miranda;
Depressão do Tocantins;
Depressão sertaneja e do São Francisco;
Depressão da borda leste da bacia do Paraná;
Depressão periférica central ou sul-rio-grandense;
As unidades das Planícies
Os relevos que se enquadram nas planícies correspondem geneticamente às áreas essencialmente planas geradas por deposição de sedimentos recentes de origem marinha, lacustre ou fluvial. Nesta categoria encontram-se grandes unidades, como:
Planície do rio Amazonas;
Planície do rio Araguaia;
Planície do rio Guaporé;
Planície e Pantanal do rio Paraguai;
Planície das lagoas dos Patos e Mirim














