Magia é a arte de usar a sua energia e a de outros elementos ao seu redor para que elas realizem a sua vontade, geralmente através da feitiçaria. Ela pode ser entendida como uma linguagem: um conjunto de ingredientes, ações e palavras que são organizados de maneira a comunicar ao universo o que você quer realizar. É o trabalho com essas energias para que elas se alinhem de forma que o seu objetivo se concretize (ou que seja acelerado ou potencializado).
Bruxaria é o conjunto de práticas que trabalham com a magia, herbalismo, necromancia, divinação e com projeções astrais para além dos limites do nosso mundo. A bruxaria é essencialmente subversiva. Não existe bruxa que se adequa ao status quo, às normas sociais impostas de forma cega e obediente. Bruxaria é desobediência, é usar seu poder próprio para objetivos próprios em união com a natureza, os espíritos e as entidades.
O herbalismo é o trabalho com as plantas: como cultivá-las, quais são os seus usos medicinais, venenosos e mágicos. A necromancia nada mais é do que o trabalho com os espíritos dos mortos; se comunicar com eles, pedir auxílio, conhecimento, etc. Há ainda o trabalho com os espíritos dos vivos (como as plantas e dos cristais). A divinação é a arte de utilizar os oráculos (tarô, runas, ogham, água, fogo, o voo das aves, visões, clarividência, etc.) como forma de desvelar o passado, o presente e/ou do futuro. E, por fim, a bruxaria além dos limites trabalha com meditações, viagens astrais e a alteração da consciência para projetar-se em outras dimensões.
Há ainda muitas outras áreas dentro da bruxaria (magia elementar, planetária, ritualística, do caos, feérica, dracônica, religiosa, etc.) e não é necessário saber tudo sobre todas para ser um bruxo. Ainda assim, um conhecimento básico, a habilidade de unir suas áreas de interesse, o desejo de trabalhar seu próprio poder e de se conectar com algo mais estão no centro da alma de um verdadeiro bruxo.
Ser bruxo é diferente de ser feiticeiro. O primeiro é aquele que subverte, que se rebela, que conhece e se autoconhece, que caminha pelas sombras do desconhecido e pela luz do conhecimento, que une o uso de feitiços com rituais, oráculos, viagens da alma e parceria com os espíritos. O último é o indivíduo que pratica feitiços, mais focado em práticas tradicionais, folclóricas, que as une com sua fé, sem necessariamente caminhar para longe do normativo. Enquanto o bruxo é o seu conhecido que estuda o oculto, que comunga com deuses e almas, que realiza feitiços e rituais para expandir seus poderes e os usa em comunhão com o mundo natural, seja ele em seu aspecto ordenado ou caótico, o feiticeiro é seu parente que carrega amuletos, que coloca um copo de água com sal grosso atrás das portas, a sua avó que benze as crianças da vizinhança. Um não é superior ao outro, mas sim apenas caminhos diferentes, porém igualmente poderosos e carregados de história e ancestralidade, a serem seguidos.
Somos constantemente impulsionados à ideias e conceitos de que há algo que não temos e que precisamos. Seja porque pensemos que precisamos de roupas novas, ou um carro novo, ou outros acessórios, ou felicidade, satisfação ou paz de espírito, ou mesmo realização - sempre que sentimos que há algo que precisamos que ainda não temos - estamos ignorando nossa integridade inerente e estabelecendo uma dualidade entre quem somos e quem queremos ser.
Tudo isso é engraçado! Como que partimos à busca de mais satisfações pessoais para no fim chegar no mesmo local de partida e perceber que estávamos, o tempo todo, à procura de nós mesmos (?)
— Ruan Guimar / Você já tem aquilo que procura (14/02/2020)
Neste século XXI parece que cada vez mais nós temos medo de pensar, de criar conceitos próprios, não apenas um palpite, mas sim uma visão mais aprofundada sobre as coisas tendo a humildade de não se considerar dono da verdade.
Eu sempre me enlouqueci tentando descobrir quando é o momento exato de se falar que se ama alguém. Como afinal se descobre que está amando? E como saber se não é uma mera paixão? Qual é de fato a diferença entre as duas? E será então impossível sentir tudo ao mesmo tempo? Percebi que eram dúvidas demais para se estar amando. Amar não gera dúvidas. Amar é olhar nos olhos da pessoa e saber que é ele, ou ela. Amar é querer estar sempre perto. É reconhecer o cheiro, a voz, a textura da pele e sentir o coração acelerando. Amar é por fim, querer o bem e só bem. Seja como for e com quem for. Porque amar não é apego. Amar é só calor.