Brumas noir
Foco. Foca nas palavras que correm sem sentido, que contemplam-se no abismo da contestação.
No final de um abismo, só há você e seu ser. Não há memória ou perdão, só quem no final viu-se crer.
Quando olha para baixo, vê nada mais que tua voz, tuas ideias, tu, batendo nas espumas do oceano onde não há fim nem planos.
Todo dia nos vemos morrer ao fecharmos os olhos e, ao raiar do sol ou da lua ou da cor de ti nua, renascer.
Sem sonhos, sem vida, corre, vá perdida!, atrás de alguém que não quis ser. Dance no fundo do Atlântico, afogue-se no próprio pranto espuma que transborda-lhe sem prazer.
Haverá, sem dúvida, mais luas, sóis, pessoas cruas para se perder. Não importa como atuas, só como age quando não se vê.
13-03-2015













