A viúva do chapeleiro É tão ruiva quanto sua própria loucura Canários em jaulas E canibalistas sacrificando-se em jantares Coelho manco, leva-me à pele amorosa Por azar, sofrera o decapitar de uma de suas patas Para sustentar a simpatia do pão e vinho Vício por vício, hei de rivalizar contigo Corremos de braços abertos às lâminas do liquidificador Retalho e rebarba do que suponhamos Não há arte de amantes O romance nascera com uma certidão de óbito ao lado Alice na ponta das línguas E há um carimbo da alfandega Por bênçãos cristalizadas Amei o caminho de trigo que deixas em cada toque Rosas são vermelhas e carpetes também Tua farmácia preferida em segredo lhe presta condolências Preferia a barca de Caronte do que vosso hedonismo Pois, a morte expurgará-te como pus, sem saber por onde vagar A pele de zinco confirmava-me Para beijar a pálpebra Assim, a insônia iria embora Porém, como tarifa tive que devotar-me à Felicitas... Amei salamandras salgadas Apesar de ásperas, foram amáveis Sal, centeio e um pouco de comunhão Combate, antes porto do que Cassandra Cortem-lhe a cabeça Retirem as joias Trancem seu cabelo multitarefa E a carcaça ofereça ao louva-deus...
Opostos De Polaris, Pierrot Ruivo

















