O cruzar dos nossos olhares castanhos, o roçar leve de nossas corpos no assento do ônibus, um abraço de despedida desnecessário, nossa vontade de ficar só mais um pouquinho, aquela saudade doída, palavras doces porém ditas sem querer, a eletricidade no ar quando ficamos em silêncio e ah...Nossas longas conversas sobre tudo aquilo que nunca tivemos coragem de dizer, expondo nossas almas como se nada tivéssemos a temer. Ah.... Aquela tensão aparente demais para ser negada e sutil demais para ser dita, simples impressões, como se o "nós" existisse apenas em um sonho , onde um eterno "e se" paira sob nossas cabeças. Começo a perceber que esses sintomas são de uma condição rara e intratável, quase mortal, e que logo irão evoluir para uma severa compressão no peito, um querer incontrolável, indescritível, até doloroso, que se não for suprido, irá nos matar, aos pouquinhos, de saudade...De abandono e por fim... De ausência. E isso, meu bem, eu não saberia suportar.
por isso, namora comigo?











