ele chegou hoje e, de repente, era ela ali de novo… aquele cheiro que invadia a sala de aula quando a chuva caía e a gente ficava olhando pro recreio molhado, rindo de nada. você lembra? a gente prometeu ser amigo pra sempre — e foi, até que "sempre" virou um ponto final sem explicação.
agora, o cheiro da terra molhada escorre pela janela do apartamento e traz aquele dia de volta:
seu sorriso com aparelho, minha mochila de zíper quebrado, aquele segredo que nunca contei. a gente nem se fala mais…
mas o petricor ainda sabe nosso nome. ele é a última mensagem que a gente manda, sem querer, toda vez que o céu chora.
— memória temporal.









