carta n° 22
e de braços abertos tu recebes a ti mesmo de volta. consequentemente, eu também. recebo tudo. me pergunto por que teve que ser desse jeito? não sabes. nem eu. não sei.
peço, por fim, certezas. recebo tudo ao contrário: recebo nadas. ressoo na minha mente frases de reconhecimento e percepção: “eu entendo meu passado”, eu entendo porque demos tão certo e, de repente, tão errado; “eu vivo meu presente”, vivo e respiro mesmo sem ti, acordo sem teu corpo ao meu lado e vivo, consigo; “eu planejo meu futuro”, mas a pergunta que me - te - faço… eu planejo meu futuro sem ou com tua materialidade? com ou sem você?
me escreva, ou me encontre. sabes onde moro.
28 de setembro de 2021.
















