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As pessoas nas redes sociais deviam comportar-se como poetas. Ler mais e escrever menos. E não publicar nada.
Roberto Gamito
O Amor… é diferente, é alguém que pode te magoar repetidamente e parece que a raiva nunca vem, vem uma tristeza tão profunda que chega a doer fisicamente… A experiência que tenho é que dói, imenso. E, repito, é uma dor quase física o aperto que se sente no coração, o nó na garganta, a vontade de chorar, a vontade de correr, um tremor que cresce de dentro para fora até que só apetece gritar, que só apetece fazer doer de facto, doer fisicamente para ver se essa dor vai embora… mas ela não vai. O pouco que sei de amor deixou-me marcas que ainda não sararam simplesmente porque eu não sei sara-las, e tudo o que vem depois parece tão vazio por um tempo… Até que explode de novo, explode sem cor mas com um som ensurdecedor e então não sai mais nada, não sai voz, lágrimas, até reagir é complicado. As pessoas à volta não veem, os que veem dizem que vai passar... mas não passa. A diferença entre o amor de família e o Amor (A maiúsculo só porque vem me doendo mais) é que eu sei que a minha mãe sempre estará lá, mesmo que não seja fisicamente, ela sempre me apoiará apesar de todos os gritos e diferenças, enquanto o Amor, é nunca saber se a pessoa a quem entregamos a alma vai cuidar dela ou espezinha-la, é a insegurança constante preenchida por uma felicidade quase sem motivos, é medo e borboletas no estômago, é rir e chorar e nunca saber o que dizer mas ter um universo de palavras presas dentro, prontas a sair e ainda assim encravadas.
Cristina Lemos, só porque disseste para publicar.
Some drafts mine from Naruto. Because Naruto it’s the best anime ever!
Pensa: como será neste momento a minha cara? Sabe-se - e com abalo! - que tem uma expressão de pânico. Envelhecemos ali, olhando a cal do teto. Lá para trás as páginas escritas apodrecem.
Herberto Helder in Photomaton & Vox.
sunshine