Tenho parado de me culpar por sentir muito, entretanto é mais fácil amar minha impetuosidade nos meus textos do que na vida real. Se tudo fosse tão romantizado na prática quanto é no poema eu não seria questionada repetidamente sobre minha veracidade em mudar de humor, sobre a minha necessidade de demonstrar nas pequenas coisas ou até sobre minha explosão repentina quando um sentimento é tão forte que não consigo o segurar dentro de mim. Minha intensidade tem sido uma das culpadas por me fazer sofrer por tanto tempo que esqueço qual a melhor parte dela, a de me fazer viva. Eu sinto nos mais minuciosos detalhes, minha felicidade transborda por todo meu corpo e reluz para fora em forma de riso alto, minha tristeza ejeta de mim palavras que te desenham tão bem, minha raiva me faz sair do controle e põe para fora uma força que desconhecida e aguça meu senso de justiça. Minha intensidade me faz experimentar reações diversas, se dobra e se molda para caber na minha pequena estrutura, é o que me faz gritar, querer, precisar, e sentir que eu faço parte de algo nessa vida.