HOJE CHOVE!
O vento açoita com forma as janelas.
A temperatura caiu...
O calor sumiu...
A saudade emergiu.
... Faz frio.
É neste contexto em que escrevo; as palavras literalmente fluem para fora do meu subconsciente, direto para as folhas do caderno.
... Um rascunho de papel.
Primeiro são só palavras; soltas; inofensivas; desconectadas de sua essência.
Palavras antigas; premissas belas; versos de magia; sentenças perpetuas; nome de velhos deuses... Invocações de demônios, clamor aos anjos.
Devaneio! Dor, frio, medo? Sim! Depois tudo se transforma em algo muito mais complexo.
Abro a janela para ouvir os sussurros do vento, ele invoca lembranças de tempos idos, tempos estes de amores agora perdidos...
...E durmo?
Já está tarde agora, faz frio e a chuva lá fora não tem planos de partir.
Confessos que não sei, se é sono, lembranças ou inspiração, esta miscelânea de sentimentos as duas horas da manhã, não faz nada bem ao coração.
Os versos se perdem, as lembranças ecoam, o vento sussurra e o desejo de te escrever.
Espera o próximo lamento da chuva...
Raphael L.S













