Chasing The Night — Scamelie
Era difícil rotular o que passava nos últimos tempos. Desde que haviam se beijado no meio da rua, durante o mais estranho e aleatório dos encontros, Scott e Verônica pareciam mais próximos do que nunca. Ela amava a companhia dele, amava como ele lhe tocava e como lhe beijava; amava sentir o seu cheiro, e o corpo dele contra o seu. Amava o modo como ele a chamava pelo segundo nome, e como sempre parecia disposto a estar seu lado. Mas amava, acima de tudo, que ele a amasse de volta. Nunca havia dito isso em voz alta, é claro. Mas ela sentia, bem no fundo da sua alma. Apesar do contrato que haviam firmado anteriormente ainda estar em vigor, ela já não se sentia obrigando-o a nada, pelo contrário. Ele sempre aparecia nos mesmos horários para passarem uma parcela do seu dia juntos. Não podia medir em palavras o quão feliz estava com a situação dos dois. Mal podia acreditar que, depois de tudo que passaram, ele ainda parecia disposto a tentar fazer algo acontecer com eles dois. Era tão surreal que às vezes se perguntava se realmente estava acontecendo ou se era apenas outro devaneio da sua mente estranha.
Ouvir as três batidas já tão familiares na porta do quarto provou-lhe que tudo era cem por cento real. Naquele dia em especial, não sabia o que esperar. O acordo era de ele ficar com ela por um mês, e isso havia expirado no dia anterior. Apesar da proximidade dos dois, imaginou que não iria mais ao seu encontro diariamente, que limitariam-se a ver-se apenas em horas mais remotas como os outros casais faziam – embora não tivesse plena certeza se eram realmente um casal. Mas ficou feliz de saber que ele havia se dado ao trabalho de vê-la ainda assim. Claro que podia ter acontecido um erro de cálculo da parte dele mas, se fosse esse o caso, ela mesmo esclareceria as coisas — Oi gato. — falou, aproximando-se para dar um pequeno beijo no canto da boca dele. Abriu a porta, deixando claro que ele estava mais do que convidado para entrar. Suas companheiras de quarto não estavam, como de praxe, por isso não se sentiu desconfortável. Já haviam passado por situações em que precisara apresentar ele para elas e, acredite, havia sido extremamente desagradável. Principalmente depois que uma delas tentou dar em cima dele. Piranha metida.
Mas aquilo era passado e o que importava realmente era o presente. Sentou-se na cama, pegando uma última peça de roupa, curiosa sobre os planos que ele tinha em mente — Então senhor Cox, para onde planeja me levar estar bela noite de sexta? — estava realmente interessada. Apesar de ela estar no comando, havia permitido que ele escolhesse os lugares em certos dias da semana – e, para ser sincera, os encontros deles eram bem melhores e menos tediosos que os dela. Verônica admitia que, quando se tratava de namoros, o jock era bem melhor que ela. Claro que ele era bem mais experiente, mas isso não era a razão toda. Na verdade a maioria das coisas que ela planejava parecia falhar simplesmente por que não sabia estar à frente de nenhuma situação. Apesar de dizer que era esse o papel de uma lady, pensar que era submissa em qualquer relação a deixava um tanto quanto frustrada. Mas pelo prazer da companhia de Scott, valia totalmente a pena — Espero que não seja um lugar estranho como o de ontem. Aquele beco me deu arrepios. — colocou os braços em volta do corpo, a lembrança absolutamente fresca no seu cérebro. Sorriu, colocando a tiara e estendendo a mão para ele — Vamos?











