Selo Mecânico
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Selo Mecânico
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Quando utilizar o’ring em EPDM?
Olá Pessoal! Hoje vamos falar do Elastômero Etileno Propileno, o famoso EPDM!
Muitos não conhecem esse tipo de elastômero (borracha), mas é muito utilizado em vedações secundárias nos selos mecânicos.
Vamos dar algumas dicas de como utilizar esse composto e principalmente as precauções no uso.
Basicamente o EPDM é utilizado em água, vapor, condensando, soda cáustica, ácidos diluídos entre outros fluidos a base de água. Mas a principal vantagem desse composto é em fluidos quentes (base de água) acima de 60 °C até 150 °C, onde o viton® (elastômero fluorcarbono) não tem boa eficiência.
O EPDM normalmente é comercializado na cor preta e tem características físicas diferentes do viton®, podendo ser facilmente identificado quando utilizada uma caneta de teste de elastômero ou até mesmo pelo som do impacto da borracha em uma base sólida. Nesse teste de impacto, o EPDM tem um som mais suave comparado com o viton®.
Outro ponto muito importante na utilização do EPDM é a incompatibilidade com fluidos a base de hidrocarbonetos (petróleo), quando o elastômero tem contato com esse tipo de fluido, o mesmo tem uma reação química, perdendo sua dureza, ou seja, a borracha fica mole e não tem resistência mecânica para fazer a vedação. Portanto no manuseio do EPDM, deve-se ter atenção dobrada com a contaminação, pois um simples toque da mão do operador suja de graxa, por exemplo, pode comprometer todo o trabalho.
Uma dica bem interessante é a utilização de detergente neutro, álcool ou água para lubrificar as peças e facilitar a montagem dos componentes do selo mecânico.
Espero que o artigo tenha ajudado a esclarecer suas dúvidas, mas caso tenham interesse em mais informações entre em contato pelos canais abaixo.
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Plano de Ligação API 01
API 01
Plano de ligação para selos mecânicos simples, onde a circulação e refrigeração do selo mecânico são feitos por uma furação interna da voluta para caixa de selagem da bomba, sem nenhum tipo de tubulação externa.
Neste plano de ligação a sobreposta do selo mecânico não necessita de conexão, mas caso tenha a mesma deve ser plugada (a conexão poderá ser utilizada futuramente como flush ou vent).
O plano de ligação API 01 pode ser combinado com outro plano de ligação como, por exemplo, o plano API 62 (quench e dreno).
Esse plano de ligação é utilizado principalmente em fluidos limpos e frios ou em fluidos altamente viscosos que podem engrossar, congelar ou polimerizar com a utilização de tubulação externa.
Nota: O dimensionamento da furação deve ser suficiente para a refrigeração e lubrificação do selo mecânico utilizado, visto que a circulação não está direcionada exatamente nas faces deslizantes do selo mecânico.
Observação: Não recomendado para bombas verticais.
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Passa uma “graxinha” no selo que monta!
Olá Pessoal! O assunto hoje é “lubrificantes” para montagem dos selos mecânicos!
Primeiramente vamos deixar bem claro que para a montagem de qualquer selo mecânico o mais importante é a organização e limpeza da bancada, das ferramentas, dos equipamentos a serem montados e principalmente das mãos do profissional responsável pela tarefa.
Depois o ponto mais crítico é a compatibilidade química do “lubrificante” a ser usado, com os componentes dos selos mecânicos, principalmente as vedações secundárias (o’rings, anéis de vedação, etc.). Esses lubrificantes podem agredir quimicamente as vedações, fazendo com que percam totalmente a função e consequentemente provocando vazamentos.
Outra condição tão importante quanto as citadas anteriormente é o uso de lubrificantes como “graxa” por exemplo, em peças que tem fixação por o’ring sem a utilização de pinos ou parafusos. Nessas condições as peças “patinam” nos alojamentos, prejudicando totalmente o funcionamento do conjunto e provocando um vazamento precoce.
Portanto verifiquem com os fabricantes dos selos mecânicos quais os lubrificantes mais indicados para a montagem dos selos mecânicos adquiridos e qual a maneira correta de fazer a lubrificação dos mesmos.
Mas vou deixar uma dica simples, prática e barata que pode ser usada em qualquer situação. Na dúvida utilizem água ou detergente neutro (doméstico), eles têm função lubrificante, secam rápido após montagem e não agridem nenhum tipo de material usado em selos mecânicos.
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Qual é o aperto do selo mecânico?
Olá pessoal! Falaremos agora sobre a pergunta mais feita aos que trabalham com selos mecânicos. Qual é o aperto do selo mecânico?
Muitos pedem tabelas prontas, mas nem sempre as tabelas são úteis, pois existem vários tipos de selos mecânicos no mercado e cada um tem uma particularidade na medida de aperto.
Vamos tentar simplificar o assunto, para que com o conhecimento adquirido nesse artigo ajude vocês a fazerem as montagens, de forma simples e sem preocupação com as tabelas.
Como todos sabem, existem vários tipos de selos mecânicos: mola cônica, mola paralela, mola prato (ondulada), molas múltiplas e foles metálicos. De maneira geral todas tem a mesma função, manter as faces dos selos mecânicos fechadas, enquanto não houver pressão interna no equipamento. A partir do funcionamento do equipamento quem tem a função do fechamento das faces é a pressão hidráulica interna.
Mas vamos lá! A pergunta que não quer calar! Qual é o aperto do selo mecânico?
Existem várias regras, mas a maneira mais simples é medir o conjunto de compressão (onde estão as molas) totalmente aberto e subtrair da medida do mesmo totalmente fechado e apertar um terço do valor encontrado.
Vamos dar um exemplo com números para ficar mais claro!
Medida do conjunto aberto: 100 mm;
Medida do conjunto fechado (bloqueado): 70 mm;
A diferença encontrada é 30 mm, ou seja, vamos utilizar um terço (1/3) desse valor que é exatamente 10 mm para fazer o aperto do selo mecânico.
O selo aberto tem 100 mm e na medida de montagem ficará com 90 mm.
É necessário deixar claro que os valores informados aqui são totalmente ilustrativos e é necessário realmente partir das medidas encontradas no selo mecânico.
É muito importante deixar claro que essas dimensões ilustradas nas contas são apenas do conjunto de compressão e o resto da montagem depende da posição da sobreposta no equipamento.
Para isso é preciso fazer uma pré-montagem no equipamento para definir a posição da face da sede que está na sobreposta para só então fechar as marcações de aperto do selo mecânico no eixo/luva.
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O que é melhor Tungstênio ou Silício?
Olá pessoal! Nesse artigo vamos esclarecer quais as principais diferenças entre Carbeto de Tungstênio e Carbeto de Silício, materiais usados nas faces deslizantes dos selos mecânicos, de forma básica e bem simplificada.
Essas faces também são popularmente conhecidas como face de metal duro, face de tung e face de silício. Algumas pessoas até chamam de faces de louça, mas na verdade a louça é o óxido de alumínio ou cerâmica que tem a cor branca, neste caso os dois materiais têm cores escuras (cinza/grafite).
Apesar de parecer um assunto complexo, podemos definir basicamente da seguinte forma:
Os dois materiais podem ser aplicados praticamente no mesmo lugar e principalmente em fluidos ácidos e abrasivos. Suas durezas são similares (para faces de selos mecânicos), mas cada um dos materiais tem uma vantagem sobre o outro e em algumas aplicações.
O Carbeto de Tungstênio tem vantagem na resistência mecânica (impactos) e baixa resistência a choque térmico;
O Carbeto de Silício tem vantagem na resistência química (fluidos agressivos) e nenhuma resistência a choque térmico;
Um ponto muito importante para ressaltar também é a questão de valores. A algum tempo atrás o carbeto de tungstênio era mais barato que o carbeto de silício, mas hoje em dia, devido aos avanços das tecnologias de materiais a situação se inverteu, sendo o carbeto de silício mais barato que o carbeto de tungstênio.
Portanto ao analisarem as aplicações de seus selos mecânicos, além do fator resistência mecânica para evitar quebras na montagem, por exemplo, analisem também o fator custo. Pois muitos optam pelo mais resistente mecanicamente, mas essa questão pode encarecer bastante suas peças de reposição, de forma desnecessária, pois o mais barato também terá bom desempenho.
Esperamos que o artigo ajude a melhorar o desempenho de algumas aplicações e caso precisem de mais informações estaremos à disposição.
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Qual temperatura suporta o viton?
Olá pessoal! Essa é a pergunta que mais escutamos nos treinamentos: Qual temperatura suporta o viton®.
Agora vamos esclarecer algumas dúvidas básicas sobre esse assunto que ainda deixa muita gente confusa na hora da aplicação correta do selo mecânico, não apenas com viton®, mas com os elastômeros de forma geral.
Primeiramente vamos deixar claro que o viton® (nome conhecido no mercado) é uma marca registrada pela DuPont para o elastômero fluorcarbono.
Outro ponto muito importante é que os elastômeros podem ter vários fabricantes, cores, “cheiros”. Isso mesmo cor e cheiro! Muitas pessoas ainda acham que para ser viton® é preciso ter cor marrom e cheirar canela! Mas isso hoje não se aplica mais, podendo ser todos da cor preta e sem cheiro.
É importante ressaltar que qualquer elastômero (borracha) tem duas principais características: resistência química e resistência térmica, ou seja, não importa se preocupar apenas com uma das resistências, pois caso a outra esteja errada, seu selo mecânico não irá funcionar corretamente.
Muitas aplicações não funcionam, pois os responsáveis se preocupam apenas com a resistências térmica do elastômero e não com a resistência química, vejam um exemplo:
Viton® para água quente 100ºC!
Se verificarem em uma tabela de resistência térmica do viton®, vão encontrar um valor aproximado de 200ºC e muitos acreditam estar fazendo a aplicação correta. Mas o grande problema nessa situação é a resistência química. O viton® não resiste fluídos a “base de água” com mais de 80ºC, pois o mesmo resseca, fica rígido e quebradiço, ou seja, não é recomendado.
Esse é apenas um exemplo, mas podemos citar vários. Vamos deixar uma dica simples e importante que pode ajudar em uma boa parte das aplicações.
- Fluidos a base de óleo: viton®
- Fluidos a base de água: EPDM
Pessoal, esses são apenas exemplos básicos, caso precisem de aplicações mais precisas, procurem mais informações em manuais ou profissionais capacitados.
Esperamos que o artigo ajude a melhorar o desempenho de algumas aplicações e caso precisem de mais informações estaremos a disposição.
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O selo “rodou” uma semana e vazou!!!
O selo “rodou” uma semana e vazou!!!
Esse é um caso onde o cliente reclamou que a bomba “rodou” uma semana e vazou.
Após desmontar o selo mecânico, foram encontradas as seguintes divergências:
- Face da Sede Estacionária com marcas de aquecimento;
- O’ring do Anel Rotativo derretido;
- Anel Deslizante do Anel Rotativo trincado.
Neste caso, ficou evidente que faltou produto durante a operação da bomba, superaquecendo as faces deslizantes (vedações primárias) que consequentemente derreteu o o’ring (vedação secundária), provocando o vazamento.
Em muitos casos, os problemas relacionados a vazamentos nos selos mecânicos estão diretamente ligados a montagem e a operação dos equipamentos.
Por isso é sempre muito importante, verificar alinhamentos, vibrações e o dimensionamento adequados de eficiência de trabalho para evitar cavitação por exemplo.
Sempre é bom relembrar “selo mecânico não funciona a seco**” não importa que seja por um tempo extremamente curto.
** Existem projetos especiais de selos a seco, mas não para bombas centrífugas, pois exitem limites de rotação, pressão e temperatura.
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