Sinopse: Uma manhã de treino com seu amigo Styles, parecia normal, até não ser mais...
NotaAutora: Tive esse ideia nesse feriado então resolvi escrever... aproveitem
Aviso: +18! Conteúdo explícito.
Você ainda bocejava quando encontrou Harry no tapete de treino, na academia participar dele, vestindo aquela camiseta branca larga e shorts de compressão pretos que faziam qualquer um perder o foco, ele te cumprimentou com aquele abraço apertado que fazia todas as manhãs desde que começaram a treinar juntos antes de uma longa turnê começar.
— Atrasada — ele cantarolou, esticando os braços acima da cabeça, a barra da camiseta subindo o suficiente para expor uma faixa de abdômen definido e a linha de pelos descendo da barriga. — Vamos, vamos, o aquecimento não vai se fazer sozinho.
— Não estou atrasada. — Você revirou os olhos, mas se ajoelhou no tapete ao lado dele. — Você que chegou cedo.
Estava vestindo seu conjunto de exercícios novo, um shortinho rosa claro e top combinando, aparentemente Harry também havia gostado, porque o olhar dele já estava viajando pelo seu corpo desde que você chegou.
— Eu disse às 6:00, são 6:15, você que precisa de mais disciplina. — Ele já estava atrás de você antes que pudesse reclamar, mãos grandes e quentes apoiadas em seus ombros. — Vamos começar com os alongamentos, suas pernas primeiro.
Você obedeceu, deitando-se de costas enquanto ele se posicionava entre suas pernas abertas, pegando seus tornozelos com facilidade, mas você não estava desconfortável, porque o toque de Harry era respeitoso, pelo menos no começo.
— Dobre os joelhos em direção ao peito — instruiu, e você fez, sentindo o ar saindo dos seus pulmões num suspiro controlado.
Mas então ele segurou seus joelhos.
— Harry...
— Ainda não terminou.
As mãos dele escorregaram para baixo, segurando suas canelas, dobrando você ainda mais, a posição te deixava completamente aberta para ele, foi aí que você sentiu, algo quente e firme contra o tecido do seu short e ele certamente não tentava esconder onde estava se estragando.
— Harry ?
Você só podia estar imaginando coisas, era só por conta dessa posição estranha, vocês eram só amigos, treinavam juntos há meses.
Isso não estava acontecendo.
— O que foi?
— Você está encostando em mim — você sussurrou, tentando manter a voz firme, mas suas pernas tremeram nas mãos dele.— Sabe seu...
— Eu sei. — Ele não parecia nenhum pouco incomodado.
— Isso já não é mais um alongamento, né? — Você podia ouvir sua própria respiração, os batimentos cardíacos acelerados.
— Não mesmo. — Ele deu aquele maldito sorriso que te acompanhava nos seus sonhos há mais tempo do que você estava disposta a admitir.
Ele empurrou os quadris para frente e a pressão entre suas pernas aumentou, sem querer um pequeno gemido, talvez de surpresa ou prazer escapou da sua garganta antes que pudesse impedir, que fez os olhos dele brilharem.
— Harry, acho melhor nós paramos...
— Mas você não quer que eu pare, quer?
Você não sabia o que responder então Harry decidiu por vocês dois, suas mãos soltaram suas canelas foram para seu short, especificamente no meio, onde a linha de costura esticou e não resistiu, quando ele rasgou bem na linha central, fazendo um buraco perfeito para ele.
— Harry! — Você ofegou, sentindo o ar da manhã arrepiando sua pele, nua.
— Porra... Você vinha treinar todo esse tempo sem calcinha? — Você não conseguiu responder, seu rosto ficando em chamas. — Eu compro outro short para você. — Sorriu enquanto ele se inclinava sobre você. — Eu compro um de cada cor. — Ele puxou o próprio short de compressão para baixo o suficiente para libertar o pau, já duro, a cabeça rosada e inchada apontando diretamente para você. — Mas só dessa vez... Me deixa te foder, só dessa vez e depois eu volto a ser só seu amigo.
Você já tinha imaginado isso antes , claro que tinha, mas ouvir aquilo, estar ali com ele, era completamente diferente.
Você abriu a boca para dizer algo, talvez dizer que aquilo era completamente errado, talvez um "sim, por favor" que você se recusaria a admitir depois, mas a única coisa que saiu de seus lábios foi o nome dele num gemido quando a cabeça do pau dele encontrou sua entrada, ele não entrou de imediato, em vez disso, deslizou para cima e para baixo, espalhando a própria umidade e a sua pelo caminho, enviando choques de prazer pela sua espinha.
— Olha só — a voz dele estava mais rouca agora. — Você já está bem molhadinha para quem tentou dizer pra eu parar.
Então ele te penetrou lentamente, cada centímetro entrando fez você arquear as costas no tapete, seus dedos se cravaram nos antebraços dele, nas tatuagens que você conhecia tão bem.
— Puta merda...—Você sibilou, não acreditando que aquilo realmente estava acontecendo.
Quando ele finalmente se enterrou completamente, a base do pau dele pressionada contra sua entrada já estava um pouco dolorida de ser tão esticada, então ele começou a se mover dentro de você , alternando entre brutal deliciosa e docemente lenta. A cada estocada, a cabeça do pau dele pressionava um ponto dentro de você que fazia suas pernas tremerem.
— Isso...— Aquela voz rouca, estava te desfazendo. — É assim que eu gosto... Você aberta pra mim... E gemendo desse jeitinho... — As estocadas ficaram mais rápidas, sua mão desceu entre vocês dois, os dedos encontrando seu clitóris pressionando contra seu ponto sensível em círculos que combinavam com o movimento dos quadris. — Você sabe o que eu pensei nisso a noite inteira? Depois do treino de ontem quando te vi com esses seus shorts, eu só pensava em rasgar e te foder assim.
Suas mãos soltaram os antebraços dele e subiram, os dedos se enrolando nos cachos molhados de suor na nuca dele, rosto dele estava vermelho, os olhos verdes dele estavam brilhando, vidrados, tão dilatados que quase não dava para ver a cor.
Você não conseguiu se segurar puxando seu rosto para perto o beijando, ele gemeu dentro da sua boca, surpreso, como se ele não esperasse que você tomasse a iniciativa, mas ele correspondeu rapidamente, a língua quente brincando com a sua, ele beijou você de volta com a mesma intensidade que estava te fodendo, isso foi o suficiente para que ondas de prazer se espalhassem para cada extremidade do seu corpo, sua boceta se contraindo em espasmos incontroláveis ao redor dele.
— Porra...Você vai me matar, me apertando assim... — Ele grunhiu, os dedos se cravando na sua carne, você sabia que o controle dele estava finalmente se desfazendo completamente.
Harry enterrou o rosto no seu ombro e gozou com um gemido abafado, os quadris empurrando para cima uma última vez, jorrando dentro de você em espasmos que pareciam não ter fim, nunca um homem pareceu gozar tão sexy como ele, os sons que ele fez ficariam gravado na sua memória para sempre.
Por um longo minuto, ninguém se moveu, o peso dele parecia maior contra você, a respiração ofegante dos dois se misturando e pele colada de suor e outras coisas, o coração dele batendo forte contra o seu peito ou era o seu coração?
Era impossível dizer.
— Ei.... — Ele foi o primeiro a falar.
— Hm?
— Eu... — Ele hesitou um pouco saindo de dentro de você.— Eu não vou pedir desculpas.
— Eu também não iria querer que fizesse isso.
— Bem, acho melhor voltarmos ao treino, então.
— Idiota! — Bateu no peito dele fazendo sair de cima se você. — Como vou treinar assim?
— Ah! É! — Ele coçou a nuca. — Então... chuveiro?
— Seu pervertido — Falou se levantando com a ajuda dele. — Nós mal acabamos.
O canto da boca dele subiu devagar e você pode ver o pau dele já meio duro de novo.
— Não ouvi você dizer não — ele murmurou, se aproximando segurando sua cintura. — Chuveiro? — Ele repetiu com os olhos fixos no seu.
Ele mesmo havia dito que era só dessa vez e já estava chamando para mais uma?
Mentiroso.
Mas vocês dois sabiam que não ia ser só dessa vez.
Vocês sabiam que o termo "amigo" tinha ido embora no momento que ele rasgou seu short, então não hesitou em dizer:
Sinopse: Um final de semana! Uma ilha isolada, meu sugar daddy preferido.
Aviso: Este será uma Short Fic dedicado a Sugar Daddy Styles. +18, incluindo cenas explícitas de sexo em todos os capítulos, álcool e drogas ilícitas, os Hots dessa história estão bem detalhados(muito mesmo) então se esse tipo de conteúdo não for do seu agrado, recomendo que não leia./ Contém cenas de sexo explícito com food play (uso não convencional de alimentos durante o sexo)
NotaAutora: 'cadelinha' é o apelido oficial dela, então se não gostar é só ignorar. Escrevi uma cena de sexo totalmente diferente do que já fiz por aqui, espero que gostem.
Capítulo 1| Capítulo 2 | Capítulo 3
Capítulo 4
O vestido de seda azul deslizava sobre minha pele ainda quente do banho e o plug anal que Harry insistira para eu manter estava fazendo uma pressão a cada movimento enquanto descia as escadas para encontrá-lo para jantar.
Harry já me esperava sentado à mesa com uma taça de vinho nas mãos, seu peito definido à mostra sob a camisa floral aberta, seu shorts bege curto e seus olhos verdes queimando-me enquanto eu me aproximava.
— Você está linda. — Puxou-me para perto, a mão dele deslizou por baixo do meu vestido, os dedos encontrando a marca do plug através do tecido fino da minha calcinha. — Boa garota, continua aí.
— Aproveitou o banho, cadelinha?
— Sim. — Sorri, sentando-me ao seu lado.
— Daddy, o que é isso? — Inclinei a cabeça na direção do balcão da cozinha, onde fileiras de frascos se alinhavam: chantilly, calda de chocolate, tequila, morangos frescos...
— Isso, minha princesa, é o cardápio da sobremesa. — Disse enquanto pousava sua mão grande em minha coxa. — Mas primeiro, você vai jantar, quero você bem alimentada para a noite que preparei.
Ele levantou, começando a servir o jantar que nem vi ser preparado para nós.
— Onde estão os funcionários?
— Mandei eles nos deixarem a sós, voltam só amanhã.
— Ah! E por quê? — Fiz-me de desentendida só para ouvir da boca dele o que iria fazer comigo.
— Por quê? — Repetiu, rindo. — Porque não quero ninguém além de mim ouvindo seus gemidos gostosinhos, a noite toda, baby.
Durante o jantar, Harry não parava de me tocar, sua mão grande acariciando minha nuca, minhas costas, minhas coxas expostas pelo vestido curto. Era delicioso ter esse tempo com ele, sem pressa, sem cobranças, me fazendo até esquecer o que realmente éramos um para o outro.
— Você está especialmente linda hoje, sabia? — Styles murmurou, o hálito quente e doce de vinho contra minha orelha.
— Acho que deve ser o vestido que comprou para mim. — Eu ri, fingindo desdém.
— Não. — Sua mão apertou minha coxa com firmeza. — É você, você é sempre extremamente gostosa, eu não sei como eu pude viver tanto tempo sem te conhecer.
— Você está bêbado, acho que tomou muito vinho durante o jantar. — Ri, deixando um beijo em seu pescoço, tentando afastar os pensamentos conflituosos que me enchiam.
Eu não podia me apaixonar por Harry Styles.
— Não o suficiente. — Ele se levantou, puxando minha cadeira para trás. — Hora da sobremesa, princesa.
Meu coração acelerou quando ele me levou até a ilha da cozinha, onde garrafas de bebidas alcoólicas, caldas, frutas e chantilly nos esperavam.
— Escolhe um. — Ele ordenou.
— Por que?
— Só escolhe. — Suas mãos foram por baixo do meu vestido, apertando minha bunda.
— Chantilly?
— Ótima escolha.
Seus dedos saíram debaixo do meu vestido, encontrando o zíper e puxando devagar, deixando o tecido cair no chão. Eu não usava nada além da calcinha e ao ver meus seios expostos, ele não deixou de aproveitar para prová-los, sua língua quente sugando meu mamilo com intensidade.
— Agora suba. — Ordenou, com as mãos já descendo minha calcinha.
— O que?
— Eu mandei subir no balcão. — Sorriu ao jogar minha última peça de roupa em algum canto da casa.
— Mas nós não íamos comer a sobremesa?
— Você é a sobremesa, cadelinha. — Ele me ajudou a subir na ilha, o mármore era frio contra minha pele quente. — Agora abre.
Seus olhos verdes devoravam-me enquanto abria as pernas, expondo minha boceta pronta para ele brincar.
Ele usou os dedos para me abrir ainda mais, depois cobriu meu clitóris com chantilly, antes de se inclinar e lamber o creme em minha boceta, sugando meu clitóris.
Meus dedos se enrolaram no cabelo dele quando senti sua mão brincando com o plug, enquanto continuava a me chupar, era uma sensação estranha e prazerosa ser estimulada assim.
— Daddy...
— Tá gostoso, né? Pela carinha que você está fazendo, deve estar e porra quando você faz essa cara deixa meu pau ainda mais duro com vontade de meter dentro de você. — Aquele sorriso safado sempre acabava comigo. — Agora escolha o próximo, querida, ainda quero mais.
— Morangos...
— Vamos te decorar direito, cadelinha.
Harry usou o frasco de chantilly mais uma vez, espalhando-o por minha boca, meus seios, minha barriga e minha boceta. Logo depois, segurou um morango vermelho e suculento entre os dedos, passando-o lentamente pelos seios cobertos de chantilly, roçando nos meus mamilos.
Não consegui conter um gemido quando ele mordeu a fruta e o meu mamilo ao mesmo tempo, o suco escorrendo pelo meu seio, formando um fio rosado sobre o chantilly branco, que Harry seguiu o rastro com a língua, limpando cada gota.
— Delicioso. — Murmurou, colocando o que restou do morango na boca.
Ainda insatisfeito, Harry pegou outro morango um pouco maior e começou a descer, passando-o pela trilha de chantilly da minha barriga até o umbigo e quando a ponta do morango encontrou meu clitóris, eu soltei um suspiro trêmulo.
— Porra... — Choraminguei, me contorcendo.
Que sensação era aquela?
Harry usou a fruta para massagear meu clitóris, pressionando e circulando, esfregando o morango para cima e para baixo na minha boceta, me masturbando com ele, era uma fricção diferente de qualquer coisa que eu já tinha sentido.
— Olha como você está deixando o morango molhadinho... Igual a você. — Mordeu os lábios apreciando a vista.
Eu me agarrei às bordas frias do mármore quando ele começou a inserir o morango dentro de mim. Ele não a enfiou todo, deixou metade para fora, então segurando o cabinho, começou a mover a fruta para dentro e para fora.
— Daddy... — Meus olhos arregalaram, era uma sensação tão diferente de seu pau e seus dedos ou qualquer outra coisa que já senti dentro de mim.
— Quer que eu tire? - Ele fez questão de girar o morango.
— Não...
Harry sorriu, continuando a movê-lo dentro de mim, cada movimento fazia o suco do morango se misturar com meus próprios fluidos, um som baixo e molhado ecoava no silêncio da cozinha, juntamente com meus gemidos.
A estranheza inicial começou a se dissipar, dando lugar ao prazer, meus quadris começaram a se mover por vontade própria contra a fruta, buscando mais.
Eu estava perdendo a cabeça com a porra de um morango.
Sua mão livre desceu até o plug anal, pressionando-o suavemente enquanto o morango continuava seu movimento dentro da minha boceta. A dupla estimulação era quase insuportável de tão boa que meu corpo todo começou a tremer, uma onda de calor subindo do meu abdômen.
— Tá perto, né? — Harry sussurrou, os olhos fixos no ponto onde o morango desaparecia dentro de mim.
Ele curvou-se e prendeu meu clitóris entre os lábios, sugando forte enquanto continuava a foder-me com o morango e a brincar com o plug.
Não aguentei mais do que àquilo, longos gemidos começaram a sair da minha boca, altos e descontrolados, quando aquele formigamento prazeroso começou a se espalhar por meu corpo, minha visão escureceu e aquele prazer foi tão intenso que parecia me despedaçar por dentro. Harry não parou de lamber e chupar até o último tremor, até eu estar completamente fraca e derretida sobre o balcão.
Styles deu um sorriso perverso, tirando o morango ensopado e brilhante e levou o morango à boca, chupando, depois comendo todo em uma mordida.
— Ah... Porra... Seu gosto… Misturado com o do morango, é muito melhor do que qualquer doce, princesa.— Harry limpou os lábios com o dorso da mão, um sorriso de pura satisfação estampado no rosto enquanto me observava ainda tremendo.— Vem cá. — Segurou minha mão, guiando-me para fora da bancada.
Seus lábios encontraram o meu com pressa, senti o sabor do morango em sua língua, me deixando estranhamente mais excitada.
— Daddy... Preciso de você...
Harry me levou até a sala, me deixou parada em pé, observando-o tirar seu shorts e a cueca, seu lindo pau saltou para fora me fazendo desejar ainda mais ter ele dentro de mim, quando Harry me puxou para mais perto eu achei que ia me colocar para cavalgar em seu colo até gozarmos de novo, mas ao invés disso, de repente, o mundo ficou de cabeça para baixo, literalmente, ele me virou, me posicionou sobre ele, seu braço forte envolveu minha cintura e o outro segurou minha coxa, antes que eu entendesse eu estava suspensa de ponta-cabeça, com as pernas abertas e minha boceta centímetros de seu rosto e minha boca alinhada com seu pau duro, escorrendo pré-gozo.
— Caralho! — Meu coração disparou, mas as mãos dele estavam firmes, segurando meu quadril como se eu não pesasse nada.
— Nunca fez 69 assim, princesa?
— N-não! — Engoli seco, minhas mãos se agarrando em suas coxas por falta de algo melhor para segurar.
— Bom. — Ele deu um tapa na minha bunda, a pele ardendo sob o impacto. — Sempre tem a primeira vez para tudo, não é?
Sinopse: onde ela tenta superar sua paixonite pelo melhor amigo de seu irmão.
O dia anterior tinha sido longo e frustrante, então quando fui convidada para mais um passeio de casais recusei, fiquei na chalé lendo um pouco em frente a lareira ou tentando porque só pensava na minha própria incapacidade de parar de pensar no Harry.
Odiava aquilo.
Onde estava toda a minha determinação de provar que ele não me afetava mais?
Uma parte idiota de mim tinha gostado de saber que ele estava solteiro, mas não importava, Harry poderia estar solteiro ou qualquer outra coisa, mas ele nunca iria me querer daquela forma.
No dia seguinte também recusei outro passeio de casais, só a noite quando Finn avisou que iriam sair para jantar, decidi ir também. Sentei-me o mais longe possível de Harry, para minha surpresa consegui me divertir e conversar sobre outros assuntos que não envolvessem aqueles olhos verdes.
Tudo correu exatamente como eu havia planejado, pelo menos até voltarmos, assim que chegamos, o clima mudou completamente, alguns casais foram direto para seus quartos, outros nem voltaram do restaurante. Tentei retomar minha leitura em frente à lareira, mas não consegui, havia um casal se agarrando bem ali, sem o menor constrangimento.
Como eu não estava nem um pouco a fim de ser plateia de ninguém, a única opção de diversão que me restava era relaxar na jacuzzi. A água quente foi um alívio imediato para meus músculos tensos, me recostei na beirada admirando a vista noturna das montanhas através do vidro, mas minha paz durou pouco.
— Droga! — A palavra escapou dos meus lábios quando a porta de correr se abriu e Harry apareceu.
— Acho que tivemos a mesma ideia.—Ele parou, surpreso.
— É... parece que sim.
— Se quiser, eu vou embora, você pode ficar sozinha. — Ele ficou parado na porta, indeciso.
— Não, tudo bem, afinal, eu não sou dona da jacuzzi — disse, tentando soar casual, mas estava tudo menos isso. — E no fim das contas, era eu quem nem devia estar nessa viagem. — Emiti uma risada fraca.
— Já não disse pra parar com isso — Harry foi entrando na área e deixando a porta fechar. — Mas se estiver tudo bem vou entrar.
— Tá.
Ele puxou a camiseta sobre a cabeça e meu coração errou a batida, eu já o tinha visto sem camisa inúmeras vezes, mas nunca tão perto, nunca assim com a luz da lua iluminando os contornos do seu abdômen. Ele baixou o shorts, revelando uma bermuda de banho e entrou na água, mantendo uma distância prudente, já que estava esparramada, me sentei rapidamente, também mantendo distância.
— Então... você também não quis ser empatada foda? — perguntei, tentando quebrar a tensão.
— É, Cris e Jenny estavam praticamente se comendo no sofá. — Ele riu, um pouco forçado, eu percebi seu olhar fixo em algum ponto na parede, evitando o meu.
— O que foi? — perguntei, inclinando a cabeça.
— O quê?
— Você tá estranho.
— Estranho como? — ele se ajeitou na água, tentando disfarçar um desconforto.
— Não sei... Tá evitando me olhar, o que foi? Quer que eu vá embora?
— Não! — a resposta foi rápida demais,ele respirou fundo. — É só que... — Ele fez um gesto vago em minha direção.
— O quê?
— Meio que eles... — Ele apontou vagamente para a região do meu peito, seu rosto ficando visivelmente corado.
Eu olhei para baixo, a água quente havia afundado o tecido do meu biquíni e os contornos dos meus seios estavam visíveis, dava para ver claramente meus mamilos.
— Nunca viu peitos na vida?
Ele pareceu ainda mais envergonhado, o que era uma visão completamente nova, Harry desconcertado, por minha causa?
— Não os seus.
Não os seus...
Porra, Styles!
— Bem, não sei se percebeu, mas eu sou adulta agora, Harry, eu tenho seios.
— É, eu percebi — ele admitiu, a voz mais grave, seus olhos fixamente nos meus. —É impossível não perceber.
— Impossível?— repeti, querendo ouvir de novo.— Como assim, impossível? O que é impossível não perceber?
— Não faça isso.—Ele fitou a água entre nós, evitando meu olhar, mas sua mandíbula estava tensa.
— Fazer o quê? Eu não estou fazendo nada! — Eu estava começando a ficar frustada.
— Deixa isso pra lá.
—Deixar o quê pra lá, Harry?
— Porra...—Ele bufou baixinho, passando a mão molhada pelo rosto.
— Qual o problema?
— É que não são só os seios, S/n. — O olhar dele percorreu meu corpo, demorando na minha boca, e eu senti meu coração acelerar. — É tudo em você, o jeito que seu corpo mudou, é impossível não perceber que você não é mais uma garotinha, que agora você é uma mulher, uma mulher linda pra caralho… — Ele desviou o olhar no instante seguinte.
Eu travei por uns segundos tentando assimilar o que eu tinha ouvido.
Isso não podia estar acontecendo.
Eu tentei tanto tirar ele da cabeça, tentei não olhar, não sentir, mas agora ele simplesmente me diz isso...
Meu coração acelerou e aquele frio na barriga idiota surgiu, meu corpo estava reagindo e eu não queria isso.
— Harry...
— Desculpa, eu não devia ter dito isso, é totalmente inapropriado.
— Por que ? — perguntei, segurando a respiração.
— Eu vou sair agora, antes que eu diga ou faça outra coisa que não devo. — Ele começou a se levantar. — Fica e aproveita.
Ele saiu da água, pegou a camiseta e vestiu ainda molhado, nem olhou para trás, simplesmente desapareceu.
E eu fiquei ali, sozinha.
"Uma mulher linda pra caralho."
As palavras dele não saíam da minha cabeça.
Droga! Harry.
Ele finalmente me viu e tudo que mudou foi que agora parecia determinado a me evitar, mas eu não devia me importar, afinal já tinha superado ele, mesmo assim, não consegui ficar mais de cinco minutos, enrolei a toalha no corpo e corri pelo deck molhado até o chalé, fechei a porta do quarto, respirei fundo e fui direto para o banho.
Mal havia me jogado na cama de pijama e para tentar focar na leitura, quando ouvi uma batida na porta.
—Quem é?
— Sou eu, o Harry.
Eu levantei e abri a porta, ele estava no corredor escuro, tremendo, os braços em volta do corpo, a camiseta molhada colava nele de um jeito que não dava para ignorar.
— Harry? O que aconteceu?
—O Finn trancou a porta do quarto, pelos sons está lá com a Charlotte.— Ele evitou meu olhar. — E o sofá da sala... bem, Cris e Jenny parecem ter fundido os corpos num só, fiquei na varanda dos fundos tentando esperar mas não funcionou e começou a chuviscar, não queria vir te incomodar, eu juro.
Ele tinha ficado se torturando lá fora, só para não vir aqui?
— Tá bom, entre.
— Não, você tem um cobertor para me emprestar? Eu fico no corredor mesmo, aqui fora.
— Eu não vou te deixar morrer de frio no corredor, Harry, entra logo.
Ele hesitou, olhou pro corredor depois para meu quarto, dava para ver a relutância dele, com um suspiro de derrota finalmente ele deu um passo para dentro e fechou a porta, mas ele não desgrudou dela, ficando escorado ali de braços cruzados.
— Você precisa tirar essa roupa molhada.— Sugeri ao entregar um cobertor.
— Tá bom assim, sério, só vou ficar aqui em pé uns cinco minutos, até passar o frio.
—Você não vai conseguir isso com roupas encharcadas, você pode tomar um banho se quiser.
— Não é uma boa ideia.
— Harry, para de ser teimoso, você vai ficar doente.
— Não importa.
— Importa para mim, você está tremendo.— Apontei para suas mãos. — Vai tomar um banho, tem toalha no banheiro.
—Vou ser rápido.
— Tudo bem.
— Obrigado.— Falou e então ele entrou e fechou a porta.
A água do chuveiro começou, um silêncio preencheu o quarto, eu me mantive absolutamente imóvel na cama, os joelhos puxados contra o peito, até o momento em que a porta do banheiro se abriu. Uma nuvem de vapor quente invadiu o quarto primeiro, depois Harry, apareceu apenas uma toalha branca, amarrada de qualquer jeito na cintura, gotas de água escorrendo pelas linhas definidas de seu abdômen, com a outra toalha, ele esfregava os cabelos bagunçados e por um instante acho que esqueci como se respirava.
— Ah... é, eu não pensei muito bem nessa parte. — Falou, a voz um pouco rouca pelo banho. — Estou sem roupas.
Eu sabia que devia desviar o olhar, ser educada, mas não deu, meus olhos traíram minha razão, percorrendo a linha de seus ombros, o peito definido, o V que a toalha insinuava.
— É... — foi tudo que consegui articular. — Você... você pode pegar um cobertor e se cobrir. — Minha voz saiu trêmula. — E senta na cama, o carpete tá frio.
Por que eu tinha que ter falado pra ele tomar banho?
Harry pareceu hesitar, seus olhos verdes escaneando meu rosto, mas depois com um aceno de cabeça lento, ele se moveu.Ele se virou para pegar um cobertor na poltrona, as costas dele musculosas, largas, com aquela toalha amarrada na cintura que parecia prestes a se soltar a qualquer movimento em falso, fez meu estômago dar um nó. Ele pegou o cobertor mais grosso depois sentou- se na beirada oposta da cama, o mais longe de mim que o colchão permitia.
— Desculpa... isso tá... estranho, né?
— Um pouco. — eu admiti. — Mas já passei por situações piores na faculdade, não é o fim do mundo.
— Tem muito homem pelado na sua cama, então? — Ele virou a cabeça só o suficiente para me encarar de lado.
— Por quê? — eu retruquei.
— Por nada. — Ele encolheu os ombros e virou o rosto de novo para a parede.
Ficamos em silêncio de novo, ele não saía do lugar, rigidamente sentado na beirada da cama, eu também não me mexia, observando o perfil dele.
— Eles vão demorar muito, você acha? — eu perguntei, só para quebrar o silêncio insuportável.
— Quem?
— O casal no sofá.
— Ah. — Ele fez uma pausa. — Não sei, espero que não, você não precisa ficar aí parada, pode continuar o que estava fazendo, eu fico quieto.
— O que eu fazia era tentar ler e não conseguir parar de pensar em... — Eu cortei a frase no meio, meus olhos arregalando.
Merda.
Por que eu disse aquilo?
—Em quê?
— Nada, esquece. — Eu senti um calor subir do meu peito até o rosto, balancei a cabeça, desviando o olhar.
— Em quê, S/n? — ele repetiu, a voz mais suave agora, mas não menos insistente.
— Na jacuzzi...— Eu não conseguia mentir, não quando ele estava me encarando daquele jeito. — No que você disse sobre mim.
— Esquece isso...
— Por que?
— Porque eu sei, S/n, tá bom? Eu sei.
— O que você sabe? — eu perguntei, mas meu coração já começava a bater mais rápido.
— Eu sei que você tem sentimentos por mim, você nunca foi exatamente... Sutil.
— O quê?! Do que você está falando?
—Por favor, não finge.
—Você não sabe de nada!— Retruquei, mesmo sabendo que era mentira.
— Não? — Ele levantou uma sobrancelha. — Finn me mandou buscar um carregador no seu quarto uma vez, o seu diário estava aberto na penteadeira, com meu nome e um monte de coraçõezinhos desenhados, o que mais eu deveria pensar?
Porra. Porra. Porra.
— Você... você leu meu diário? — Foi a única coisa que consegui dizer, com meus rosto queimando.
— Não. — A resposta dele foi rápida. —Mas não dava pra não ver, estava aberto lá.
Eu desviei o olhar, envergonhada.
Ele sabia.
Ele sempre soube.
— Faz tanto tempo, era só uma paixonite idiota. — Eu forcei as palavras para fora. — Eu era uma adolescente, isso não significa nada agora, então você não precisa ser todo cuidadoso comigo.
— Cuidadoso? — Ele soltou um riso baixo e sem humor. — Quem disse que estou sendo cuidadoso?
— Está sim. — Insisti. — Você fica agindo como se fosse um problema até ficar perto de mim.
— Talvez porque seja. — Ele virou o rosto, seus olhos finalmente encontraram os meus.
— E por que, Harry? Por que é um problema?
Eu realmente iria fazer aquilo?
Ir contra tudo o que eu vim fazer aqui...
Mas já era tarde, quando percebi já estava me movendo, me arrastei de joelhos pelo colchão até parar a poucos centímetros dele, ainda sobre a cama.
— S/n...
— É por que eu sou bonita?
Eu só queria tirar algo dele, talvez provar a mim mesma que não era só eu que estava me torturando ali.
— Eu te achar bonita não quer dizer nada.
— Se não quer dizer nada, então por que disse? — Eu deslizei para fora da cama e fiquei de pé diante dele.
— Eu e só falei aquilo porque não estava pensando direito.
Eu nunca tinha visto Harry assim, tão dividido, como se lutasse com ele mesmo e talvez por isso eu quisesse ver até onde ele iria.
— E agora você ainda não continua pensando direito? — Pela primeira vez, eu estava olhando para ele de cima.
— Não fica tão perto assim. — Senti suas mãos em minha cintura me afastando dele. — Estou pelado.
— Por que? Vai ficar duro?
— Olhei para o rosto dele ficando vermelho. — Você já está?!— Com a coragem repentina que tive, afastei suas pernas com as minhas ficando entre elas.
— Você sabe a resposta. — Ele segurou mais uma vez minha cintura dessa vez com mais força.— Então para, eu sou homem, porra, não faz isso, não fica me provocando.
— Então me faz parar.
O olhar dele escureceu, por um segundo, eu achei que ele realmente ia se levantar e assumir o controle, mas soltou minha cintura.
— Você não tem ideia do que está querendo.
— Tenho, sim. — Retruquei, sem recuar um milímetro, minhas mãos encontraram o peito dele. — Eu sei exatamente o que eu quero, Harry e já faz muito tempo... Você.
— Chega de me provocar. — Num movimento rápido, ele inverteu suas posições, me jogando na cama, ele me prendeu contra o colchão, seu corpo nu pressionando o meu através do fino tecido do meu pijama, a toalha havia desaparecido. — Acha engraçado brincar comigo assim?
— Não… não é brincadeira.— Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza que ele podia sentir.
— Você não tem noção, S/n — ele murmurou, sua boca a centímetros da minha. — Não tem noção do que está pedindo, do que eu quero fazer com você agora.
— Então me mostra.
Ele soltou um "porra" baixo, então sua boca encontrou a minha. Seus lábios eram macios e eu me entreguei instantaneamente, minha boca se abriu sob a dele, um gemido baixo escapando quando sua língua encontrou a minha.
Seus dedos se enterraram no meu cabelo, puxando minha cabeça para trás para um acesso mais profundo, enquanto seu outro braço me prendia contra ele.
Com minhas mãos presas, todos os meus sentidos se concentraram naquele ponto de contato, no calor do seu corpo contra o meu, o cheio do meu shampoo em seu cabelo molhado. Meus quadris se moveram por vontade própria, uma busca instintiva por mais atrito, mais contato.
Quando ele se afastou para respirar, ambos estávamos ofegantes, Harry desceu enterrando o rosto na curva do meu pescoço, beijando, mordiscando, suas mãos impacientes encontraram a barra da minha camiseta, com um movimento ele a puxou para cima, eu não estava usando sutiã e acabei ficando exposta sob ele.
O ar frio do quarto me atingiu me causando arrepios, mas quando os olhos de Harry desceram para meus seios descobertos eu perdi o ar por um momento.
Seu olhar era intenso, então seu polegar esfregou suavemente um dos mamilos, que já estava duro e ereto sob seu toque.
— Eu fiquei pensando neles desde a jacuzzi. — Comentou sorrindo antes de se abaixar e antes que eu pudesse processar, sua boca quente e úmida fechou-se em volta do meu seio direito.
Eu gemi alto, meus dedos se enterrando em seus cabelos molhados, a sensação era quente, úmida, intensa de uma maneira que nunca poderia ter imaginado.
Ninguém jamais tinha feito isso comigo, ninguém jamais tinha sequer tocado em mim assim.
Sua língua circulou o mamilo, lamberdo e sugando, enquanto sua mão livre massageava meu outro seio, seu polegar esfregando o mamilo até ele ficar tão duro quanto o que estava em sua boca.
— Harry... Espera... — Eu suspirei, mal conseguindo formar palavras.
— O quê? — Ele se afastou, seu rosto voltando para ficar a centímetros do meu.— Fui rápido demais?
— Não, é que... ninguém... ninguém nunca tocou neles antes. — Ele piscou, confuso por um momento. — Eu nunca fiz isso, eu sou... eu sou virgem, Harry.
As palavras penduraram-se no ar entre nós, ele parou completamente, seu corpo ficando tenso acima do meu, por um momento terrível, achei que ele iria se afastar.
— Ah, você quer parar? — Ele perguntou, a voz arrastada. — Nós... nós devíamos parar, desculpa.... Isso está errado, eu não devia...
— Eu não quero parar. — Minhas mãos, tremendo um pouco, se estenderam para ele, pousando em seu peito.— Harry, eu quero isso, eu só queria que soubesse...
— Tem certeza? — Ele capturou meus pulsos. — S/n, isso não é uma brincadeira, não é só uma uma coisa qualquer numa viagem, é sério, pra mim seria... sério.
— Eu sei. — respondi, sem hesitar. — É sério pra mim também e eu sempre quis... sempre quis que fosse você.
Essas palavras, finalmente livres depois de anos presas na garganta, pairaram no quarto silencioso.
— Você tem certeza?
Em vez de falar, eu fechei a distância entre nós e capturei seus lábios com os meus.
Era a resposta que ele precisava.
Obrigada por ler até aqui, se gostou considere deixar seu comentário e um fav, ele é muito importante pra mim ❤️
Sinopse: Um final de semana! Uma ilha isolada, meu sugar daddy preferido.
NotaAutora: Este será uma Short Fic dedicado a Sugar Daddy Styles. +18, incluindo cenas explícitas de sexo em todos os capítulos, álcool e drogas ilícitas, os Hots dessa história estão bem detalhados(muito mesmo) então se esse tipo de conteúdo não for do seu agrado, recomendo que não leia.
Capítulo 2
Passei a semana correndo entre provas e encontros que só serviram para me lembrar quem realmente me fazia gozar.
Na manhã de sexta-feira, quando abri a porta do meu apartamento, havia um buquê de rosas vermelhas esperando por mim, envoltas em papel preto fosco, amarradas com fita de cetim e um bilhete preso com um alfinete dourado.
“Hoje, 17h. Escritório. Vista algo que eu goste.”
— H.
Me troquei como se fosse um encontro, vestido justo vermelho sem nada por baixo, batom vermelho e com o último par de saltos que ele comprou para mim.
Às 16h59 eu já estava no elevador espelhado, o coração batendo rápido, ansiosa pelo que vinha.
A porta do escritório estava entreaberta, empurrei e entrei sem bater, Harry estava ao telefone, sentado na cadeira de couro, uma perna cruzada, camisa branca, mangas dobradas, seu paletó pendurado.
Bonito pra caralho.
Ele levantou os olhos devagar, me olhou dos pés à cabeça e sorriu, mas continuou falando no telefone, como se eu não estivesse ali. Fechei a porta, tranquei antes de andar até ele e sentar em seu colo. Ele continuava no telefone, mas a mão dele foi direto pra minha cintura, apertei o nó da gravata com os dedos e fui puxando até ele olhar de novo pra mim, beijei o canto da boca dele, depois o queixo, desci para o pescoço.
Ele murmurou algo no telefone, depois finalizou a ligação com um "ligo depois".
— Sentiu minha falta? — Sussurrei, roçando os quadris contra ele.
— Sim, você sumiu.
— Estava ocupada. — Mordisquei a orelha dele.
Ele riu, baixo e rouco, enquanto seus dedos se enroscavam nos meus cabelos, puxando até nossas bocas se chocarem em um beijo que começou lento, quase doce, até a língua dele deslizar entre meus lábios, exigindo mais. Meus quadris arquearam sutilmente, pressionando contra o corpo dele, senti o calor e a rigidez crescente através do tecido.
— Oh... Você está duro só com isso? — Disse, rindo.
— Você fica fora por uma semana e ainda pergunta?
— Ah, então você contou os dias? Que fofo... — Sorri antes de morder o lábio dele.
— Fofo nada.
Sua mão subiu pelas minhas costas, os dedos encontraram o zíper do vestido, senti o fecho cedendo até as alcinhas escorregarem dos meus ombros. O tecido vermelho desabou na minha cintura enquanto sua boca cobria meu seio exposto só pra ele. Seus dentes roçaram meu mamilo enquanto a outra mão me mantinha no lugar pela nuca, firme.
— Daddy... — Choraminguei.
— Já tenho o que você quer, princesa. — Os lábios dele se afastaram do meu peito com um estalo úmido.
— O quê? — Puxei o ar, tentando me concentrar.
— Aquilo que você pediu, naquele dia.
— Você tá falando sério? O que é?
— É uma surpresa. — Ele sorriu, o tipo de sorriso que fazia meu estômago embrulhar.
— Fala logo, Daddy...
— Você sabe o preço.
Eu sabia.
Desci lentamente, me ajoelhando entre suas pernas, meus joelhos encontraram o carpete enquanto minhas mãos subiam por suas coxas duras. Sorri, sentindo o volume na calça dele contra meu queixo.
Minhas mãos subiram pelas coxas dele até encontrar o cinto, meus dedos trabalharam na fivela soltando-a, puxei zíper para baixo, Harry soltou um suspiro rouco quando minha respiração quente atingiu o tecido fino da cueca, deixei uns beijos molhados pelo tecido antes de libertar deu pênis. Ele estava duro, quente, pulsando contra meus olhos.
Porra que visão maravilhosa.
Enrolei a língua na ponta, saboreando lentamente o gosto dele, senti seus dedos se apertarem no meu cabelo.
— Devagar— Ordenou, sua voz já estava mais rouca.
Deixei a boca escorregar por ele, molhada, sugando com a pressão perfeita enquanto minhas mãos subiam pelo torso dele, arranhando levemente por baixo da camisa. Ele gemia baixo, eu sabia que Harry estava lutando para manter o controle.
— Porra… — Ele rosnou quando parei de repente, deixando-o escorregar para fora dos meus lábios.
— O que foi, Daddy? Tá gostando?
Ele puxou meu cabelo com mais força, forçando meu rosto para perto dele.
— Você sabe muito bem que sim, agora engole.
Sorri e abri a boca devagar, deixando ele me ver cuspir na palma da mão antes de envolver seu pau e voltar a chupar mais fundo, mais rápido. A cabeça dele bateu no encosto da cadeira, os dedos se perdendo no meu cabelo enquanto eu afundava, engolindo ele até a garganta.
— Caralho… assim… — Gemeu, os quadris se levantando levemente, procurando mais.
Senti seus dedos se apertarem no meu cabelo, puxando meu rosto para longe dele.
— O que foi?
— Calada. — Harry envolveu o próprio pau com a mão, começou a se masturbar com movimentos rápidos bem na minha frente. — Abre.
Obedeci, estendendo a língua, o primeiro jato acertou minha língua, o gosto explodindo na minha boca, depois atingiu minha bochecha, quente e grosso, o último escorreu pelo meu queixo enquanto eu mantinha os olhos fixos nele.
Fiquei ali, melada, ofegante, olhando para cima com um sorriso.
— Boa garota…
Depois que ele me limpou, minha cabeça ainda repousava no colo dele, os lábios inchados, a respiração instável.
— Arrume as malas, amanhã à noite a gente viaja.
— Viajar? — Levantei o rosto, ainda sem entender. — Tipo… uma viagem? Com você?
—Um final de semana só nosso.
— Você está brincando?
— Não. — Levantei num pulo, eufórica, sentei de novo no colo dele. — Gostou?
— Sim. — Ri, ainda ofegante, passando a língua pela minha boca inchada. — Mas... Eu não vou poder ir, tenho alguns encontros marcados.
Ele segurou meu queixo, me forçando a olhar direto para ele.
— Cancele, eu cubro todos e compro tudo o que você quiser levar. — Ele beijou meu ombro, depois roçou a boca no meu ouvido. — Mas, sinceramente?
Sinopse: Um final de semana! Uma ilha isolada, meu sugar daddy preferido.
NotaAutora: Este será uma Short Fic dedicado a Sugar Daddy Styles. +18, incluindo cenas explícitas de sexo em todos os capítulos, álcool e drogas ilícitas, os Hots dessa história estão bem detalhados(muito mesmo) então se esse tipo de conteúdo não for do seu agrado, recomendo que não leia.
Capítulo 1 | Capítulo 2
Capítulo 3
O nosso barco reduziu a velocidade e encostou na doca particular. A água era tão transparente que dava para ver os peixes pequenos nadando entre as pedras. Quando levantei os olhos, uma mansão de vidro se destacava no alto da colina.
— Bem-vinda ao nosso refúgio particular. — Harry pegou minha mão e me guiou pela passarela.
Dois funcionários seguiram na frente levando nossas malas. Eu caminhava devagar, absorvendo cada detalhe, a praia isolada só nossa, as palmeiras altas em volta, a piscina infinita que se misturava com o azul do mar e mais ao fundo, uma lancha ancorada à espera.
Assim que entramos, fiquei sem palavras. O espaço era amplo, todo em vidro, através das janelas podia ver toda a vegetação em volta. A sala enorme tinha um sofá branco virado para uma televisão que parecia mais um telão. Ao lado, a mesa de jantar de mármore brilhava sob a luz natural e a cozinha era tão impecável que parecia ter saído de um catálogo de revista de arquitetura. Em cima da bancada, uma cesta de boas-vindas cheia de frutas, vinhos e chocolates já esperava por nós.
Subi as escadas sem pensar muito, tomada pela curiosidade. O corredor do andar de cima tinha várias portas. Abri uma, tinha um quarto de hóspedes enorme, o outro era ainda maior com uma varanda lateral. No fim do corredor, encontrei o que só podia ser o nosso.
A cama king size dominava o centro do quarto, coberta por lençóis brancos perfeitamente esticados. As janelas iam do chão ao teto, revelando uma varanda ampla com deck de madeira. À direita, uma suíte sofisticada com banheira espaçosa com detalhes em dourado, toalhas felpudas e prateleiras cheias de produtos de banho à disposição.
— Então? — A voz de Harry surgiu atrás de mim, logo senti o corpo dele encostar no meu. — Impressionada? Bom, o suficiente para você?
— Você não tem ideia, isso é surreal.— Me virei, apoiando as mãos em seu peito. — Ninguém nunca fez nada assim por mim.
— É porque ninguém nunca soube o que você merece. — Mordeu de leve minha orelha antes de se afastar. — Vai, coloca um dos biquínis que comprei só para você.— Sorriu de canto, os olhos fixos no meu. — Vamos aproveitar nossa praia.
Tomei um banho rápido e minutos depois, desci usando um biquíni branco de tiras finas. Caminhei até a praia particular, estendi a canga na espreguiçadeira, logo tirei a parte de cima, deixando meus seios livres para o sol. Harry estava atrás do balcão com uma camisa branca aberta, óculos escuros e mexendo um coqueteleiro prateado.
— Margarita? — Se aproximou entregando uma taça para mim.
— Só se tiver muita tequila. — Peguei e dei um gole demorado com meus olhos nos dele.
— Você está tentando me matar logo no primeiro dia, é isso?
— Eu só estou pegando um bronze… — Sorri, fingindo inocência.
Ele se sentou na beirada da espreguiçadeira, a mão pousando casualmente na minha coxa.
— Você não tem noção de como estou agora. — Seus dedos deslizaram lentos, subindo o suficiente para fazer minha respiração tropeçar.
— Duro? — Olhei, encontrando exatamente o que eu queria.
— Muito duro, princesa.
Ele se levantou, me deitando na espreguiçadeira, o corpo quente cobrindo o meu, senti seus lábios descerem pelo meu pescoço, mordiscando levemente, suas mãos apertaram meus seios, os polegares circulando meus mamilos até eles ficarem duros sob o toque dele.
Era tão bom... E mal tínhamos começado.
— Harry... — Choramingei quando sua boca substituiu os dedos, sugando um dos bicos enquanto a outra mão descia, deslizando por minha barriga até encontrar a umidade do meu biquíni.
— Já está preparada para mim em... — Murmurou contra minha pele, os dedos pressionando o tecido fino contra meu clitóris, fazendo meu quadril estremecer.
Antes que eu pudesse responder, ele agarrou as tiras do meu biquíni e as puxou para os lados, expondo meu corpo completamente ao sol e a ele. Seus olhos escureceram, a respiração ficando mais pesada enquanto admirava o que era só dele.
— Porra... — Rosnou baixo, antes de se ajoelhar na areia, entre minhas pernas.
E então sem pressa ele começou a encher de beijos molhados minha coxa, me fazendo estremecer toda vez que chegava muito perto de exatamente onde eu queira.
— Daddy... Não me faça esperar, quero sentir você.
— Não seja apressada, querida, temos muito tempo. — Sorriu antes de sua língua passar em meu clitóris num movimento lento, deliberado, como se estivesse saboreando minha impaciência.
Meus dedos se enterraram no cabelo dele, segurando-o no lugar enquanto me esfreguei um pouco em sua boca, fazendo-o finalmente deslizar dois dedos dentro de mim, curvando-os naquele ponto perfeito enquanto a boca dele continuava a trabalhar meu clitóris.
Ele não tinha pressa, cada lambida, cada sucção era calculada para me levar mais perto do limite, mas nunca o suficiente para me deixar gozar. Na terceira vez que me torturou, parou de repente, arrancando um gemido frustrado de meus lábios, se levantou com aquele sorriso safado que eu conhecia bem.
— Tenho um presente, para você, cadelinha... — Sussurrou, passando a mão na minha buceta antes de levar os dedos à boca e chupar seu próprio dedo.
— Não pode dar depois? — Joguei a cabeça para trás, frustrada. — Volta aqui.
Ele não deu ouvidos, indo até o bar e pegando algo na bolsa que trouxe.
— Olha como é lindo. — Harry mostrou um plug anal brilhante, que refletia o sol como um diamante.
— Isso... Isso vai dentro de mim? — Questionei com a voz trêmula.
— Primeiro, eu vou preparar você direitinho... — Ele riu baixo e me virou de bruços na espreguiçadeira. — Fica de quatro para mim amor, quero bem empinada.
Eu obedeci, dois de seus dedos da mão direita deslizaram em minha buceta buscando um pouco de umidade antes de deslizar no buraco de trás, não consegui conter um gemido, enquanto ele massageava devagar, insistindo até entrar.
— Assim... Tá vendo como você aguenta?— Disse, curtindo meus choramingos.
Ele se abaixou, lambendo a buceta por trás, sugando os lábios inchados, enquanto seus dedos afundavam e recuavam, preparando o caminho para o plug. Quando eu já me sentia mais relaxada e excitada, senti algo gelado e molhado começando a entrar.
— Respira, cadelinha... — Ordenou, enquanto o plug invadia até travar na base. — Caralho... Olha como você fica perfeita assim…
— Daddy...
— O que foi, está doendo?
— Um... Pouco...
— Calma, gozar vai ajudar...
Suas mãos fortes seguraram meus quadris, afastando-me ainda mais, expondo-me completamente e enterrou o rosto na minha buceta de uma vez, chupando como se nunca tivesse provado algo tão bom na vida. Cada vez que eu me retraía, aquele objeto estranho me preenchia mais, a boca dele compensava a dor com um prazer tão intenso que era quase uma tortura.
— Está se acostumando, não é? — Falou enquanto tomava um pouco de ar. — Já está imaginando como vai ser quando for meu pau, no lugar disso?
— Sim...
Eu não consegui aguentar, a sensação dupla era intensa, a pressão constante e profunda do plug e o atrito preciso e implacável de sua língua no meu clítoris. era demais, aquela sensação gostosa começou a tomar conta de mim fazendo minhas pernas tremerem.
Eu desabei sobre a espreguiçadeira, completamente consumida, tremendo com os resquícios do orgasmo que parecia não ter fim. Harry não parou imediatamente, ele foi diminuindo o ritmo gradualmente, prolongando cada sensação até eu suplicar e ele se afastar.
— Assim que eu quero você a viagem inteira, amor, tremendo pra mim. — Harry riu, satisfeito, dando um tapa leve em minha buceta. — Quero que você fique com isso até o jantar, consegue?
— Acho... Acho que sim.
— Ótimo, descanse um pouco, ainda mal começamos nosso fim de semana.
Sinopse: Uma cantora em ascensão embarca na maior oportunidade de sua vida: abrir os shows da nova turnê de Harry Styles. Três meses intensos, entre palcos e bastidores, prometem ser inesquecíveis, mas também carregam surpresas que podem mudar tudo.
NotaAutora: Aproveitem o terceiro capítulo dessa Mini série e não se esqueçam de comentar💗
Aviso: +18, conteúdo explícito. (Eu geralmente escrevo bem explícito mesmo então se não gosta, pfvr não leia)
Recomendo você ler a Parte 1, 2 e 3
"Meu quarto em trinta minutos, se quiser gozar, é bom não se atrasar."
Você sorriu, deixando o telefone de lado sem responder, sabia que ele iria ansioso e impaciente esperar no quarto, imaginando se você apareceria, deixá-lo esperando, sabendo que cada segundo de espera só aumentava a fome dele por você, faltando apenas um minuto, bateu na porta devagar, três batidas suaves para irritá-lo.
— Vinte e nove minutos. — A voz dele surgiu rouca quando a porta se abriu. — Quase em, princesa.
— Quase.— Você passou por ele ouvindo a porta se fechar.
— Você flertou com outro cara na minha frente. — Praguejou enquanto avançava em você num movimento rápido suas costas colidiram com a parede, antes que pudesse reagir, seus pulsos estavam presos acima da cabeça, os dedos dele apertando com firmeza suficiente para deixar marcas.
— E daí?
— Acha que isso é brincadeira?
— Parece que sim.— Provocou, sentindo o coração acelerar.
— Vou te mostrar o que acontece quando me provoca. — Uma das mãos dele envolveu seu pescoço. — Ajoelha. — Você hesitou e ele apertou mais. — Não me faça repetir.
Seus joelhos bateram no carpete, você olhou para cima, encontrando os olhos dele, enquanto ele desabotoava a calça, seu pau já estava completamente ereto, a cabeça inchada e vermelha.
— Porra... — Você sorriu, passando a língua nos lábios.
— Mãos nas costas.— Ele puxou seu cabelo, inclinando sua cabeça para trás. — Agora abre a boca.
Você inclinou-se para frente, envolvendo os lábios em volta dele, Harry soltou um grunhido baixo quando sua língua pressionou contra a veia pulsante na parte inferior, você começou a mover-se, devagar, sentindo-o endurecer ainda mais na sua boca.
— Isso. — Seus dedos, entrelaçados no seu cabelo, ditavam o ritmo. — Porra, sua boca é tão boa.
Você sentiu os quadris dele se contorcerem, empurrando mais fundo, engasgou quando seu pau bateu na parte de trás da sua garganta, lágrimas escorreram de seus olhos, mas ele não parou, continuando a foder sua garganta, não demorou muito para sentir ele ficando mais tenso, os músculos da coxa dele contraindo, os dedos apertando seu couro cabeludo com mais força.
Ele estava perto.
— Levanta. — Ordenou.
— Por que? — Olhou para cima, ofegante, os lábios inchados, o queixo molhado.
— Quero você de quatro, agora.
Ele te colocou de pé, puxou seu vestido para baixo pelo decote, expondo seus seios, a curva do seu estômago, a umidade já visível entre suas coxas, Harry agarrou seu braço, jogando você na cama, o colchão afundou sob seu peso, mal teve tempo de apoiar os cotovelos quando suas mãos grandes envolveram seus quadris, puxando-a para trás até que você estivesse de quatro, a bunda empinada para ele, completamente exposta.
— Minha vista favorita. — Harry lambeu os lábios, antes de dar um tapa na sua bunda esquerda. — Me pede. — Harry roçou o pau na sua entrada já encharcada, a cabeça dele escorregando no seu clitóris de propósito.
— Por favor... — Estremeceu, mas ele segurou seus quadris, impedindo você de esfregar contra ele.
— Por favor, o quê, linda?
— Me fode, Harry.
Ele não fez você esperar, te penetrou enfiando até o fim, sua cabeça jogando para trás quando ele preencheu você completamente.
— Caralho...— Ele arfou, os dedos cravando na sua cintura. — Você me aperta tão gostoso que parece que foi feita pra mim.
Cada estocada era uma tortura, ele saía quase por completo deixando você vazia e ofegante, só para entrar de novo, atingindo aquele ponto delicioso.
— Você fica tão linda me levando assim. — Sussurrou, os dedos subindo para brincar com seus mamilos. — Diz meu nome.
— Harry... — Gemeu, as unhas cravando no lençol.
— De novo.
— Harry!
Ele sorriu satisfeito, antes de voltar a se mover mais rápido, você estava atordoada, olhos fechados, respiração ofegante, pernas tremendo, sons abafados que escapavam de sua garganta.
— Ninguém te faz sentir assim, não é, amor?
— Não... — Choramingou.
E você estava perto, tão perto, o calor se espalhando da barriga até as pernas, sabia que não ia aguentar muito mais, ele percebeu é claro que percebeu, sua mão direta saiu de seu quadril, desceu para seu clitóris sensível, dois círculos precisos foram suficientes para fazer você ceder.
— Vem, princesa, goza no meu pau. — Sussurrou em seu ouvido.
Você obedeceu, um longo gemido escapando dos seus lábios enquanto aquela sensação quente e deliciosa ia tomando conta de todo seu corpo.
Um gemido manhoso escapou dos seus lábios quando ele saiu de dentro de você, mas não deu tempo pra reclamar, suas mãos firmes a viraram, suas costas afundou no colchão, ele voltou a meter com a mesma intensidade selvagem de antes, os quadris batendo contra os seus em um ritmo que deixava você sem fôlego.
— Harry, olha pra mim. — Implorou segurando seu rosto.
Os olhos verdes encontram os seus, algo estremeceu nele, seu ritmo vacilou quando ele viu as lágrimas de prazer brilhando nos seus olhos, seus lábios tremendo entre gemidos, seu peito subindo e descendo rápido demais, algo mudou em sua expressão. Suas estocadas desaceleraram, uma mão foi para seu rosto para acariciando, o polegar limpando uma lágrima que escapou.
— Merda... — Murmurou, penetrando você de uma maneira que não combinava com minutos atrás.
O polegar que acariciou sua bochecha desceu pela lateral do seu rosto, parando em seu pescoço, onde ele pressionou de leve, os lábios dele encontraram os seus, devagar sua língua deslizou contra a sua que a fez derreter.
Seus beijos não tinham pressa, os lábios dele tremiam levemente contra os seus entre uma penetração profunda e outra, seus corpos estavam tão colados que você sentia o coração acelerado dele contra o seu peito.
Ele nunca a beijou assim.
— Foda-se. — Resmungou,
antes de desabar sobre você, os antebraços em volta do seu rosto. — Quero ficar assim... — Confessou. — Todas as noites... todas... porra... —Ele enterrou o rosto no seu pescoço.
O que foi isso?
Harry Styles não estava mais fodendo você.
— Harry...
— Mais um. — Implorou, colando ainda mais seus corpos, um jeito que fazia seu clitóris roçar nele a cada penetração. — Quero sentir você gozar em volta do meu pau outra vez.
Seu orgasmo crescia sem nenhum estímulo além dele, da forma como ele preenchia você, da maneira como os lábios dele não desgrudavam dos seus, da forma que seus quadris roçaram em você tão deliciosamente bem.
Você tentou conter o gemido, mas ele escapou mesmo assim, abafado contra a boca dele, enquanto seu corpo, mais uma vez, se rendia ao prazer que ele fazia questão de lhe dar.
Os movimentos dele ficaram mais irregulares, mais profundos, você sabia que ele estava à beira, os músculos das costas dele tensos sob suas mãos e entãoele estremeceu enquanto gozava profundamente dentro de você, te enchendo até a borda.
— Ah... caralho. — Choramingou enquanto seu pau pulsava mais uma vez.
Você esperou que ele se afastasse, mas mesmo depois de gozar seus lábios voltaram a beija-la, seu pescoço, seus ombros, sua boca, com uma ternura estranha, ele ainda estava duro contra sua coxa.
— Preciso respirar. — Comentou, fazendo o afastar-se o suficiente para deixá-la encher os pulmões, mas imediatamente cobriu seu pescoço com beijos molhados. — Harry.
Ele ignorou o tom de advertência, ocupado demais, quando você tentou se mexer, seus músculos protestaram, moles de prazer e cansaço, ele apertou os braços ao seu redor, impedindo qualquer fuga.
— Para de se debater. — Resmungou, a voz rouca e sonolenta. — Só... fica.
— Você tá agindo estranho.
Ele ignorou seu comentário e capturou seus lábios de novo, devagar, como se estivesse tentando apagar qualquer pensamento que não fosse ele.
Você devia sair daquela cama, você devia parar de deixá-lo beijar assim.
Era só sexo.
Sempre tinha sido só sexo.
Mas isso... isso não era só sexo.
— Eu quero levantar...
— Só mais cinco minutos. — Rosnou em seu ouvido.
Cinco minutos se transformaram em dez, em quinze, em ele adormecendo com o rosto em seus cabelos, uma perna pesada jogada sobre as suas como se temesse que fugisse, com um suspiro derrotado, você parou de lutar e deixou seu corpo descansar com o dele, quando o sono finalmente veio, foi com o gosto dele ainda em seus lábios e o peso reconfortante de seu corpo mantendo-a presa exatamente onde ele queria.
Muito obrigado por ler até aqui se você gostou considere deixar seu comentário e um voto isso é muito importante pra mim 💗
NotaAutora: Não podia deixar isso passar em branco, então aproveitem um imagine de aniversário para nosso amado Harry Styles.
A luz dourada do sol italiano se infiltrava pelas frestas das cortinas da casa de Harry iluminando o quarto com um brilho suave, ele dormia profundamente, o cabelo bagunçado espalhado pelo travesseiro, parecia tão sereno que S/n hesitou por um momento antes de acordá-lo, mas hoje não era um dia comum, era seu aniversário e ela tinha tudo planejado, com cuidado, se inclinou sobre ele, aproximando os lábios de seu ouvido.
— Bom dia, meu aniversariante favorito. — Sussurrou com a voz doce o suficiente para arrancar um sorriso dele, mesmo em meio ao sono. — Harry, já são nove horas, hora de começar o melhor dia do ano. — Pressionou um beijo no canto da boca dele.
— Hm... Ainda tenho cinco minutos? — Resmungou com um sorriso preguiçoso, ainda sem abrir os olhos.
— Nada disso, hoje você segue as minhas instruções.
Ele abriu os olhos devagar, piscando para ajustar à luz e a visão dela ao seu lado fez um sorriso mais largo surgir.
— Que instruções são essas?
S/n pegou um pequeno envelope que havia deixado na mesa de cabeceira e entregou a ele. Harry sentou-se na cama, os lençóis deslizando até sua cintura, e abriu o envelope com curiosidade.
"Instrução número um: café da manhã na cama, fique aqui e aproveite sem pressa."
— Então, basicamente, eu seguirei as suas instruções o dia todo?
— Basicamente — Respondeu enquanto colocava a bandeja no colo dele.
A bandeja estava impecável: croissants fresquinhos, frutas cuidadosamente cortadas, uma xícara de chá fumegante e uma pequena flor do jardim. Harry observou tudo por um momento e depois puxou S/n para sentar ao seu lado.
— E onde está o meu beijo de bom dia? Isso não deveria ser parte da sua instrução? — Perguntou, com aquele tom brincalhão que ela adorava, prontamente ela se inclinou, beijando-o — Assim está melhor — Admitiu entre os lábios dela. — Agora posso começar meu dia.
Enquanto Harry tomava seu café, S/n olhava para ele com carinho, notando o jeito que ele mordia o croissant, como ele sorria entre um gole de chá e outro, aquele brilho nos olhos que a fazia se apaixonar mais, se ainda fosse possível. Quando ele terminou, ela pegou outro envelope e o entregou com um sorriso travesso.
"Instrução número dois: troque de roupa, coloque à venda nos olhos e confie em mim."
— Venda? Você está cheia de surpresas hoje. — Harry riu baixinho, balançando a cabeça.
— É só o começo, meu amor.
Assim que Harry já estava vestido, ela colocou à venda nele, guiando-o cuidadosamente para fora do quarto. A casa parecia um pequeno labirinto enquanto ela o conduzia até o carro, suas mãos firmes nas dele.
— Estamos indo para onde? — Ele tentava adivinhar o que era pelas curvas do caminho. — Me dá uma dica, por favor?
— Não vou dizer nada, mas eu garanto que vai gostar. — Quando chegaram, S/n estacionou e foi até ao lado dele, abrindo a porta com cuidado, tirando a venda. — Pode abrir os olhos.
Sem a venda, os olhos de Harry fixaram a imagem à frente, o vinhedo diante deles parecia saído de um filme, fileiras de videiras perfeitamente alinhadas, o casarão ao fundo e o céu azul acima, sem uma única nuvem.
— Vem — S/n segurou a mão dele o puxando em direção ao casarão.
Harry ainda estava absorvendo a beleza do lugar enquanto caminhava ao lado de S/n, ao se aproximarem, uma mulher elegante os recebeu com um sorriso caloroso.
— Bem-vindos ao nosso vinhedo! Senhorita S/n e senhor Styles, é um prazer tê-los aqui — expressou ela com um sotaque italiano encantador, cumprimentando ambos educadamente. — Vocês têm uma visita especial planejada, por favor, me sigam.
O interior do casarão era tão impressionante quanto o lado de fora, as paredes de pedra, lustres rústicos e barris de carvalho alinhados em fileiras perfeitas, o perfume adocicado das uvas fermentadas preenchiam o espaço. Harry parecia intrigado enquanto explorava, absorvendo os detalhes com o olhar curioso.
— Eu sempre quis ver de perto como um vinho é realmente feito. — Harry estava fascinado pelo lugar.
— Então hoje é seu dia de sorte.— Respondeu à mulher, sorrindo. — Vamos começar nossa visita pela adega.
Eles desceram por uma escada de pedra até um porão climatizado, onde prateleiras de madeira guardavam garrafas com rótulos de diferentes safras. Harry se inclinou para observar cada uma, enquanto a guia retirava uma garrafa de um dos nichos.
— Este aqui é nosso vinho premiado. — Explicou, girando a garrafa delicadamente. — Feito com uvas colhidas à mão e envelhecido por doze anos.— Ela serviu um pouco nas taças.
— Muito bom. — Styles comentou alegremente.
S/n observava com um sorriso satisfeito, ela adorou ver Harry tão envolvido e feliz com essa experiência.Após provarem outros vinhos, eles seguiram para os vinhedos ao ar livre.
— Sabia que as uvas de cada safra têm um sabor diferente, dependendo do clima do ano? — Demonstrou a guia, pegando um pequeno cacho e entregando a Harry.
— Eu posso provar?
— Claro, senhor Styles.
Harry pegou algumas uvas, oferecendo a primeira a S/n antes de provar.
— Uau! Nunca comi uvas tão deliciosas.
— Nosso cuidado com elas é realmente muito rigoroso. — Pegou o restante do cacho que Harry entregou a ela. — Vamos.
Eles continuaram passeando pelo vinhedo, até que a guia os levou a uma sala privativa, onde uma única garrafa estava em destaque sobre a mesa. Harry franziu a testa, intrigado.
— Este é um presente especial para você, senhor Styles. — Mencionou a mulher, indicando a garrafa.
Ele se aproximou e arregalou os olhos assim que leu o rótulo.
“Styles Reserve”
Por um instante, ele ficou completamente imóvel.
— Isso é sério? — Harry pegou a garrafa com delicadeza.
— Sim. — A Anfitriã garantiu.
— Eu não acredito que você fez isso. — Seus olhos brilharam para S/n e um sorriso largo e genuíno se abriu em seu rosto.
— Eu queria que você tivesse algo único para lembrar desse dia.
— Eu não sei o que dizer, muito obrigado.— Olhou-a com tanta ternura que S/n sentiu o coração derreter.
— Isso conclui nossa expedição, sintam-se à vontade para ficar aqui um pouco mais. — A anfitriã se afastou discretamente, deixando-os sozinhos.
Harry ainda segurava a garrafa, como se quisesse memorizar cada detalhe, ele a colocou sobre a mesa e puxou S/n pela cintura, envolvendo-a com firmeza, em um abraço, seu rosto se aninhou contra o pescoço dela, S/n sentiu o coração acelerar quando ele afundou os dedos levemente em sua pele, naquele silêncio confortável entre os dois, ela podia jurar que sentia o ritmo do coração dele batendo junto ao seu.
— Nunca ninguém fez algo assim para mim. — Admitiu baixinho, encostando o rosto no dela. — Você é a namorada mais perfeita desse mundo.
— Eu quero só ver o que você vai falar no final do dia — Instigou, acariciando suavemente seus cabelos. — Porque ainda tem mais coisas para acontecer.
— Isso significa que ainda vou ser mais mimado?
— Muito mais. — Ela brincou, deixando um beijo rápido em seus lábios.
— Vamos para casa?
— Vamos.
Pegando a garrafa especial, eles deixaram o vinhedo de mãos dadas, animados com o que ainda estava por vir.
...
A cozinha estava silenciosa, exceto pelo som da faca batendo na tábua de cortar. S/n estava concentrada, preparando com cuidado os ingredientes da receita que aprendeu especialmente para Harry. Seu plano inicial era fazer tudo sozinha e surpreendê-lo com o prato finalizado, mas ele insistia em ter seu olhar intenso sobre ela.
— O que foi? — Ela ergueu os olhos e encontrou Harry encostado na porta da cozinha.
— Nada... — Ele balançou a cabeça lentamente. — Só... Você fica tão linda assim, cozinhando para mim.
— Ok, mas chega de me olhar desse jeito. — S/n revirou os olhos. — Vai relaxar um pouco na varanda e me deixe trabalhar.
— Não consigo, preciso ficar perto de você.
Antes que ela pudesse argumentar, Harry pegou um avental, atravessou a cozinha até parar atrás dela, envolvendo-a com seus braços, sua boca roçou levemente a curva do pescoço dela.
— Você tem ideia do quão linda você fica assim?
— Se continuar assim, o almoço nunca vai ficar pronto. — S/n suspirou, sentindo a pele se arrepiar.
— Sabe, acho que perdi a fome. — Harry sorriu contra sua pele.
— Harry. — O afastou antes que não conseguisse se conter.
— Se não posso ajudar, pelo menos posso te atrapalhar. — Pegou seu celular e colocou uma música em italiano começando a se mover no ritmo, balançando levemente os ombros, a puxando para dançar.
— Amor... — Saiu de seus braços voltando a cozinhar.
— Shhh, apenas aceite. — Styles pegou um punhado de farinha e passou levemente no nariz dela.
— Você não fez isso. — Olhou para ele, fingindo estar brava.
Ela pegou um pouco de farinha e tentou revidar, mas Harry foi mais rápido, desviando e segurando seu pulso com uma gargalhada.
— Nem tente, amor.
— Você começou isso, agora aguente!
Ela se soltou e pegou um punhado maior de farinha, mas antes que pudesse usá-lo, Harry a puxou pela cintura, prendendo-a contra o balcão.
— Agora você está presa, o que vai fazer?
S/n abriu a boca para protestar, antes que qualquer palavra escapasse, ele colou seus lábios em um beijo.
— Você trapaceou, assim não vale. — Reclamou assim que se afastaram.
— Eu sei, mas você me ama assim mesmo. — Salpicava beijinhos nela.
— Agora chega, está proibido de me beijar até eu terminar o almoço. — Afastou seu peito e ele fez um beicinho fofo.
— Tá bom, tá bom. — Revirou os olhos, deixando trabalhar.
....
Harry e S/n se sentaram à mesa, diante de uma vista deslumbrante das colinas da Toscana, a comida feita com tanto carinho e um pouco de caos, estava deliciosa.
— Isso está incrível. — Harry elogiou após a primeira garfada.
— Eu aprendi essa receita só para você. — S/n sorriu, satisfeita.
— Meu Deus, você é a mulher da minha vida. — Ele colocou a mão ao peito como se estivesse dramaticamente emocionado.
— Achei que isso você já soubesse. — Ela riu. — Sabe, eu realmente acho que você nasceu para morar na Itália, ela sempre parece trazer o melhor de você.
— Talvez eu possa morar aqui definitivamente, mas só se for com você. — Puxou sua mão, a beijando. — E com alguns menininhos correndo pela nossa grama?
Foi difícil o coração dela não perder o ritmo ao ouvir aquilo.
— Termina de comer, Harry — Tentou disfarçar o quanto aquilo a afetou. — Ainda tem mais surpresas esperando por você.
— Mais? E eu achava que o vinho já era o auge do dia.
— Com certeza não.
Depois do almoço na varanda, Harry passou um tempo relaxando na sala, recebendo ligações e mensagens, sua mãe foi a primeira a ligar, desejando todo amor do mundo para seu filho, depois vieram Gemma, Michal e sua linda sobrinha que o deixaram com um sorriso no rosto, logo alguns amigos próximos, colegas de trabalho e até uma chamada surpresa de Niall, que insistiu em cantar "Happy Birthday" em um tom desafinado só para provocá-lo. Ele se divertiu respondendo a todos com gratidão, mas em algum momento, percebeu que S/n já não estava mais ali ao seu lado.
A casa estava silenciosa demais, franziu a testa, guardando o celular no bolso e olhando ao redor, se levantou e subiu as escadas devagar, quando se aproximou do corredor, ouviu uma música suave vindo do banheiro, um aroma delicioso, talvez lavanda e baunilha, seu coração bateu mais rápido, abriu a porta do quarto sem precisar pensar muito foi até o banheiro, assim que entrou parou à porta, claramente impressionado.
O ambiente estava iluminado apenas pela luz natural que entrava pela janela e pelas velas estrategicamente posicionadas, flores flutuavam na água da banheira, que exalava um leve aroma de lavanda e baunilha como ele tinha imaginado.
— Finalmente chegou, já estava cansada de esperar.
— Você está se saindo muito bem, sabia? — Harry aproximou-se, segurando em sua cintura. — Esse dia está perfeito, você me mimando assim, está me deixando mal-acostumado.
— É que eu sou boa em tudo.— Brincou, indo em sua direção, começando desabotoar a camisa dele. — Agora, eu quero que você entre e relaxe.
Com agilidade, tirou a camisa revelando os músculos definidos, desabotoou a calça sem desviar o olhar dele, ajudando a se livrar do resto da roupa. Ele entrou na banheira, a água quente o envolveu imediatamente o fazendo soltar um suspiro de alívio.
— Isso é exatamente o que eu precisava.
S/n sentou-se ao lado da banheira, os cotovelos apoiados na borda.
— Aqui, para você. — Alcançou um copo de suco fresco que havia deixado ali.
— Eu não sei como você consegue, mas cada momento desse dia está cada vez melhor. — Tomou um pequeno gole ainda olhando para ela.
— É o meu talento secreto — Inclinou- se para deixar um beijo em sua testa.
— Você não vai entrar?
— Não dessa vez, isso é só para você. — Acariciou seus cabelos molhados.
— Ah, amor, vem cá, não me deixe sozinho aqui. — Ele fez um biquinho que não podia ser ignorado. — Fica comigo, só um pouquinho.
— Hoje não.
— Mas eu sou o aniversariante, então eu posso fazer pedido especial.
— Ah, é? — Ela inclinou a cabeça. — E o que você deseja?
Ele fingiu pensar.
— Você.
O jeito como ele disse aquilo, com a voz levemente rouca, fez um arrepio percorrer a espinha dela.
— Ok, você venceu. — S/n sorriu, mordendo o lábio.
Após tirar suas roupas, ela entrou na banheira, deslizando para frente dele, que a puxou contra seu peito, a abraçando firme, descansando o queixo no ombro dela.
— Agora, sim, tá perfeito.
S/n riu, inclinando a cabeça para trás, deixando um beijo suave na mandíbula dele. Harry fechou os olhos, absorvendo cada detalhe daquele momento, a música suave ao fundo, o aroma delicado das velas, o calor da água e principalmente, ela.
...
Harry saiu do banho secando os cabelos com a toalha, sentindo-se completamente relaxado, a água quente havia aliviado qualquer tensão que ainda restava em seu corpo, mas a maior responsável por seu estado de tranquilidade era sem dúvida S/n, ainda podia sentir a pele quente onde ela estava encostada, o cheiro suave que ficou em seu peito depois que ela saiu da banheira antes dele, dizendo que precisava preparar "a próxima parte do dia". Ele não questionou, apenas a observou desaparecer pela porta.
Agora, sobre a cama, estava uma roupa já separada para ele, uma calça branca e uma camisa de algodão azul, tudo perfeitamente alinhado ao clima da noite italiana, bem ao lado, um pequeno bilhete.
"Instrução número três: se vista e vá para o terraço."
Quando finalmente chegou, foi recebido com o terraço transformado, luzes pendiam sobre a mesa de jantar, o aroma de comida fresca pairava no ar, mas o que realmente prendeu sua atenção foi S/n, ela estava de pé conversando com o chef que preparava pizzas artesanais, seu vestido azul caia perfeitamente no corpo dela, seus cabelos soltos a deixavam ainda mais bela.
— Amor! — Ela exclamou ao vê-lo. — Pensei que fosse hibernar naquele banho.— O puxou pelo braço. — Vem, agora você vai fazer sua própria pizza.
— Isso significa que posso colocar qualquer coisa?
— Qualquer coisa! Esta é a magia da pizza! — O chef italiano, um homem simpático com sotaque carregado, respondeu entusiasmado.
— Isso vai ser divertido. — Harry esfregou as mãos, empolgado.
E de fato foi.
Enquanto S/n montava algo apetitoso, Harry simplesmente jogava qualquer coisa que via pela frente, colocou gorgonzola, tomates, rúcula, depois cogitou adicionar pedaços de morango, mas desistiu ao ver a expressão incrédula de sua namorada.
— Harry, pelo amor de Deus...
— Isso aqui é arte, amor. Deixa eu me expressar!
— Eu deixo, mas não vou me arriscar a comer isso.
— Você estará perdendo a melhor pizza da sua vida 'mi amore'.
Quando as pizzas saíram do forno, ele teve que admitir que a dele não era exatamente um sucesso, mas ainda bem que havia as que o chef preparou para salvar a noite, mas então, quando Harry já pensava que não poderia estar mais feliz, S/n colocou outro envelope sobre a mesa.
— Pegue.
Ele pegou o envelope com curiosidade, sentindo um frio na barriga.
"Instrução número quatro: Escolha o lugar mais confortável da casa e leia a carta."
Harry não precisou pensar muito, levantou-se e foi até a sala, ali encontrou uma caixa embrulhada para presente, em cima tinha outro bilhete.
"Instrução número cinco: Sabia que viria para cá, abra depois de ler a carta."
Se acomodando no grande sofá, abriu o sem saber o que esperar.
Querido Harry.
Desde o dia em que você entrou na minha vida, tudo se tornou mais bonito, você me ensinou que o amor não precisa ser complicado para ser intenso, que os melhores momentos nem sempre são aqueles que planejamos e que rir com você é a melhor terapia para qualquer dia ruim.
Eu amo o jeito como você é apaixonado pela música, mesmo quando isso nos afasta por algum tempo. Amo como seus olhos brilham quando você fala do que gosta, amo o som da sua risada e mais ainda a forma como você me faz rir. Amo até quando você me irrita, porque, no final das contas, eu nunca consigo ficar brava por muito tempo com você.
Eu amo a pessoa que me tornei depois que te conheci.
Eu amo você.
Hoje, no seu aniversário, eu queria te dar algo que realmente significasse para você.
Algo que mostrasse que eu sei exatamente o que te faz feliz.
Então aqui está.
No final da carta, dizia: Já pode abrir a caixa.
Com lágrimas nos olhos, ele deixou a carta de lado, desembrulhando seu presente. Harry piscou, surpreso logo que viu duas passagens de primeira classe para o Japão, ele já tinha ido ao Japão muitas vezes, caminhado pelas ruas de Tóquio, experimentado os melhores pratos de lá, mas nunca esteve no Japão com S/n.
E essa era a única coisa que faltava.
Ele passou a mão pelos olhos, secando algumas lágrimas e então viu um álbum de fotos vazio ainda dentro da caixa.
Na capa, escrito à mão, estava:
"Cinco razões para Harry amar essa viagem"
Ele abriu a primeira página e encontrou as razões cuidadosamente escritas:
1. Porque desta vez você vai ver o Japão pelos meus olhos.
2. Porque quero me perder com você nas ruas de Tóquio e descobrir lugares que nem você conhece.
3. Porque dessa vez você vai viver cada momento sabendo que estou ao seu lado.
4. Porque não importa quantos sushis você já tenha comido, nenhum vai ser tão especial quanto o que vamos dividir lá.
5. Porque qualquer lugar no mundo fica ainda melhor quando estamos juntos.
Harry fechou o álbum devagar, respirando fundo para controlar todos os sentimentos que lhe atingiram.
Foi quando percebeu que havia um último envelope.
"Última instrução: Dessa vez você não precisa fazer nada! Só quero você como veio ao mundo e me encontre no quarto para uma noite inesquecível."
Os olhos dele se arregalaram, sem hesitar um segundo sequer, levantou-se num pulo, subiu as escadas apressado, o coração martelando no peito e quando finalmente empurrou a porta do quarto, lá estava ela.
Linda.
Sentada na cama com um sorriso provocante e uma lingerie vermelha que parecia feita para deixá-lo louco.
— Feliz aniversário, meu Harry.
E naquele instante, ele soube que nunca mais precisaria de nada além dela.
Muito obrigado pela leitura, derramei meu amor todinho nesse imagine, espero que tenha gostado, se sim, adoraria saber o que achou através de um comentário 💗
Personagens: Professor! Harry x Estudante!Aurora. (Aurora tem 24 anos e Harry tem 35)
Aviso: O capítulo o ponto de vista de Aurora e Harry
NotaAutora: Aproveitem o capítulo e não se esqueçam de comentar💗
Aurora
Eu não ia ligar para ele.
Mesmo com ele presente nesse final de gravidez, mesmo com a trégua silenciosa que conseguimos firmar, não fazia sentido colocá-lo nisso.
Ele olharia para mim com aquela esperança ridícula, como se pudéssemos ser pais juntos e quando tudo acabasse, essa esperança só ia machucar mais.
O Gabriel estava aqui e se ele estava aqui, não havia motivo para trazer Harry para perto. Eu contaria depois, quando tudo estivesse resolvido, quando fosse seguro deixá-lo no passado de vez.
Mais uma contração me atingiu sem aviso, meu corpo se curvou no banco do carro, minhas mãos agarraram o cinto de segurança como se ele pudesse me segurar no lugar.
— Ai, caralho… — O sussurro escapou, quente, entre os dentes.
As aulas de parto, os vídeos no YouTube, os conselhos das amigas, tudo parecia uma piada de mau gosto agora.
Ninguém tinha dito que ia ser assim.
— Vamos, Gabi… mais rápido… — Pedi, quase sem voz.
— Respira, meu amor, estamos quase lá.
— Tá…
Tentei obedecer, inspirando e expirando como a instrutora de ioga havia ensinado.
Um, dois, três… inútil.
As contrações vinham a cada dez minutos, mas cada intervalo se esticava como uma eternidade, onde o medo crescia dentro de mim até ameaçar me sufocar.
Como alguém passava por isso e depois dizer, quero outro filho?
— Já estamos chegando — Gabriel falou, forçando calma na voz. — Você sabe onde estão suas chaves?
— Não, Gabriel! — Gritei quando outra contração explodiu no meu quadril.
— Ok, ok… Eu dou um jeito.
O carro parou diante do meu prédio, ele saiu, mas eu fiquei ali, sozinha, arfando, o suor escorrendo pela minha nuca, a cabeça jogada contra o encosto, o coração disparado. Um aperto no peito me lembrou, sem piedade, do que estava prestes a acontecer.
Só percebi que Gabriel tinha voltado quando ouvi a porta se fechar.
— Trouxe tudo o que precisa, tá? Olha aqui. — Ele ergueu uma garrafa de água e uma toalha. — Se acalma, estamos quase lá. — Forçou um sorriso que tentou esconder a própria aflição.
Ele estava sendo tão cuidadoso, tão paciente, que por um instante a dor pareceu menos urgente.
Se esse filho fosse dele, com certeza ele seria um ótimo pai.
Fomos para o hospital no ritmo mais rápido que o carro aguentava, eu tinha certeza de que, no caminho, Gabriel já tinha garantido pelo menos duas multas.
— Consegue andar? — Questionou
segurando meu braço assim que abriu a porta.
— Só me tira daqui…
Assim que entramos, uma mulher de jaleco veio direto na nossa direção.
— Aurora O’Connor?
— Sim. — Apertei os lábios, confirmando.
Provavelmente Gabriel tinha ligado para o hospital enquanto buscava minhas coisas.
— Vou levar você para a avaliação.
Passamos reto pela recepção e entramos num corredor que parecia mais longo do que deveria, quando chegamos na sala, uma médica já nos esperava.
— Sou a doutora Lewis e ver como você está, Aurora.
Deitei-me na maca, tentando ignorar o desconforto de estar tão exposta. Ela fez o exame rápido e levantou o olhar para mim.
— Cinco centímetros, vamos para o quarto, ok? Já está na hora.
Segui pelo corredor, tentando acompanhar o passo da enfermeira, mas cada passo parecia mais pesado que o anterior. Minha barriga pesava como nunca, de vez em quando minhas pernas simplesmente travavam, obrigando-me a parar por um segundo. A ala das grávidas estava longe de ser calma, o choro agudo de recém-nascidos se misturava aos gritos de mulheres em trabalho de parto, me lembrando de forma cruel, que ainda era só o começo para mim.
— Está indo muito bem — Comentou a enfermeira.
Não sabia se ela falava para mim ou para me convencer disso.
O quarto reservado era particular, assim que a porta fechou, o barulho do corredor sumiu. A cama era grande, havia uma poltrona ao lado, pelo banheiro entreaberto, consegui ver uma banheira pronta para uso.
Encostei na beira da cama, mas não consegui me sentar de imediato.
— Aurora — A voz da enfermeira cortou o silêncio. — Vamos começar a monitorar, ok? Já chamamos o doutor Payne, fica tranquila, vai dar tudo certo.
— Ok. — Assenti, apertando com força a mão de Gabriel.
As horas se arrastavam, com uma dor que parecia crescer sem trégua. As contrações, cada vez mais fortes, cada vez mais intensas, eu mal conseguia respirar entre uma e outra. O tempo se diluía, escorregando entre os exames, as visitas da enfermeira e as palavras calmas de incentivo do Gabriel, que tentava segurar minha mão e me dar forças.
Nesse tempo, liguei para meus pais, para a Geórgia, para a Lily, até para a assistente social. Todos já sabiam que o bebê estava vindo.
Bem… quase todos.
A única certeza era de que eu já estava com sete centímetros.
Sete.
Quase lá.
A última contração me tirou o fôlego e minha outra mão agarrou o braço dele com força.
— Gabi…
— O que foi? Está doendo? Fala comigo.
— Acho… — Fechei os olhos, tentando respirar fundo e engolir o grito que queria sair. — Não vou conseguir, tá doendo tanto.
— Claro que consegue, você está quase lá, amor…
Eu queria.
Queria acreditar nele.
— Não… — Um gemido escapou quando a dor voltou com tudo. — Eu não consigo. — Sentia as lágrimas queimando minha pele.
Eu não vou conseguir sem ele.
Não deveria querer isso.
Mas preciso.
Preciso daquela mão segurando a minha com força.
Preciso daquela voz dizendo que tudo vai ficar bem.
— Quer entrar na banheira? Quer alguma coisa para a dor? O que você quer que eu faça? — Ele ajeitou meu cabelo com cuidado, tentando me acalmar.
— Eu…
Não podia pensar nisso.
Não podia sentir isso.
Mas...
Harry...
Harry...
Harry...
— Aurora, me diz! Quer que eu chame o doutor Payne?
— Gabi… — Minha voz escorregou — Não… eu só…
— O quê? — Ele se inclinou, preocupado.
— Eu preciso… dele.
— Dele? — A voz de Gabriel mudou.
— Preciso do Harry. — Saiu num sussurro.
— Você… não me quer aqui? É isso?
— Eu quero, mas eu… Eu não vou conseguir sem ele, eu preciso dos dois.
Ele ficou imóvel, ainda segurando minha mão, mas o olhar…
Eu sabia que estava machucando ele. Talvez ele me odiasse depois, mas, no fundo, eu também sabia que, se Harry estivesse ali, segurando minha mão…
Talvez, só talvez, eu acreditasse que conseguiria suportar.
— Tudo bem. — Gabriel ficou alguns segundos parado, como se reunisse coragem. — Eu vou chamar ele. — Soltou minha mão devagar e saiu pela porta.
Minutos depois, voltou com os ombros levemente curvados, o olhar baixo, eu sabia que ele estava se esforçando para não deixar transparecer nada.
Quando a maçaneta girou, uma hora mais tarde, meu coração disparou antes mesmo que eu visse quem era. Harry surgiu na porta, o rosto corado, cabelos colados à testa, ofegante, o olhar dele me encontrou, no instante seguinte, ele atravessou o quarto com uma urgência que fez meu peito apertar, mais lágrimas escaparam com um sorriso trêmulo e um alívio tão cruel que doía.
— Harry… — minha voz falhou.
— Ei, docinho… Eu estou aqui.
— Me desculpa… — Saiu sem que eu conseguisse pensar. — Por demorar tanto para te chamar. — Mordi o lábio, a garganta se fechando.
— Isso não importa. — A mão dele apertou a minha. — O que importa é que eu estou aqui. E a gente vai passar por isso juntos, ok?
Outra contração veio intensa, fazendo meu corpo se curvar, ele passou o braço pelas minhas costas e me segurou, como se pudesse me manter bem só com força dele.
— Respira comigo… isso, olha para mim. — Harry manteve o olhar fixo, quase me obrigando a seguir o ritmo dele.
Inspirar.
Expirar.
Inspirar.
Expirar.
Por alguns segundos, era só a respiração dele e a minha. Gabriel não disse nada, não se mexeu, eu podia sentir o olhar dele sobre nós, mas não consegui encarar.
A porta se abriu mais uma vez e o doutor Payne entrou, analisando rapidamente o monitor.
— Está na hora, Aurora, mas só pode ficar uma pessoa.
— Não… — Minha voz tremeu. — Eu preciso dos dois.
— São regras do hospital — Revidou, impassível. — Apenas o pai pode permanecer.
— Eu sou o pai, então… — Harry se endireitou, mantendo a mão firme na minha.
— Gabi… — Tentei chamar, mas ele já se inclinava para depositar um beijo leve na minha testa.
— Vai dar tudo certo, eu vou estar aqui fora. — Afastou-se devagar.
Assim que a porta fechou, toda a atenção voltou para mim.
— Vamos para a banheira, Aurora, vai ajudar nessa fase final — Sugeriu Payne.
— Vem, eu vou com você. — Harry estendeu a mão.
A enfermeira ajudou a me levantar, eu estava tonta, cada passo um esforço enorme, mas a presença de Harry ao meu lado me mantinha de pé, ele soltou minha mão nem quando entramos no banheiro, onde o vapor morno se espalhava pelo ar.
A banheira estava cheia, quando sentei e a água quente cobriu minha barriga, senti um alívio breve nas costas. Harry tirou os sapatos em silêncio e entrou atrás de mim, acomodando-se para que minhas costas repousassem em seu peito, seus braços passaram pela minha cintura, firmes, me ancorando.
— Eu estou aqui… — Sussurrou no meu ouvido, a respiração quente contra minha pele. — Segura em mim.
A próxima contração veio e meu corpo inteiro se enrijeceu, agarrei o antebraço dele com força, Harry beijou minha têmpora, depois a testa.
— Respira… isso… comigo. — Ele começou a contar baixo, no meu ouvido. — Um… dois… solta… de novo, eu sei que dói, mas você está indo bem.
Eu gemia entre uma respiração e outra, o corpo forçando sozinho.
— Está vindo — A enfermeira avisou, olhando para a água. — Aurora, quando sentir a vontade, pode empurrar.
Harry deslizou a mão até a minha, entrelaçando os dedos.
— Eu estou aqui, faz comigo. — Seus lábios tocaram minha testa de novo.
— Harry.
A vontade veio como um instinto, impossível de segurar, empurrei, gritando baixo e senti a queimação profunda, a pressão aumentando.
— Isso, amor… tá quase. — Ele sussurrou, a voz dele tremia. — Vamos conseguir.
Mais um empurrão e senti o alívio súbito, a água se mexendo.
Um choro fino preencheu o banheiro.
Ele nasceu...
Nosso bebê finalmente nasceu.
A enfermeira ergueu o bebê da água e o colocou nos meus braços.
O mundo inteiro se reduziu ao pequeno corpo nos meus braços. Ele estava ali, quente e frágil, o cabelo, molhado e grudado na testa, o tom ruivo idêntico ao meu.
Meus olhos buscaram o rosto dele no instinto de quem precisa decorar cada traço, então as pálpebras minúsculas se abriram.
Verdes.
Tão verdes quanto os de Harry.
Ele se mexeu e em sua pequena bochecha formou uma covinha...
Aquela covinha...
Eu não sabia que podia amar assim, tão rápido.
Senti as lágrimas caindo sem nem perceber. Harry, atrás de mim, também chorava, a respiração irregular perto do meu ouvido. Ele apoiou meus braços por baixo dos meus, ajudando a segurar, o rosto dele estava colado ao meu, olhando junto.
— Ele é perfeito... — Ele afirmou, e percebi o tremor na voz.
Apertei o bebê contra o meu peito, beijei a testa minúscula, molhada.
— Eu não consigo… — Sussurrei. — Eu não consigo entregar ele.
Harry me abraçou por trás, apertando nós dois contra ele.
— Você não sabe o quanto eu esperei ouvir isso…
Harry
Eu ainda estava com os braços ao redor dela, quando a enfermeira pegou o nosso bebê, após cortarem o cordão umbilical, enrolar em uma toalha e levar com cuidado para fora. Eu quis segurá-lo, mas era o protocolo, eles iam pesar, avaliar, verificar tudo, eu só consegui acompanhar com os olhos até a porta se fechar.
Aurora pareceu desabar logo em seguida, seu corpo ainda tremia, exausto, eu sentia a fraqueza nos músculos dela apoiados em mim. Passei a mão pelo cabelo molhado dela, tentando acalmá-la.
— Aurora — O Dr. chamou suavemente. — Preciso que você abra um pouco as pernas para avaliarmos, tudo bem? — Ela apenas assentiu, ainda sem forças para falar, segurei a mão dela durante o exame rápido.— Sem lacerações — informou ele. — Um alívio, vamos apenas monitorar, mas você já pode ir tomar um banho e deitar um pouco antes de o bebê voltar para o quarto.
Aurora não parecia ter forças nem para continuar ali sentada, muito menos para se erguer. Eu sabia que qualquer movimento seria difícil, doloroso demais.
— Pode acompanhá-la no banho. — O doutor virou-se para mim, vendo o estado que ela se encontrava.— Acho que seria bom.
— Eu não sei se… — Começou, a voz falhando. — Acho melhor não. — Aurora pareceu hesitar, constrangida.
— Aurora, não é como se já não tivesse… — Sorri de um jeito que eu esperava ser tranquilizador.
— Não é a mesma coisa. — Ela me cortou. — Eu quero o Gabriel — ela murmurou.— Pode chamar ele para mim? Ele pode me ajudar.
Porra, sério?!
Parei, fechando os olhos por um segundo, tentando não deixar que meu rosto revelasse nada.
— Aurora, ele não está aqui agora e você não pode esperar, olha para você, está tremendo.
— Tá. — Ela fechou os olhos, cedendo depois de longos segundos. — Mas...
— Não se preocupe. — A tranquilizei.
Quando tentei ajudá-la a se erguer, o corpo dela fraquejou. Vi o momento exato em que suas pernas cederam e precisei segurá-la contra o peito.
— Eu tenho você. — Murmurei em seu ouvido.— Não vai cair.
Caminhamos devagar até o banheiro, segurei-a pelos ombros até o vaso com a tampa fechada, ela se sentou, respirando fundo enquanto eu ligava o chuveiro. Aurora parecia menor, ainda enrolada na toalha e sua pele pálida.
— Se quiser, eu fico do lado de fora.
— Não adianta — Ela respondeu baixamente. — Eu não consigo sozinha.
— Eu não vou ficar olhando, só vou te limpar, nada mais.— Ajudei a tirar sua camisola hospitalar. — Só quero cuidar de você.
Ela não respondeu, mas deixou que eu a guiasse para debaixo da água. A mão dela se agarrou ao meu braço quando o primeiro jato de água a atingiu.
— Tá fria? — Questionei, ajustando a temperatura.
— Tá bom.
— Me avisa se ficar tonta. — Pedi, deixando um pequeno beijo em seu ombro.
Mantive uma das minhas mãos firme na cintura dela, apoiando-a contra mim. Com a livre, peguei o sabonete líquido que ela trouxe, passando a espuma nos ombros, braços, descendo evitando os seios inchados, ela estava sensível, eu sabia, depois por sua barriga, suas pernas, evitando qualquer pressão que pudesse machucá-la.
Fiz tudo com calma e evitando olhar mais que o necessário só para deixá-la limpa e confortável. Ela se agarrou em mim o tempo inteiro, sentia o peso do corpo dela e agradecia por poder estar ali.
— Melhor?
— Sim.— Os olhos dela se fecharam.
Aurora tombou o rosto contra meu peito, peguei o shampoo, depositando-o um pouco no topo de seus cabelos.
— Inclina a cabeça para mim.
Ela obedeceu, deixando massagear o couro cabeludo dela com cuidado.
— Harry…
— O que foi, docinho?
— Agora há pouco… Na hora que o bebê nasceu… Você me chamou de amor?
Minhas mãos pararam.
Droga...
Achei que ela não tinha percebido.
— Chamei?
— Sim, quando o bebê tava nascendo.
— Eu não percebi… — Menti.
— Percebeu sim. — Ela estava envergonhada, mas sua voz era firme. — Mas não fala mais isso, por favor.
Senti um nó na garganta, mas tentei me conter, continuando a massagear os cabelos dela.
— Tudo bem, desculpa.
— Você deve ter falado porque já fez isso com a sua mulher antes, então não diga isso para mim só porque se lembrou dela. — Ela se encolheu.
— Eu não me lembrei da minha ex, eu lembrei da gente, é difícil para o meu cérebro entender que… — As palavras travaram, eu não conseguia terminar.
— Já faz quase um ano, Harry, eu duvido muito disso.
— Exatamente, Aurora. — Levantei o rosto dela com cuidado, fazendo-a me encarar. — Só meses, você acha que dá para esquecer alguém em tão pouco tempo? — Respirei fundo. — E mesmo que se passem anos, eu ainda não conseguiria esquecer você.
Os olhos dela se arregalaram, vi suas bochechas corarem, vi seus lábios tremerem antes dela abaixar a cabeça em silêncio.
Minutos passaram sem que ninguém falasse nada, continuei lavando o cabelo dela, sabia que ela não estava pronta para discutir isso e talvez eu também não estivesse.
— Prontinho, está limpa. — Comentei quando terminei de enxaguar seu último fio.
— Você está todo molhado. — Seus olhos voltaram a me encarar.
— Eu já tava desde a banheira. — dei de ombros.
— Na banheira era só um pouco, agora… — ela levantou a mão devagar e passou pelos meus cabelos ensopados. — Agora tá todo encharcado, pode pegar uma gripe ou algo assim.
— E se eu pegasse, você cuidaria de mim? — Mordi os lábios, sabendo que aquilo com certeza era totalmente inapropriado para o momento, mas não resisti.
— O quê? — As bochechas dela coraram de novo.
— Só estou brincando, eu devo ter uma roupa extra de academia no carro.
— Idiota. — Resmungou baixinho, me fazendo rir.
Desliguei a água e alcancei uma toalha, envolvi-a com cuidado, esfregando os ombros, descendo pelos braços, até que estivesse seca o suficiente. Peguei o pijama que estava na bolsa de maternidade.
Vesti-a peça por peça, guiando seus braços, pernas, prendi os botões para amamentação e ajeitei a gola, tentando ignorar o fato de que minhas mãos tremiam.
— Pronto. — Me inclinei e deixei um beijo na testa dela.
— Obrigada.
Levei-a de volta para a cama, arrumei os travesseiros e ajeitei as cobertas ao redor dela, nosso bebê ainda não tinha voltado.
— Vou trocar de roupa e já volto — Comuniquei, me afastando. Antes de sair, encostei os lábios na mão dela. — Descansa um pouco.
Dei alguns passos até a porta, mas antes de sair ouvi a voz dela me chamando.
— Harry…
— O que foi? — Virei, atento.
Ela me olhou por um instante, como se quisesse dizer algo, mas acabou desistindo.
— Nada.
Eu sabia que não era nada, mas não pressionei.
— Eu volto rápido.
A porta do quarto fechou-se atrás de mim e eu encostei a cabeça na parede gelada do corredor. Um sorriso estúpido e incontornável surgiu nos meus lábios, estava sendo um idiota completo por achar que aquele momento no chuveiro, com ela, significou algo.
A água da minha camisa pingava no chão, formando uma poça pequena, me lembrando do que realmente eu precisava fazer, me trocar e ligar para Isadora e dizer que chegaria tarde.
— Harry? — A voz irritante do Gabriel surgiu em meus ouvidos. — O que aconteceu com você? Por que está todo molhado?
— Não é da sua conta. — Cuspi, tentando passar por ele.
— Como estão a Aurora e o bebê? — Ele persistiu, plantando-se no meu caminho.
— Bem.— Retruquei. — Agora, se dá licença.
— Já posso vê-los? — Ele não se mexeu.
— Bem, você é o namorado dela, então acho que sim. — Respondi, incapaz de disfarçar meu descontentamento.
Ele não hesitou, deu um aceno de cabeça, seguindo em direção ao quarto, abrindo a porta e sumindo de vista.
Fui até o estacionamento, abri o carro e puxei meu celular de dentro do porta-luvas. Mandei uma mensagem rápida para Isadora, peguei minha mochila da academia. Levei para o banheiro do hospital, joguei a roupa encharcada na mala, lavei o rosto na pia e me troquei. Quando voltei ao corredor do quarto, parei na porta, a janela ao lado deixava ver lá dentro e o que vi fez meu estômago embrulhar.
Gabriel estava sentado à beira da cama, segurando uma tigela, levou a colher à boca dela, depois inclinou-se, murmurou algo junto ao ouvido dela, fazendo-a sorrir de leve e então colou seus lábios nos dela.
Merda.
Por que isso me incomodava tanto?
Não devia me importar.
Não podia sentir ciúmes.
Eu sabia que um dia veria isso, sabia que inevitavelmente teria que encarar, mas não estava pronto.
Não agora.
Não quando tudo o que eu queria era estar no lugar dele.
Não quando tudo o que eu queria era poder beijar os lábios dela, depois de tudo o que passamos hoje.
Segurei a maçaneta com força, minha mão suava e me forcei a entrar. Os olhos de Aurora me encontraram e foi o suficiente para eu esquecer que Gabriel estava a menos de um metro dela.
— Como você está? — Me aproximei.
— Melhor.
— Que bom. — Acariciei seu cabelo. — Quando vai poder ir embora?
— Amanhã.
Antes que continuasse, o bebê começou a chorar.
— Deixa que eu pego.
Ela assentiu, fui até o berço o trouxe aos meus braços, seu rosto pequeno, o nariz delicado, a pele rosada, os fios de cabelo ruivos arrepiados na cabeça minúscula.
— Oi, pequeno. — Murmurei. — Sou eu, seu pai.
Encostei o queixo de leve na cabeça dele, aspirando aquele cheiro bom que só recém-nascidos têm, comecei a balançar, mas ele não se acalmou, seu choro aumentou, o rosto ficou vermelho, as pernas chutando no ar. Balancei devagar, caminhei pelo quarto, usei as mesmas técnicas que acalmaram minhas três filhas tantas vezes.
— Tudo bem aí? — Gabriel soltou, com um tom que soou mais deboche do que preocupação.
— Sim. — Olhei de lado, segurando a raiva. — Já sou pai de três meninas, acho que sei o que estou fazendo.
Continuei tentando por longos minutos, mas o choro não parava.
— Posso? — Gabriel estendeu os braços, confiante.
— Não. — Apertei mais o bebê contra mim.
— Harry… — Aurora falou, cansada. — O bebê gosta de Gabriel. — Ouvir aquilo era um insulto. — Ele consegue acalmá-lo.
— Tá bom.
Entregar meu filho para aquele idiota foi como cortar minha própria carne. Gabriel o pegou com naturalidade, em poucos minutos o choro cessou, meu filho se aconchegou no peito dele, a respiração desacelerou até se transformar em sono.
— Viu. — Aurora esboçou um sorriso fraco.
— E o nome? — Olhei para Aurora. — Já pensou em algum? — Falei o primeiro assunto que me veio a mente, só para deixar escapar o xingamento dentro de mim.
— Eu não pensei em nenhum. — Soltou um riso fraco. — Bem, eu não estava planejando ficar com ele então não faço a menor ideia de que nome dar a ele.
— Tudo bem, nós podemos pensar juntos.
— Alex? — Ela começou.
— Não... Talvez James?
— Não, Luke ou Josh.
— Não.
— Thomas? — Gabriel teve a audácia de se intrometer na conversa.
Ele só podia estar louco, se achava que eu colocaria o nome que ele sugeriu no meu filho.
— Liam. — Ignoro completamente o que ele disse, me dirigindo à Aurora. — O que acha?
— É um nome lindo. — Seus olhos voltam para Gabriel. — Os dois são.
— Então concordamos com Liam?
— Acho que sim. — Ela estendeu a mão, pedindo o bebê a Gabriel, que o entregou sem hesitar. — Liam combina com ele. — Sorriu, os olhos brilhando enquanto se perdia por um instante no pequeno rosto de nosso filho.
Durante toda a gravidez, temi perder nosso filho antes mesmo de segurá-lo. E ali estava ela, finalmente se permitindo amar nosso pequeno, meu coração palpitava como nunca.
— Liam é lindo. — Inclinei-me, beijando primeiro o topo da cabeça dela, depois a do nosso filho. — Nosso pequeno Liam.
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