Em alguns momentos eu me sinto como se estivesse brincando de esconde-esconde comigo mesma. Mas, não quero encontrar uma parte de mim, não quero ter que encarar aquela pequena e vulnerável florzinha que eu tento fingir que não existe, talvez eu queira que não exista. Eu não gosto de quão assustada ela é, de quantos medos ela coleciona ou de quão facilmente ela murcha. Eu digo a ela "as pessoas não te entenderiam" "não cuidariam bem de você", então eu te escondo, conto até dez e finjo te procurar, quem escondeu, escondeu! Lá vou eu.
Esconde-esconde, Flô.
















