Os raios de Sol atravessam uma minúscula brecha na janela, tocando gentilmente o meu rosto e calmamente iluminando os cacos soltos no meu peito. Não quero mais tentar ser inteira, como um vaso que nunca caiu se despedaçando no chão. Eu não quero me arrepender de absolutamente nada na minha vida, só desejo acolher cada pedacinho de dor. Pois eu sei que não sou nenhum desses pedaços, mas eu não seria a mesma sem eles. A verdade é que eu não vou fingir esquecer alguma lembrança, até porque minha memória sempre foi uma das minhas melhores qualidades, mas não vou levar comigo o peso de dores passadas. Só carregarei amor! E no fim, com sorte, talvez eu seja só amor também.
Não vou esquecer, Flô













