Tocando em Frente a Escolta de Vagalumes
Caminho sem pressa, porque já aprendi que a pressa é só um medo disfarçado de destino.
Houve um tempo em que eu queria chegar — hoje, eu só quero entender enquanto sigo.
Cada passo meu carrega um pedaço do que fui: o menino que acreditava, o homem que se perdeu, e o silêncio que ficou entre os dois.
Aprendi que a vida não grita suas respostas, ela sussurra — no cansaço, na dor, e principalmente naquilo que a gente não consegue explicar.
Eu sigo.
Não porque sei pra onde vou, mas porque parar já não é mais uma opção.
E mesmo quando tudo parece escuro, há pequenas luzes — discretas, quase invisíveis — me acompanhando no caminho.
Como vagalumes.
Eles não iluminam a estrada inteira, mas iluminam o suficiente pra eu não me perder de mim.
E quando tudo isso acabar, quando o caminho finalmente silenciar, eu não quero monumentos, nem lembranças grandiosas.
Quero apenas voltar.
Voltar ao início. Ao chão que me viu nascer. À terra que conhece meu nome antes mesmo de eu aprender a dizê-lo.
Porque no fim, viver foi isso:
seguir aprendendo sem entender tudo, caminhar mesmo cansado, e confiar que, mesmo na escuridão,
sempre estive sozinho.












