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Resumo do texto: Transversalidade e Interdisciplinaridade. Dra. Lenise Aparecida Martins Garcia a autora fala sobre a transversalidade e interdiscipli...
Na caminha acadêmica o diálogo é sempre o mecanismo vetor ao aprimoramento, e quando podemos desfrutar no campo das ideias das perspectivas em abordagens em áreas distintas ampliam-se consideravelmente as percepções analítica e dialética dos saberes e conhecimento. Na foto, bum desses momentos da formação e aprimoramento que edificam e cativam nossas vivências, junto ao pesquisador de economia @SergioAlmeida #DiálogosMultidisciplinares #Interdisciplinaridade #Transversalidade #UFRR #UFAM #Sociedade #Cultura #Amazônia https://www.instagram.com/p/B3OvGI5FpMC/?igshid=ckq6c766s8g9
O Homem, a Arte e a Máquina: Há Diálogos?
Faalaaaaaa Bonitxs!!!!
Tudo tranquilo com vocês?
Vamos continuar nossa conversa boa sobre as tecnologias e hoje trazendo um tanto de arte e o poder da máquina!! Como já vimos a sociedade passou e passa por transformações na comunicação e isso conduz às inevitáveis e necessárias alterações também na sociedade e na escola. Mas esse avanço chegou até os homens ou ficou apenas nas máquinas? É possível percebermos grandes contribuições para as artes? E como fica a Escola nesse processo evolutivo? Vamos matutar um pouquinho?
Essa intensa relação paradoxal entre homem e máquina, por vezes conflituosa e em outros momentos complementar foi poética e reflexivamente cantada pelo compositor baiano Gilberto Gil, quando na década de 60 escreve “Cérebro eletrônico”. O danado do poeta vem incitar um novo pensar, observa-se uma atemporalidade admirável, pois mesmo em cárcere Gilberto Gil potencializa a liberdade dos pensamentos, da escrita e preconiza uma nova relação homem e máquina, afirmando que
“O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda
Só eu posso pensar
Se Deus existe”
Vale a pena ouvir a música completa #EscuteAí. Aqui fica evidente o conflito e integração entre homem e máquina: destaca-se o poder da máquina, mas também a não submissão ou alienação ao poder das tecnologias.
Desconstruindo certezas absolutas e padrões imutáveis, no ciberespaço o conhecimento compartilhado é intensificado pela pluralidade de linguagens presentes nos conteúdos digitais. Assim, percebemos que novos paradigmas educacionais são reformados e isso exige novos modelos de ensinamento, uma nova prática docente pautada na mediação, favorecendo o protagonismo e a autonomia do estudante nos processos de aprendizagens.
E nesse contexto de movimentos acelerados que se intensificam e favorecem a reprodutibilidade (multiplique em escala) técnica, para atender a um mercado que exige o lucro e que perde a essência. De acordo com o ensaísta alemão Walter Benjamim (1936) que defendia que a arte dirigida às massas poderia ser entendida como importante instrumento de politização, na medida que possibilitava um processo de democratização da cultura, tornando a obra de arte um direito universal, deixando de ser um privilégio de uma elite.
Benjamim defendia a arte pura, o estado de contemplação, a aura... e nesse espaço de reprodutibilidade técnica todas essas características se perdem e a exposição conduze a ação! Você conseguiu fazer associações, tipo o pernambucano Romero Britto e as várias cópias desenfreadas das suas obras, que deixaram as telas e assumiram diferentes papéis desde jogo americano na mesa do almoço, ao biquíni que você encontra na praia.
Então, Bonitxs, prestem atenção porque isso aliena, manipula de tal forma que vocês deixam de contemplar para apenas expor! Vivemos a época da transmissão do culto ou da missa na live do facebbok #issoéEstranho Quantos locais vocês já foram e deixaram de contemplar os detalhes, diante da pressa para bons registros fotográficos para aquele post no Instagram, nos grupos do WhatsApp da família? Isso vale quantos likes??? Foi o seu tempo, foi aquele lugar, com aquelas pessoas e talvez tudo não passou de uma grande exposição e pouca essência. Até na hora de comer... ops #ParaTudo antes precisamos fazer uma oraç... uma foto #PartiuFotografar
Para contribuir com reflexões e com novas posturas observa-se que há movimentos em espaços públicos para produzir novas formas de ação política e de crítica social, por meio da artistas e ativistas, teremos o artivismo. Aqui no Brasil há evidências de artivismo em ações pautadas em questões ambientais, de gênero, étnicas, feministas, ... enfim ações que promovam o engajamento e a transformação social.
É na experiência cotidiana, vivida e compartilhada, que se experimentam formas sociais necessárias à invenção de outros modos de vida, que não são necessariamente nem negação nem utopia, mas que tramam aqui e agora um movimento de liberação dos fluxos da própria existência. Portanto, convocamos a sociedade a navegar, interagir, trocar informações; numa perspectiva de multiculturalismo, que favoreça novas aprendizagens onde o conhecimento é vivo, criativo e participativo e com uma escola aberta a transversalidade do saber.
Agora você está conosco no ciberespaço, mas prometa que ainda hoje você vai vivenciar um momento de contemplação se possível envolvendo a natureza, pode ser uma flor, o pôr-do-sol, a paisagem na varanda, o rio, o mar... é difícil!!! Então contemple-se! Olhe-se no espelho! Curta o que você vê em todas as dimensões!!
A certeza é que o homem controla a máquina! E por meio das artes pode engajar diferentes agentes para uma transformação cultural e política! Ou pode exclusivamente convocar-se para a contemplação, na perspectiva de Liberdade!
Curtam!!
Comentem!!!
Compartilhem !!!
E Aguardem que na próxima semana tem mais!!
BENJAMIN, W. 2000. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. In: L.C. LIMA (org.), Teoria da cultura de massa. São Paulo, Paz e Terra, p. 221-254. Disponível em https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1563569/mod_resource/content/1/ A%20obra%20de%20arte%20na%20era%20da%20sua%20reprodutibilida de%20t%C3%A9cnica.pdf. Acesso em 21 fev. 2018
MOTA, Marlton Fontes; PORTO, Cristiane de Magalhães; PORTO, Ingrid de Magalhães. “Antes mundo era pequeno, porque terra era grande”: A antevisão da interatividade digital dos mundos na poesia atemporal de Gilberto Gil, e o seu encontro com a Educação In. PORTO, Cristiane; ALVES, André; MOTA, Marlton Fontes. (Org.) EDUCIBER: diálogos ubíquos para além da tela e da rede: Aracaju: Edunit, 2018.
GONÇALVES, Fernando do Nascimento. Arte, ativismo e tecnologias de comunicação nas práticas políticas contemporâneas. Disponível: http://www.contemporanea.uerj.br/pdf/ed_20/contemporanea_n20_12_GO NCALVES.pdf. Acesso em: 30 jan 2018.
CULTURA E CIDADANIA - Cultura e Transversalidade - por Paulo Nailson
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