Recruta-me ao romance pelo sexo
Tivera em alguns estados da profundeza humana
E advertia o beijo quente:
Eu é o outro, outros tantos múltiplos de um
Sorvera um copo em um gole
O veneno de amante aos lábios
Secando o deserto em sua fome
Viajante que há dias não amava com os bichos
Nas fulguras após a segunda
Há folga, pois bolsos não combinam
Porém, ainda há recentes marcas de incêndios
Beijos dados ao espelho, apresentando danças de planetas
Meu falo comunhão de leão
Abrigava também o ventre de Vênus
Contraste em desarmonia escorpiana
E ambos queriam ser-lhe corte, carrasco e réu
Alimenta-te do buquê que lhe fiz
Uma misturas de rosas brancas e margaridas
Esqueça-te do mau que trouxe aos teus ouvidos
Pandora selara-me enfim, daqui em diante sou ode ao pianista
O noviço recém cuspido
Da saia materna vidreira
Contemplava o mundo turvo
Vermelho azulado esmeralda da retina da cidade
Amor infecundo, a revolta das rugas
Em guarda, santa padroeira de cúpido
Invoco meus patrocinadores em alívio
Rasgarei-te o bucho e saquearei as tuas riquezas e filhos
Aqui tenho em sonho as mãos pelo corpo
Olhos em transe impressos em outros olhos
Que não os teus, mas que lembravam muito a mim mesmo
A voz caindo, a vertigem surgindo e o verbo ação escorrido...