Hoje eu vi ele.
A troca de olhares — rápida, mas tão intensa — rasgou meu peito em silêncio. Foi como se o tempo parasse por um segundo só nosso, embora o mundo ao redor continuasse girando alheio à dor que me consumia.
Meu coração, tolo e insistente, bateu mais forte… não de esperança, mas de saudade daquilo que nunca foi. Dói. Dói saber que nunca o terei. Que esse sentimento mora só em mim — um grito mudo que ecoa no vazio da impossibilidade.
Meu corpo, cúmplice do desejo, suplica por uma presença que não lhe pertence. E eu sigo aqui, entre o real e o sonho, amando em silêncio quem talvez nunca vai saber.
📎 Sunderhus Escriturias











